terça-feira, 5 de junho de 2018

472.- Consciência. Quanto maior clareza, maior grau de consciência


  
No atual estágio da evolução
quem está no hoje, convém
buscar mais compreensão
sobre a mente humana,
sobre a consciência,
e as manifestações
do pensar
e dos pensamentos.

Houve evolução,
pesquisas,
estudos
e experiências
em laboratórios.

Há muita literatura oriental,
disponível,
que veio ajudar
no desmembramento,
dos ramais da razão,
da mente humana.

A experiência básica
para que a pessoa
tenha condições de conhecer-se
é participar,
simultaneamente,
como observado,
e como observador
dos seus pensamentos
e dos seus atos.

Como é que nós pensamos
e agimos,
em um momento,
abertos,
para o mundo do outro
e para o universo todo,
solidários e altruístas,
e em outros momentos,
fechados
em nossos próprios interesses?

A pergunta mais séria,
a mais importante entre todas,
aquela que tem que ser respondida
antes de qualquer outra,
é esta:
quem sou eu?

Esta é a pergunta.

E quem é
que dá a resposta?

Não é lá de fora
que vem a resposta.

Não serão livros, cursos, conferências,
palestras, mestrados, doutorados,
excursões, viagens internacionais,
que lhe darão as respostas.

A única escola,
a única sala de aula
que você vai frequentar
é o seu quarto,
 sua intimidade.

As experiências que você vai fazer
como observador e observado,
vão te promover
de aluno inconsciente
para pessoa consciente.

Com este conhecimento preliminar,
uma pequena luz vai ser acesa
no seu quarto íntimo.

Quanto mais luz, mais claridade.
Mais fácil distinguir os objetos,
as coisas, as origens, o ego,
e o eu altruísta.  

Quanto mais clareza,
maior grau
de consciência desperta.

Se a gente se percebe dividido
dentro de nós mesmos,
quem provoca esta divisão
é a mente.

A educação que recebemos
dividiu-nos em duas partes,
em corpo e alma,
matéria e espirito.

Este tipo de educação
complicou tudo na nossa vida:
criou divisões.

Qualquer divisão
enfraquece o todo.

Mas a gente se vê, se entende
e se experimenta
como uma única coisa,
um ser único.

Uma pessoa inteira,
unificada,
tem força;
é energia.

O desafio hoje
é, de novo,
reintegrar-se,
unificar-se,
para aproveitar bem
as energias que temos e somos.

Então, vamos perceber
como a mente
é falsa professora,
ou como devemos estar atentos,
conscientes,
iluminados,
para não cair
em suas armadilhas.

A consciência deve ser
como uma tocha, um fogo forte,
uma luz intensa.

O ideal de qualquer pessoa,
qualquer nação ou sociedade,
é a paz, a harmonia.

Entre escutar a mente
e escutar o coração,
escolha o coração,
onde o sentimento
se manifesta.

É de fundamental importância
entender
as operações
sutis da mente.

E quem vai perceber
é a consciência. 

A mente
atua na superfície:
Você fala sobre o que vê,
 julga, opina, critica, dá sugestões.

A consciência
é ativada pela profundidade
do ser:
Olha, vê, internaliza,
medita,
avalia,
vai até às origens
 e compreende.
E silencia.

Não fala.
É inútil falar.
Os envolvidos
também estão
na superfície.

A atitude padrão da consciência
é o 'não julgamento’.

Espírito evoluído,
inteligente,
não julga.

Algumas particularidades da mente, 
extraídas do livro "Osho, O Livro do Ego",
Editora BestSeller.

 ... “A mente é tagarela.
Não para nunca.

É um biocomputador.

É alimentada
por informações externas.

Como o mundo está cheio de imagens,
palavras faladas e escritas,
a mente está sempre repleta.

Pensamentos surgem
um após o outro,
involuntariamente.

Você não consegue
desligar a mente.

Não existe interruptor.

A mente permanece ligada
do nascimento até à morte.

Até durante o sono,
a mente está ativa.

A mente não dorme, nunca.

Como parar a mente? –
Só existe um meio.
Fazer silêncio
e meditar.

(Estou montando um outro texto
sobre meditação,
para ser lançado em breve).

Quando se dá descanso à mente,
através da meditação,
ela proporciona uma paz
e um silêncio à pessoa,
como ela nunca conheceu antes,
e, além disso, lhe proporciona
um conhecimento de si mesma,
o que não é possível
em função da mente tagarela.

A mente
sempre mantém
a pessoa ocupada.

A meditação
vai dar descanso à mente.
Meditar é o ato de parar a mente.  

Aí a mente terá maior capacidade
de fazer coisas, com mais eficiência,
mais inteligência.

