domingo, 24 de junho de 2018

475.- Meditação. Quando medito, conheço a profundidade do meu ser.




Comece a dar mais importância
à meditação.

Aprenda a meditar
e perceberá
a diferença
entre o dia e a noite;
a diferença
entre o que é ser e sentir-se livre;
a diferença entre autoconhecimento
e ignorância de si mesmo.


Quanto mais profundo
a pessoa penetrar em si mesma,
mais vai descobrir
que não existem pessoas,
que não existem indivíduos.


O que existe é a pura universalidade,
a união com todos os seres
e com toda a criação.


Somos o Universo.
Somos universais.


Existe apenas uma única alma:
a alma do universo.


Meditando,
nos envolvemos com ela.


Se a pessoa
penetrar fundo
dentro de si,
vai descobrir
que o nome desapareceu,
que a ideia do eu desapareceu
e restou apenas
um ser puro,
uma existência.


E esse ser não é separado,
não é de uma ou outra pessoa ou meu;
esse ser é o ser de todos.


Meditar
não é uma atividade ligada à psicologia,
à religião, a um grupo privilegiado,
a pessoas que gostam da solidão,
e sim, uma exigência íntima
de realização
da potencialidade humana.


Não seremos
nem sequer elevados
à categoria de pessoa,
se não soubermos meditar.


Meditar
é um ato meu.


Se medito,
eu estou no comando.
Se não medito
não sou eu que estou no comando.


Meditar
é olhar para si mesmo,
avaliando-se
percebendo-se,
administrando-se.


Para o escritor indiano Osho,
a meditação
é a única coisa realmente importante
que a pessoa deve aprender.

Tudo o mais é ritual,
não essencial.


Se o aprendizado
da arte da meditação
é o que há de essencial,
e nós, ocidentais,
não sabemos meditar,
significa que não sabemos pensar  
e nem viver de forma correta.


Significa também
que somos dominados
e dirigidos
por outras forças,
que não as nossas.


É através da meditação
que vivemos a essência
da qual somos feitos.


A meditação
nos faz ver com clareza
o mundo de fora, o exterior,
e o mundo de dentro,
as atividades internas,
próprias do nosso ser,
original, autêntico,
especial.


Essa é a riqueza
do ser humano.


É a meditação
que vai tornar a pessoa rica,
ao lhe revelar a riqueza
do mundo do seu ser mais íntimo,
possibilitando-lhe as descobertas
e a liberação dos poderes
da mente esclarecida
e da consciência desperta.

Este ato é importante
porque reduzirá a zero 
a força da ganância. 


A mente é poderosa.


A mente é um potencial
de cada pessoa.


A mente
tem que ser a mestra,
educada pela meditação.


Através da meditação
a pessoa vai perceber
a riqueza que a sua mente é,
os talentos que possui.


Sem a meditação,
a mente inculta,
vai querer mandar em sua casa.

 Tudo o que pensar e fizer
ficará na dimensão da superficialidade,
não te permitindo expressar
a sua essência.


A mente que silencia,
aprende.
A mente que cala,
aprende.


Perceba como a mente
deve ser educada,
esclarecida, para ser eficiente,
discernindo caminhos,
e decisões.


O silêncio
é o melhor professor
para a mente evoluir.


A mente não deve ser tagarela,
frouxa, descomprometida,
irracional, imediatista,
e impulsiva.


Estas são atitudes
de mentes infantis,
egocêntricas, revoltadas,
indomáveis, ainda imaturas.


A mente obediente,
aquieta-se,
silencia.


A força da mente
manifesta-se
após períodos
de silenciamento.  


A mente
que se manifesta
após os períodos de silenciamento,
torna-se poderosa.
Suas palavras terão fundamentos,
riqueza e qualidade.


Perceba
como os ramais da mente
exigem a participação do silêncio.


E o silêncio
cria as oportunidades
para a que a meditação aconteça.


Você e a mente
são uma coisa só.


Só que a meditação
vai te dar a oportunidade
para observar-se, avaliar-se
e perceber o que é da sua essência,
e o que é imposição da cultura social:
 necessidades postiças,
modismo,
apegos,
cobiças,
ambições,
impostas pela lei
do mercado capitalista liberal.


Percebes como é importante a meditação,
para perceber que a nossa mente
é formada pela sociedade?  


Percebe que não vivemos a partir das
nossas exigências mais íntimas?
Percebe a divisão
que há em você?


Percebe como vivemos
a partir de ideais
que são impostos de fora?
Que não são os nossos,
Que não são
da nossa essência espiritual?


Sim, percebemos tudo isso
através da meditação.  


Quando começamos a entrar
no processo da meditação
percebemos
a nossa dificuldade em ficar só,
porque, ao ficar só e em silêncio,
observamos a incapacidade
de colocar ordem
em nossa vida intima.


A meditação
nos proporciona
o autoconhecimento.


A sociedade de consumo,
as leis do capitalismo,
agem através da propaganda.

- Não querem que você se conheça.

- Querem que você se sinta
inseguro e insatisfeito,
ansioso,
tenso e preocupado
para que você dê vasão às suas
necessidades criadas pelo sistema.

- Querem que você e se torne
consumidor,
consumindo,
comprando tudo
o que deveria preencher
um vazio que nada vai preencher.


Nada que não esteja de acordo
com a sua essência
vai te preencher.


Se você tiver coragem
e começar um processo de conversão,
escolhendo o aprendizado
da meditação,
você se tornará, de novo,
senhor e senhora da sua vida.  


Observação: este texto foi elaborado
tendo como base a reflexão
e alguns pensamentos
extraídos de dois livros
do filosofo e escritor indiano
Ragneest Chandra Mohan Jain (Osho).
1931-1990.

Osho.
O Livro do Ego,
Editora BestSeller.


OSHO.
O Livro da Sua Vida.
Editora Cultrix.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 24/06/2018

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