O
escritor indiano Osho
distingue
a mente
do
próprio indivíduo
e
a mente
emprestada.
Sua
mente pode ser
um
implante da sociedade
na
qual você vive.
A
mente está dentro de cada um,
mas
é uma projeção da sociedade,
dentro
do indivíduo.
A
mente
é
a educação
que
você recebeu de terceiros.
O
cérebro é o mecanismo
e
a mente é a ideologia.
O
cérebro
é
alimentado pela sociedade,
e
toda sociedade
cria
uma mente
de
acordo
com
seus próprios condicionamentos.
Sua
mente é Ocidental,
oriental, cristã, ateia
ou
budista.
Você
pensa
conforme
o meio ambiente
em
que você vive.
A
questão é estar atento,
consciente,
e
perceber
se
a mente que você usa
é
sua ou foi implantada
pelos
outros,
e,
por isso,
serve
mais aos outros
do
que a si mesmo(a).
Conhecer
os ramais da mente
é
tão importante a ponto de que,
se
desconhecemos,
estamos
vivendo como escravos,
explorados,
concordando,
sem
resistências,
e,
conhecendo
os ramais da mente,
estamos
vivos, atentos,
iluminados,
conscientes,
escolhendo,
dirigindo-nos
para o aproveitamento
das
próprias energias,
sem
desperdiça-las,
e
serenamente,
dando
os passos certos,
na
dança da vida.
no
momento presente.
Mais algumas particularidades da mente,
extraídas do livro Osho, O Livro do Ego, Editora BestSeller.
Você pode estar
vivendo
uma vida emprestada.
É por isso que há
muito sofrimento,
angústia, desorientação,
ansiedade e depressão.
Se não há vida de
forma autêntica,
não se vive a partir
do próprio eu.
A sociedade quer
que os indivíduos
simplesmente sejam
uma cópia,
nunca um ser
original.
Pode estar acontecendo
que a sua mente não
seja a sua.
Despertar
é observar-se,
e que a sua busca
seja para encontrar
a sua própria mente.
A mente
é uma procissão de
pensamentos
em frente do
indivíduo
na tela do cérebro.
O indivíduo
é um observador.
Você não é
a sua própria mente.
O ego,
é um ramal da mente,
e ele pode ter tomado
o seu trono.
Leia
os textos
publicados
sobre o ego,
neste
blog,
http://heiposworld.blogspot.com
e
vai compreender
como
nos identificamos
com
as boas imagens
que
criamos ou escolhemos.
Outro ramal da mente
é a identificação.
(Outro texto, no
prelo).
Outro ramal da mente
é o medo.
Todos os medos nascem
da mente.
Medo de perder algo.
Medo que aconteça
algo.
Medo de ficar doente.
Medo da morte.
A mente
idealiza os medos.
(Texto
No prelo).
A mente, o ego,
o medo, a identificação,
sufocam o verdadeiro
eu,
a verdade, a originalidade
do nosso ser.
Toda função
entre o discípulo
e o mestre
tem a ver
com a mente (=discípulo)
e com a consciência (=mestre).
A mente é uma prisão
da ignorância.
A consciência está em
sair da prisão,
ou em perceber
que nunca esteve na
prisão,
mas apenas pensando
que estava.
A mente
teme chegar perto
de qualquer coisa
que possa criar
maior
conscientização.
A maior descoberta da
vida,
o tesouro mais precioso,
é da consciência.
Sem a consciência,
o ser humano
está fadado
a ficar no escuro,
carregado de medos.
Sem a consciência,
o ser humano
nunca será capaz
de experimentar
a liberdade.
O que se necessita é
clareza, é consciência.
Um problema
compreendido, é resolvido.
Um problema surge
através da mente
que não compreende.
A questão maior
não é solucionar o
problema,
é criar maior
compreensão.
O nível de
consciência muda
o grau de importância
do problema.
O problema não é a
dívida.
É desconhecer-se a si
mesmo(a).
O problema é desconhecer
porque sou ganancioso(a).
O problema
é desconhecer
a mente ou o ego
insatisfeito.
Onde está o remédio?
Para conhecer a si
mesmo(a)
a pessoa não precisa
da mente.
Precisa de silêncio e
da meditação.
Até agora as pessoas
conheceram
mais as coisas do
mundo, externas.
Sem conhecer-se a si
mesmo
o indivíduo não pode
ser ele mesmo.
Conhecer a si mesmo(a)
é um passo para ser
você mesmo(a),
e a menos que a
pessoa seja ela mesma,
nunca se sentirá à
vontade,
nunca se sentirá
satisfeita,
nunca vai se sentir
realizada,
nunca vai se sentir à
vontade
na existência.
É o silêncio e a
meditação
que vai te acordar.
A mente é o seu sono.
A meditação é o
acordar.
A mente moderna
é a mente mais
conturbada
que já existiu,
pela simples razão
de que a humanidade
amadureceu.
Mas não melhorou o
nível da consciência,
porque não há mais
tempo para parar,
para silenciar e
meditar,
voltar-se para dentro
de si,
iluminar e enxergar
o seu interior.
Em uma consciência
mais elevada,
indo além da mente,
mesmo em meio ao
barulho e agitação,
haverá o necessário
relaxamento,
ativando o estado de
observador da mente,
pois o ato de
observar
separa imediatamente
a pessoa da coisa que
ele observa.
No momento em que a
pessoa
começa a observar a
mente,
ocorre uma
experiência extraordinária,
um reconhecimento
de que a pessoa
não é a mente.
O indivíduo
ultrapassou a
multidão,
as vozes, o caos da
mente
e se moveu para os
silêncios
do coração.
Transcender a mente
é o resultado da arte
da meditação.
Meditação significa
consciência,
um estado de
consciência,
e não o pensar sobre
algo.
Quando a mente
desaparece,
a pessoa vem
para a última porta,
que não é tão poluída
pela sociedade,
o seu coração.
A mente é inimiga,
traiçoeira.
O coração é amigo,
fiel.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 08/06/2018

Nenhum comentário:
Postar um comentário