para quem
vive neste século XXI:
procurar, até encontrar,
e aprender
a ler,
as
mensagens invisíveis.
O
mundo visível contém pistas.
Ensina
quem for curioso,
e
deseja prosseguir.
Onde
devemos buscar a verdade
sobre nós,
sobre nossa vida,
sobre o
que vai ser da gente
depois da
morte.
Sim, temos
de pensar
sobre o
depois,
se a morte
não é um fim,
e se a
vida,
uma vez iniciada,
continua para sempre.
Se não há
vida depois da morte,
esta
aventura daqui da terra
foi muito
rápida
e não deu
para experimentar
tudo o que
ela prometia.
Não é
assim que pensamos?
E então, o
que deve ocupar nosso tempo?
- Acho que
é a busca
pela
verdade absoluta,
definitiva.
Há expectativas não preenchidas,
sonhos interrompidos,
amores não vividos,
lugares desconhecidos,
verdades escondidas,
desejando vir à luz.
Às vezes
acontece
de estarmos dormindo profundamente,
e sonhando.
Acordamos
repentinamente.
O que nos
acorda
é a vontade
de transformar
o sonho em
realidade.
Estamos
dentro da vida.
Estamos
vivendo.
Estamos todos juntos
dentro da
nave da vida,
viajando
pelo universo,
sem
perceber a altíssima velocidade
na qual
estamos envolvidos.
Não temos ideia
da
velocidade que a terra viaja.
Nem sequer
percebemos.
Apenas
percebemos a diferença
entre o dia
e noite,
porque aqui
onde estamos,
temos o sol
que nos
ajuda
e serve de
referência.
Se estudarmos um pouquinho
a ciência
da astronomia,
ficaremos
até assustados
sabendo um
pouquinho só,
do tamanho
do universo.
Assim também
em muitas
ciências,
reconhecemos
o pouco conhecimento
que temos.
O universo cultural
é grande.
O estoque do conhecimento
é
ilimitado.
O que sabemos
é apenas um
pingo,
um ponto de
caneta
numa folha
branca.
Por mais que queiramos
e
conquistemos,
está longe
a data
em que
conseguiremos
abranger a
totalidade.
“Se
enganados,
vivemos o
possível;
esperançosos,
sonhamos
sonhos impossíveis”.
Se estamos sendo enganados
pela
cultura,
pela
literatura,
pelas
filosofias,
psicologias
e todas as outras ciências,
estamos
vivendo o que nos é possível.
Águias que
somos,
feitos para
voar nas alturas,
não
aceitemos
permanecer
como galinhas,
que também
possuem asas,
mas não
voam mais,
porque a
cultura do conforto
acomodou.
Caminhemos
juntos.
Sejamos
parceiros nesta pesquisa,
nesta ânsia
de coisas melhores.
Não me
deixem acostumar
por estas
terras.
Não
permitam
que eu
goste de morar por aqui.
Não se
acostumem também.
Cutuquemos
a
acomodação.
Não
insistamos
em fincar
raízes na terra árida.
Procuremos
a terra fértil
onde se
encontram os principais
e mais
importantes nutrientes
que
alimentam o impossível,
sonhável e
desejável.
Colaborem
comigo.
Mostrem-me,
decifrem e
deem-me
os
mistérios
que
alimentem a natureza infinita,
que mora
neste mais do que finito,
que sou eu,
que somos nós,
com sede
insaciável.
Saciem
minha sede
com água
pura,
da
verdadeira e própria fonte,
e
forneçam-me alimentos
que
eternizem.
Queiramos
junto,
adquirir a
virtude
da
teimosia.
Busquemos
juntos
o caminho
e o
alimento certo,
que
contenham nutrientes
apropriados.
Teimemos
contra a
própria correnteza,
nem que
seja uma oposição
à nossa
própria natureza.
Não posso e
não podemos aceitar
que a
própria natureza
limite
o que
podemos ser.
Não
aceitemos, passivamente,
entregar-nos
para os limites.
Não fomos
criados para
permanecer
no mundo do fechado,
do pouco,
do túmulo
lacrado
da morte
sem sentido,
sem
aberturas para o futuro.
Não tiremos
de nós
as poucas
esperanças
que nos vêm
dos bons profetas
e dos sensíveis
poetas.
