quarta-feira, 27 de junho de 2018

477.- Meditação. Meditar é despertar, acordar meu eu.




Todos nós

                                                 viemos do berço,

                                  equipados com a mente,

              a capacidade racional.

 

À medida

em que fomos crescendo

foi aumentando

o nosso potencial mental.

 

Porém, parece que

 em um determinado momento,

paramos de desenvolver nossa mente.


 Dominamos

o vocabulário brasileiro,

inglês ou espanhol,

mas ainda assim,

nossa mente é desorganizada,

confusa, insegura e infrutífera,

considerando que,

dizem os cientistas,

só sabemos usar dez por cento

da nossa capacidade mental.

 

Hoje, um dos maiores desafios

da humanidade 

é continuar a pesquisar

e desenvolver

a capacidade do cérebro,

da mente, da intuição

e da consciência. 

 

A mente

é um enorme potencial.

 

Por ser grande demais,

necessita ser estudada

em seus ramais,

ou suas ramificações.

 

Constatamos

que não somos especialistas

no uso da nossa mente,

não obstante sermos definidos

como animais racionais.

  

Basta observar

nossos pensamentos negativos,

nossos preconceitos,

nossos arrependimentos,

nossas decisões equivocadas,

nossos constantes erros,

discussões e conflitos,

dúvidas constantes,

indecisões

e visões egocêntricas. 

 

Como a mente funciona

e como organizar a mente,

devem ser objetivos

de cada ser pensante.

 

A meditação

é uma ferramenta,

é um meio de usar a mente

de forma educada,

evoluída, eficiente.

 

A meditação

afasta-nos

das rotinas da mente

e aproxima-nos

das características do coração.

 

Não somos apenas racionais.

Também sabemos chorar.

Somos também afetivos, emotivos,

mais humanos do que robôs.

 

Muitas pessoas pensam

que a meditação exige esforços.

 

 

E é exatamente o contrário.

 

É preciso apenas relaxamento.

 

Meditar

é criar o hábito

de abandonar a própria mente,

esquecer que há qualquer futuro,

permitir que este momento

seja suficiente por si só.

 

Meditar é estar presente

no momento presente.

 

É sentir,

mais do que pensar.

 

Esta é a chave

para iniciar

o processo da meditação:

estar presente no momento presente.

 

Se deixar a mente

te levar para o passado

ou para o futuro,

ela já te desviou do foco.

Não é mais meditação.

É divagação.

 

Desviar-se

do momento presente,

é criar problemas.

 

Quando você

está com um problema,

tende a se deixar envolver 

pelo problema.

 

A meditação

cria uma distância.

 

Dá uma perspectiva.

 

Ultrapassa o problema.

 

O nível de consciência muda.

 

Você não é o problema.

 

O problema

é algo criado pela mente.

 

Um problema

devidamente compreendido

é resolvido,

porque um problema surge

através de uma mente

que não compreende.

 

Você cria o problema

porque não o compreende.

 

Então, a questão

não é tanto solucionar o problema,

a questão é criar maior compreensão.

 

E se houver

mais compreensão e clareza

e o problema puder ser enfrentado

de forma imparcial,

observado,

como se não pertencesse a você,

como se pertencesse a outra pessoa,

 se você puder criar uma distância

entre o problema e você,

somente então

o problema poderá ser resolvido.

 

À medida em que entra

em processo de meditação,

você se desloca cada vez mais alto

e pode olhar de cima para seu problema,

lá embaixo, lá fora,

e constatar

que se trata,

quase sempre,

de um problema virtual,

não real.  

 

A maior parte dos problemas

são mentais,

criações da nossa mente,

do ego insatisfeito.

 

O problema não é a dívida;

é a ganância,

é desconhecer-se a si mesmo.

 

Você não precisa ser rico,

ter posses, ter coisas.

 

De nada adianta ter coisas

se você não se tem a si mesmo,

 e não está em si mesmo.

 

Quando você tem apego

a qualquer coisa,

você está fora de si,

despersonalizado,

perdido.

