sexta-feira, 8 de junho de 2018

473.- Consciência. Só com a consciência ativa somos nós mesmos.




O escritor indiano Osho
distingue a mente
do próprio indivíduo
e a mente
emprestada.


Sua mente pode ser
um implante da sociedade
na qual você vive.


A mente está dentro de cada um,
mas é uma projeção da sociedade,
dentro do indivíduo.


A mente
é a educação
que você recebeu de terceiros.


O cérebro é o mecanismo
e a mente é a ideologia.


O cérebro
é alimentado pela sociedade,
e toda sociedade
cria uma mente
de acordo
com seus próprios condicionamentos.


Sua mente é Ocidental,
oriental, cristã, ateia
ou budista.


Você pensa
conforme o meio ambiente
em que você vive.


A questão é estar atento,
consciente,
e perceber
se a mente que você usa
é sua ou foi implantada
pelos outros,
e, por isso,
serve mais aos outros
do que a si mesmo(a).


Conhecer os ramais da mente
é tão importante a ponto de que,
se desconhecemos,
estamos vivendo como escravos,
explorados, concordando,
sem resistências,
e,
conhecendo os ramais da mente,
estamos vivos, atentos,
iluminados, conscientes,
escolhendo,
dirigindo-nos para o aproveitamento
das próprias energias,
sem desperdiça-las,
e serenamente,
dando os passos certos,
na dança da vida.
no momento presente.


Mais algumas particularidades da mente, extraídas do livro Osho, O Livro do Ego, Editora BestSeller.


Você pode estar vivendo
uma vida emprestada.


É por isso que há muito sofrimento,
angústia, desorientação,
ansiedade e depressão.


Se não há vida de forma autêntica,
não se vive a partir do próprio eu.


A sociedade quer
que os indivíduos
simplesmente sejam uma cópia,
nunca um ser original.


Pode estar acontecendo
que a sua mente não seja a sua.


Despertar
é observar-se,
e que a sua busca
seja para encontrar
a sua própria mente.


A mente
é uma procissão de pensamentos
em frente do indivíduo
na tela do cérebro.

O indivíduo
é um observador.


Você não é
a sua própria mente.


O ego,
é um ramal da mente,
e ele pode ter tomado o seu trono.


Leia os textos
publicados sobre o ego,
neste blog,
http://heiposworld.blogspot.com
e vai compreender
como nos identificamos
com as boas imagens
que criamos ou escolhemos.


Outro ramal da mente
é a identificação.
(Outro texto, no prelo).



Outro ramal da mente é o medo.
Todos os medos nascem da mente.

Medo de perder algo.

Medo que aconteça algo.

Medo de ficar doente.

Medo da morte.

A mente
idealiza os medos.
(Texto
No prelo).


A mente, o ego,
o medo, a identificação,
sufocam o verdadeiro eu,
a verdade, a originalidade
do nosso ser.


Toda função
entre o discípulo
e o mestre
tem a ver
com a mente (=discípulo)
e com a consciência (=mestre).


A mente é uma prisão da ignorância.
A consciência está em sair da prisão,
ou em perceber
que nunca esteve na prisão,
mas apenas pensando que estava.  


A mente
teme chegar perto
de qualquer coisa
que possa criar
maior conscientização.


A maior descoberta da vida,
o tesouro mais precioso,
é da consciência.


Sem a consciência,
o ser humano
está fadado
a ficar no escuro,
carregado de medos.


Sem a consciência,
o ser humano
nunca será capaz
de experimentar
 a liberdade.


O que se necessita é clareza, é consciência.

Um problema compreendido, é resolvido.

Um problema surge através da mente
que não compreende.


A questão maior
não é solucionar o problema,
é criar maior compreensão.

O nível de consciência muda
o grau de importância
do problema.


O problema não é a dívida.

É desconhecer-se a si mesmo(a).
O problema é desconhecer
porque sou ganancioso(a).

O problema
é desconhecer
a mente ou o ego insatisfeito.


Onde está o remédio?


Para conhecer a si mesmo(a)
a pessoa não precisa da mente.

Precisa de silêncio e da meditação.


Até agora as pessoas conheceram
mais as coisas do mundo, externas.


Sem conhecer-se a si mesmo
o indivíduo não pode ser ele mesmo.


Conhecer a si mesmo(a)
é um passo para ser você mesmo(a),
e a menos que a pessoa seja ela mesma,
nunca se sentirá à vontade,
nunca se sentirá satisfeita,
nunca vai se sentir realizada,
nunca vai se sentir à vontade
na existência.


É o silêncio e a meditação
que vai te acordar.


A mente é o seu sono.

A meditação é o acordar.


A mente moderna
é a mente mais conturbada
que já existiu,
pela simples razão
de que a humanidade amadureceu.


Mas não melhorou o nível da consciência,
porque não há mais tempo para parar,
para silenciar e meditar,
voltar-se para dentro de si,
iluminar e enxergar
o seu interior.


Em uma consciência
mais elevada,
indo além da mente,
mesmo em meio ao barulho e agitação,
haverá o necessário relaxamento,
ativando o estado de observador da mente,
pois o ato de observar
separa imediatamente
a pessoa da coisa que ele observa.


No momento em que a pessoa
começa a observar a mente,
ocorre uma experiência extraordinária,
um reconhecimento
de que a pessoa
não é a mente. 


O indivíduo
ultrapassou a multidão,
as vozes, o caos da mente
e se moveu para os silêncios
do coração.


Transcender a mente
é o resultado da arte da meditação.


Meditação significa consciência,
um estado de consciência,
e não o pensar sobre algo.


Quando a mente desaparece,
a pessoa vem
para a última porta,
que não é tão poluída pela sociedade,
o seu coração.


A mente é inimiga, traiçoeira.
O coração é amigo, fiel.
  


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 08/06/2018

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