No atual estágio da
evolução
quem está no hoje,
convém
buscar mais
compreensão
sobre a mente humana,
sobre a consciência,
e as manifestações
do pensar
e dos pensamentos.
Houve evolução,
pesquisas,
estudos
e experiências
em laboratórios.
Há muita literatura
oriental,
disponível,
que veio ajudar
no desmembramento,
dos ramais da razão,
da mente humana.
A experiência básica
para que a pessoa
tenha condições de
conhecer-se
é participar,
simultaneamente,
como observado,
e como observador
dos seus pensamentos
e dos seus atos.
Como é que nós
pensamos
e agimos,
em um momento,
abertos,
para o mundo do outro
e para o universo
todo,
solidários e
altruístas,
e em outros momentos,
fechados
em nossos próprios
interesses?
A pergunta mais
séria,
a mais importante
entre todas,
aquela que tem que
ser respondida
antes de qualquer
outra,
é esta:
quem sou eu?
Esta é a pergunta.
E quem é
que dá a resposta?
Não é lá de fora
que vem a resposta.
Não serão livros,
cursos, conferências,
palestras, mestrados,
doutorados,
excursões, viagens
internacionais,
que lhe darão as
respostas.
A única escola,
a única sala de aula
que você vai
frequentar
é o seu quarto,
sua intimidade.
As experiências que
você vai fazer
como observador e
observado,
vão te promover
de aluno inconsciente
para pessoa consciente.
Com este conhecimento
preliminar,
uma pequena luz vai
ser acesa
no seu quarto íntimo.
Quanto mais luz, mais
claridade.
Mais fácil distinguir
os objetos,
as coisas, as origens,
o ego,
e o eu altruísta.
Quanto mais clareza,
maior grau
de consciência
desperta.
Se a gente se percebe
dividido
dentro de nós mesmos,
quem provoca esta
divisão
é a mente.
A educação que
recebemos
dividiu-nos em duas
partes,
em corpo e alma,
matéria e espirito.
Este tipo de educação
complicou tudo na
nossa vida:
criou divisões.
Qualquer divisão
enfraquece o todo.
Mas a gente se vê, se
entende
e se experimenta
como uma única coisa,
um ser único.
Uma
pessoa inteira,
unificada,
tem
força;
é
energia.
O
desafio hoje
é, de
novo,
reintegrar-se,
unificar-se,
para
aproveitar bem
as
energias que temos e somos.
Então, vamos perceber
como a mente
é falsa professora,
ou como devemos estar
atentos,
conscientes,
iluminados,
para não cair
em suas armadilhas.
A consciência deve
ser
como uma tocha, um
fogo forte,
uma luz intensa.
O ideal de qualquer
pessoa,
qualquer nação ou
sociedade,
é a paz, a harmonia.
Entre escutar a mente
e escutar o coração,
escolha o coração,
onde o sentimento
se manifesta.
É
de fundamental importância
entender
as
operações
sutis
da mente.
E
quem vai perceber
é
a consciência.
A mente
atua na superfície:
Você fala sobre o que
vê,
julga, opina, critica, dá sugestões.
A consciência
é ativada pela
profundidade
do ser:
Olha, vê,
internaliza,
medita,
avalia,
vai até às origens
e compreende.
E silencia.
Não fala.
É inútil falar.
Os envolvidos
também estão
na superfície.
A atitude padrão da
consciência
é o 'não julgamento’.
Espírito evoluído,
inteligente,
não julga.
Algumas
particularidades da mente,
extraídas do livro "Osho, O Livro do Ego",
Editora BestSeller.
... “A mente é tagarela.
Não para nunca.
É um biocomputador.
É alimentada
por informações
externas.
Como o mundo está
cheio de imagens,
palavras faladas e
escritas,
a mente está sempre
repleta.
Pensamentos surgem
um após o outro,
involuntariamente.
Você não consegue
desligar a mente.
Não existe
interruptor.
A mente permanece
ligada
do nascimento até à
morte.
Até durante o sono,
a mente está ativa.
A mente não dorme,
nunca.
Como parar a mente? –
Só existe um meio.
Fazer silêncio
e meditar.
(Estou montando um
outro texto
sobre meditação,
para ser lançado em
breve).
Quando se dá descanso
à mente,
através da meditação,
ela proporciona uma
paz
e um silêncio à
pessoa,
como ela nunca
conheceu antes,
e, além disso, lhe
proporciona
um conhecimento de si
mesma,
o que não é possível
em função da mente
tagarela.
A mente
sempre mantém
a pessoa ocupada.
A meditação
vai dar descanso à
mente.
Meditar é o ato de
parar a mente.
Aí a mente terá maior
capacidade
de fazer coisas, com
mais eficiência,
mais inteligência.
Quando não meditamos,
nosso falar é inconsequente,
é apenas poluição sonora.
nosso falar é inconsequente,
é apenas poluição sonora.