Quando não meditamos, 
nosso falar é inconsequente, 
é apenas poluição sonora.

Após a meditação,
usaremos a mente.

Então ela estará fresca, jovem,
cheia de energia e essência,
carregada de autoridade,
verdade, sinceridade
e significado.

Você percebe claramente
quando alguém está usando
das palavras
sem ter tido antes,
momentos de meditação.

Parar a mente,
dar descanso a ela,
é como reabastecer
o tanque de combustível,
proporcionando poder e energia,
fogo,
às palavras.

Uma mente
que trabalha dia e noite sem parar
fica sujeita a ficar fraca,
entediada, inexpressiva,
arrastando-se,
sem nenhum poder.

A mente está sempre pedindo mais.
Você não conseguirá satisfazer
a si mesmo(a)
se ouvir a mente.

A mente
permanecerá sempre infeliz,
sempre pedindo mais.

Se continuar a ouvir a mente
não conseguirá ter paz.

Se a mente da pessoa o domina,
mesmo no paraíso,
estará insatisfeita.

Se quiser ter paz,
deixe de dar ouvidos
à sua mente.

Toda pessoa que deixou de sorrir,
que não tem mais o bom humor,
virou escravo(a)
da mente insatisfeita.

Paz e mente não combinam.
Alegria e mente,
não combinam.

A mente
é a fonte de todas as tensões,
ansiedades e preocupações.

Para quem faz da mente
a sua principal
fonte de inspiração para a vida,
não terá paz, jamais.

A pessoa consciente
 dirá à mente: “Cale-se”.
E aprenderá a meditar,
fazer a mente calar-se,
de fato. 

A mente pede cada vez mais
e se torna cada vez mais
preocupada.

A mente
é uma das coisas mais importantes
na vida do ser humano,
mas apenas como serva,
não como mestre.

A mente
é o fenomen0 mais evoluído
na vida da existência,
mas está ou deve estar classificada
em terceiro lugar na ordem de importância:
em primeiro lugar vem o seu ser;
o coração em segundo
e a mente em terceiro.
Esta é a personalidade equilibrada
de um ser humano.  

A mente é lógica.
As pessoas devem usar a mente
e não ser usadas por ela.

É a mente
que proporciona às pessoas
toda a tecnologia, toda a ciência,
mas ela fecha as portas do coração.

A mente não tem compaixão.

Para a compaixão,
para o amor,
para a alegria,
para o riso,
é preciso um coração
liberto da prisão da mente.

O coração tem valor superior,
embora não tenha nenhuma utilidade
no mercado.

O coração deve ser ouvido primeiro,
se houver algum tipo de conflito
entre a mente e o coração.

Acima do seu coração
está o seu ser.

Assim como a mente é a lógica
e o coração é o amor,
o ser é meditação.

Ser
é conhecer a si mesmo.

Conhecer o ser
é trazer uma luz
para a escuridão
do mundo interior.

O ser deve ser o derradeiro.

É parte do Deus Criador
dentro do ser humano.

O ser vai lhe dar aquilo
que nem a mente
nem o coração podem dar,
que é o seu silêncio.

Ele vai lhe dar paz.
Ele vai lhe dar serenidade.

As pessoas
devem procurar o seu ser
e a sua existência através da meditação.

E devem compartilhar
seu êxtase através do amor e do coração.

É disso que se trata o amor:
compartilhar a felicidade,
compartilhar a alegria,
a dança, o êxtase.

A mente
tem sua própria função no mercado,
mas quando a pessoa chega a sua casa,
sua mente não deve continuar a tagarelar.

Da mesma forma que se tira o chapéu,
os sapatos, deve-se dizer para a mente:
‘Agora fique quieta,
este não é o seu mundo’.

Tenha a mente a serviço do coração.
Tenha o coração a serviço do ser.
E o ser pertence à divindade.

Assim darás descanso à mente.

Em casa,
com a esposa, com os filhos,
com a família,
a mente não é necessária.

Há a necessidade de se ter
um coração transbordante.

Se não houver um amor transbordante
em uma casa, ela nunca será um lar,
será apenas um domicílio”.
...

(segue em outro texto).


Este artigo é parte (primeira parte)
de um resumo
do livro do escritor indiano, Osho.
Talvez você fique angustiado(a)
com o que leu.
Trata-se de uma visão da vida
diferente da nossa cultura Ocidental,
porém, é uma resposta
à nossa vida agitada, estressante,
materialista, na qual estamos envoltos.
Sugiro a leitura do livro todo
a quem estiver interessado
em assimilar
alguns princípios de vida
fundamentais
para elevar o grau de consciência
e para restaurar o equilíbrio da vida.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 07/07/2018


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