Comece
a dar mais importância
à
meditação.
Aprenda
a meditar
e
perceberá
a
diferença
entre
o dia e a noite;
a
diferença
entre
o que é ser e sentir-se livre;
a
diferença entre autoconhecimento
e
ignorância de si mesmo.
Quanto mais profundo
a pessoa penetrar em
si mesma,
mais vai descobrir
que não existem
pessoas,
que não existem
indivíduos.
O que existe é a pura
universalidade,
a união com todos os
seres
e com toda a criação.
Somos o Universo.
Somos universais.
Existe apenas uma
única alma:
a alma do universo.
Meditando,
nos envolvemos com
ela.
Se a pessoa
penetrar fundo
dentro de si,
vai descobrir
que o nome
desapareceu,
que a ideia do eu
desapareceu
e restou apenas
um ser puro,
uma existência.
E esse ser não é
separado,
não é de uma ou outra
pessoa ou meu;
esse ser é o ser de
todos.
Meditar
não é uma atividade
ligada à psicologia,
à religião, a um
grupo privilegiado,
a pessoas que gostam
da solidão,
e sim, uma exigência
íntima
de realização
da potencialidade
humana.
Não seremos
nem sequer elevados
à categoria de pessoa,
se não soubermos
meditar.
Meditar
é um ato meu.
Se medito,
eu estou no comando.
Se não medito
não sou eu que estou
no comando.
Meditar
é olhar para si
mesmo,
avaliando-se
percebendo-se,
administrando-se.
Para o escritor
indiano Osho,
a meditação
é a única coisa
realmente importante
que a pessoa deve
aprender.
Tudo o mais é ritual,
não essencial.
Se o aprendizado
da arte da meditação
é o que há de
essencial,
e nós, ocidentais,
não sabemos meditar,
significa que não
sabemos pensar
e nem viver de forma
correta.
Significa também
que somos dominados
e dirigidos
por outras forças,
que não as nossas.
É através da
meditação
que vivemos a
essência
da qual somos feitos.
A meditação
nos faz ver com
clareza
o mundo de fora, o
exterior,
e o mundo de dentro,
as atividades
internas,
próprias do nosso
ser,
original, autêntico,
especial.
Essa é a riqueza
do ser humano.
É a meditação
que vai tornar a
pessoa rica,
ao lhe revelar a
riqueza
do mundo do seu ser
mais íntimo,
possibilitando-lhe as
descobertas
e a liberação dos
poderes
da mente esclarecida
e da consciência
desperta.
Este ato é importante
porque reduzirá a zero
a força da ganância.
A mente é poderosa.
A mente é um
potencial
de cada pessoa.
A mente
tem que ser a mestra,
educada pela
meditação.
Através da meditação
a pessoa vai perceber
a riqueza que a sua
mente é,
os talentos que
possui.
Sem a meditação,
a mente inculta,
vai querer mandar em
sua casa.
Tudo o que pensar e fizer
ficará na dimensão da
superficialidade,
não te permitindo
expressar
a sua essência.
A mente que silencia,
aprende.
A mente que cala,
aprende.
Perceba como a mente
deve ser educada,
esclarecida, para ser
eficiente,
discernindo caminhos,
e decisões.
O silêncio
é o melhor professor
para a mente evoluir.
A mente não deve ser
tagarela,
frouxa,
descomprometida,
irracional,
imediatista,
e impulsiva.
Estas são atitudes
de mentes infantis,
egocêntricas, revoltadas,
indomáveis, ainda imaturas.
A mente obediente,
aquieta-se,
silencia.
A força da mente
manifesta-se
após períodos
de silenciamento.
A mente
que se manifesta
após os períodos de
silenciamento,
torna-se poderosa.
Suas palavras terão
fundamentos,
riqueza e qualidade.
Perceba
como os ramais da
mente
exigem a participação
do silêncio.
E o silêncio
cria as oportunidades
para a que a
meditação aconteça.
Você e a mente
são uma coisa só.
Só que a meditação
vai te dar a
oportunidade
para observar-se,
avaliar-se
e perceber o que é da
sua essência,
e o que é imposição
da cultura social:
necessidades postiças,
modismo,
apegos,
cobiças,
ambições,
impostas pela lei
do mercado
capitalista liberal.
Percebes como é
importante a meditação,
para perceber que a
nossa mente
é formada pela
sociedade?
Percebe que não
vivemos a partir das
nossas exigências
mais íntimas?
Percebe a divisão
que há em você?
Percebe como vivemos
a partir de ideais
que são impostos de
fora?
Que não são os
nossos,
Que não são
da nossa
essência espiritual?
Sim, percebemos tudo
isso
através da meditação.
Quando começamos a
entrar
no processo da
meditação
percebemos
a nossa dificuldade
em ficar só,
porque, ao ficar só e
em silêncio,
observamos a
incapacidade
de colocar ordem
em nossa vida intima.
A meditação
nos proporciona
o autoconhecimento.
A sociedade de
consumo,
as leis do
capitalismo,
agem através da
propaganda.
- Não querem que você se
conheça.
- Querem que você se
sinta
inseguro e
insatisfeito,
ansioso,
tenso e preocupado
para que você dê
vasão às suas
necessidades criadas
pelo sistema.
- Querem que você e se torne
consumidor,
consumindo,
comprando tudo
o que deveria
preencher
um vazio que nada vai
preencher.
Nada que não esteja
de acordo
com a sua essência
vai te preencher.
Se você tiver coragem
e começar um processo
de conversão,
escolhendo o
aprendizado
da meditação,
você se tornará, de novo,
senhor e senhora da
sua vida.
Observação:
este texto foi elaborado
tendo
como base a reflexão
e
alguns pensamentos
extraídos
de dois livros
do
filosofo e escritor indiano
Ragneest
Chandra Mohan Jain (Osho).
1931-1990.
Osho.
O Livro do Ego,
Editora BestSeller.
OSHO.
O Livro da Sua Vida.
Editora Cultrix.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 24/06/2018

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