 

Quando algum motorista

provoca um acidente

e bate no seu carro,

você diz: ‘ele me bateu’.

Revela que você está identificado

com o seu veículo,

como se você fosse o carro.

Isso é apego.

Não é real.

É ilusão.

É estar fora de si.

 

Se você é uma pessoa desapegada,

está vazia das coisas,

mas plena de si.  

 

Você pode ser um zé-ninguém

e ainda assim,

todos os tesouros da existência

podem lhe pertencer,

porque eles não estão fora de você.

 

O problema,

este é o problema,

você desconhece

sua própria riqueza interior.

 

Perceba como a meditação

te conduz a uma visão mais completa,

mais profunda, mais real,

verdadeira.

 

A meditação relativiza,

minimiza os problemas,

ou possibilita a visão

de que não há problemas reais,

apenas mentais.

 

Os outros problemas reais,

a mente sadia, que medita,

aceita-os como parte integrante

da existência.

 

A meditação

te faz concentrar-se em você,

lida com a pessoa concreta,

e dá importância a você

não para as coisas externas.

 

Medite

para que o teu ser interior

se torne único.

 

Quando o teu ser interior

se torna único,

a divisão,

que não é da sua essência,

desaparece na periferia. 

 

A meditação

é um processo

para tornar as pessoas independentes,

e assim, mudar seu tipo

e sua qualidade de consciência.

 

Quando a pessoa cresce em consciência

também os problemas vão desaparecendo.

 

A meditação

proporciona crescimento,

evolução,

pois não está ocupada

com os problemas lá de fora,

mas sim, com o próprio ser.

 

Se a pessoa se ocupa

o tempo todo com problemas,

fica estacionada,

pois problemas existirão sempre.

 

Se a pessoa

aprende a meditar

estará envolvida

somente com o momento presente,

degustando a eternidade do momento.

 

A meditação

é um método de elevar

o nível da consciência.

 

A meditação não é da mente.

A mente é um caos.

 

A meditação

esta além da mente

e dos limites da mente.

 

Meditação

é a ciência interior do silêncio,

da paz de ser uma luz para si.

 

A meditação

revela os segredos da subjetividade.

Move para dentro,

volta para casa,

para o centro mais íntimo

do ser humano.

 

Para conhecer a si mesma

a pessoa não precisa da mente,

precisa apenas de silêncio.

 

Sem conhecer a si mesmo,

a pessoa não pode ser ela mesma.

 

Conhecer a si mesmo

é um passo para ser você mesmo,

e, a menos que a pessoa seja ela mesma,

nunca poderá se sentir à vontade.

Nunca poderá se sentir satisfeita,

nunca vai poder se sentir realizada,

nunca vai poder se sentir à vontade

na existência.

 

A menos que a pessoa se conheça,

que conheça algo sobre meditação,

sobre voltar para dentro,

olhar o seu interior,

só assim

a falta de sentido

vai desaparecer.

 

Meditar é despertar.

 

Transcender a mente

é toda a arte da meditação.

 

Meditar

significa observar a mente,

testemunhar a mente.

 

Meditação

 significa consciência

e não o pensar sobre algo

ou concentrar-se em algo

ou contemplar algo.

 

Meditação

significa simplesmente

um estado de consciência.

 

Perceber com a consciência,

que é melhor ser afetivo

do que ser lógico

inteligente 

e racionalista.

 

Ser consciente 

é agir com o coração

e é ensinamento

da mãe

Meditação.

 

Observação:

este texto foi elaborado

tendo como fonte

a meditação,

reflexões pessoais,

e alguns pensamentos

extraídos do livro

do filósofo e escritor indiano

Ragneest Chandra Mohan Jain (Osho).

1931-1990.

 

Osho.

O Livro do Ego,

Editora BestSeller.


*Leia outros textos sobre meditação neste blog. 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 27/06/2018

eneaspb@gmail.com

Publicado no Blog Heipo’s World

e no FACE em 27/06/2018 


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