Após a meditação,
usaremos a mente.
Então ela estará
fresca, jovem,
cheia de energia e
essência,
carregada de
autoridade,
verdade, sinceridade
e significado.
Você
percebe claramente
quando
alguém está usando
das
palavras
sem
ter tido antes,
momentos
de meditação.
Parar a mente,
dar descanso a ela,
é como reabastecer
o tanque de
combustível,
proporcionando poder
e energia,
fogo,
às palavras.
Uma mente
que trabalha dia e
noite sem parar
fica sujeita a ficar
fraca,
entediada,
inexpressiva,
arrastando-se,
sem nenhum poder.
A mente está sempre
pedindo mais.
Você não conseguirá
satisfazer
a si mesmo(a)
se ouvir a mente.
A mente
permanecerá sempre
infeliz,
sempre pedindo mais.
Se continuar a ouvir
a mente
não conseguirá ter
paz.
Se a mente da pessoa
o domina,
mesmo no paraíso,
estará insatisfeita.
Se quiser ter paz,
deixe de dar ouvidos
à sua mente.
Toda pessoa que
deixou de sorrir,
que não tem mais o
bom humor,
virou escravo(a)
da mente
insatisfeita.
Paz e mente não
combinam.
Alegria e mente,
não combinam.
A mente
é a fonte de todas as
tensões,
ansiedades e
preocupações.
Para quem faz da
mente
a sua principal
fonte de inspiração
para a vida,
não terá paz, jamais.
A pessoa consciente
dirá à mente: “Cale-se”.
E aprenderá a
meditar,
fazer a mente
calar-se,
de fato.
A mente pede cada vez
mais
e se torna cada vez
mais
preocupada.
A mente
é uma das coisas mais
importantes
na vida do ser
humano,
mas apenas como
serva,
não como mestre.
A mente
é o fenomen0 mais
evoluído
na vida da
existência,
mas está ou deve
estar classificada
em terceiro lugar na
ordem de importância:
em primeiro lugar vem
o seu ser;
o coração em segundo
e a mente em
terceiro.
Esta é a
personalidade equilibrada
de um ser humano.
A mente é lógica.
As pessoas devem usar
a mente
e não ser usadas por
ela.
É a mente
que proporciona às
pessoas
toda a tecnologia,
toda a ciência,
mas ela fecha as
portas do coração.
A mente não tem
compaixão.
Para a compaixão,
para o amor,
para a alegria,
para o riso,
é preciso um coração
liberto da prisão da
mente.
O coração tem valor
superior,
embora não tenha
nenhuma utilidade
no mercado.
O coração deve ser
ouvido primeiro,
se houver algum tipo
de conflito
entre a mente e o
coração.
Acima do seu coração
está o seu ser.
Assim como a mente é
a lógica
e o coração é o amor,
o ser é meditação.
Ser
é conhecer a si
mesmo.
Conhecer o ser
é trazer uma luz
para a escuridão
do mundo interior.
O ser deve ser o
derradeiro.
É parte do Deus
Criador
dentro do ser humano.
O ser vai lhe dar
aquilo
que nem a mente
nem o coração podem
dar,
que é o seu silêncio.
Ele vai lhe dar paz.
Ele vai lhe dar
serenidade.
As pessoas
devem procurar o seu
ser
e a sua existência
através da meditação.
E devem compartilhar
seu êxtase através do
amor e do coração.
É disso que se trata
o amor:
compartilhar a
felicidade,
compartilhar a
alegria,
a dança, o êxtase.
A mente
tem sua própria
função no mercado,
mas quando a pessoa
chega a sua casa,
sua mente não deve
continuar a tagarelar.
Da mesma forma que se
tira o chapéu,
os sapatos, deve-se
dizer para a mente:
‘Agora fique quieta,
este não é o seu
mundo’.
Tenha a mente a
serviço do coração.
Tenha o coração a
serviço do ser.
E o ser pertence à
divindade.
Assim darás descanso à
mente.
Em casa,
com a esposa, com os
filhos,
com a família,
a mente não é
necessária.
Há a necessidade de
se ter
um coração
transbordante.
Se não houver um amor
transbordante
em uma casa, ela
nunca será um lar,
será apenas um
domicílio”.
...
(segue em outro
texto).
Este
artigo é parte (primeira parte)
de
um resumo
do
livro do escritor indiano, Osho.
Talvez
você fique angustiado(a)
com
o que leu.
Trata-se
de uma visão da vida
diferente
da nossa cultura Ocidental,
porém,
é uma resposta
à
nossa vida agitada, estressante,
materialista,
na qual estamos envoltos.
Sugiro
a leitura do livro todo
a
quem estiver interessado
em
assimilar
alguns
princípios de vida
fundamentais
para
elevar o grau de consciência
e
para restaurar o equilíbrio da vida.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 07/07/2018

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