Afastemos
de nós
os profetas
do mau agouro,
que não
avistam nada
além das
fronteiras.
Estes, não
nos fazem pensar,
nem
imaginar
sobre ‘algo
a mais’
que possa
existir.
Não acho
próprio
da natureza
humana
permanecer
preso
só no que
vemos e tocamos.
Não suporto
a ideia
de ser só
isso.
É muito
pouco.
Deve ter
muito mais.
Não, não
quero estar satisfeito.
Não
aceitemos permanecer
no campo
limitado da matéria
ou nos
limites geográficos
da natureza
visível e palpável.
Asas não as
temos.
Não conseguimos
ainda,
mas
sonhamos voar.
Nossa
existência
não é
natural.
Ela é
sobrenatural.
Sentimos
isso.
Fazemos
esta experiência.
Queremos
viver
mais o
sobrenatural
do que a
dimensão perecível
do natural.
Muito mais
do que para baixo,
forças
íntimas e profundas
empurram-nos
para cima.
Não nos interessamos tanto
em
pesquisar o fundo da terra.
Enche-nos
de espanto
e encanto
os espaços
lá de cima.
Mais do que
com pesadelos,
povoamos e
alimentamos
nossa
imaginação,
com sonhos
e ideais.
Muito mais do
que a passividade,
o movimento
nos remete para o alto.
Muito mais
que as resistências,
motivações
despertam
sonhos
e ideais.
Mais do que
natureza de galinhas,
nossa
infraestrutura
contém DNA
de águias.
Mais do que
nos contentarmos,
com
cavernas,
procuramos
o progresso no fogo,
na caça, na
agricultura,
na
indústria,
no domínio
dos mares,
no voar com
os aviões pelos ares.
Nos espaços
siderais,
irmãos
nossos,
já voaram
procurando o infinito.
Não, não
somos órfãos.
Traços e
pistas do Pai dos céus
existem por
toda parte.
Não, não
somos só humanos.
A alegria
nos diz isso.
Queremos
sempre
a alegria
por perto.
Desejamos buscar
e encontrar
a verdade,
que seja a
fonte
do sentido,
do
significado eterno,
já, agora,
e aqui,
na nossa
própria horta.
Somos
pessoas,
com
potencial espiritual infinito,
abertos ao ilimitado,
pela imagem
e semelhança
com o
Cientista,
Criador da
Terra e dos Céus,
que cria
para a eternidade.
Prefiro ser
um iludido
e viver
nesta esperança
a sofrer
numa vida triste
sem saída
para a
imortalidade.
Extasia-nos
e nos
desperta,
um convite,
um aceno,
um chamado
lá
das
estrelas.
Quem
saciará a fome
e desejos
de conhecer o céu?
Estes
escritores procuramos.
Estes
cientistas esperamos.
Que mãe
parirá estes necessários
novos
escritores,
novos
profetas,
novos
poetas,
cientistas
do além?
Por favor,
reitores,
cientistas, filósofos,
artistas e
poetas,
rabisquem
linhas
e profiram
palavras
que
alarguem e prolonguem
estes
sonhos,
necessidades
básicas,
das nossas
esperanças.
Políticos,
assinem
projetos ousados,
capazes de
fazer acontecer,
a esperança
brotar de novo,
de verde,
em todos os
povos,
e a justiça
desfilar em
carros abertos
pelas
avenidas,
povoadas,
de pessoas
atendidas
em suas
necessidades básicas.
Teólogos,
alimentem
nossa fé
no Criador
do Universo.
Ele é nosso
Pai.
Revelem-nos
o rosto Dele,
e as
moradas,
que está
preparando para nós.
Queremos
provas dessa filiação.
Não
queremos ser filhos,
sem heranças.
Queremos
acreditar
nas promessas
de que
somos herdeiros dos céus.
Não
esvaziem
o conteúdo
misterioso do Criador,
nosso Pai.
Não nos
deixem famintos,
alimentando-nos
com a
ignorância destes dons.
Falem do
nosso Papai do céu.
Nós,
filhos, não queremos
sentir-nos
órfãos.
Não
aceitamos essa condição.
Não
escondam
as verdades
eternas.
Permitam-nos
curtir
o mistério
da natureza Divina
e abram os
espaços mostrando-nos
o
impossível, o infinito e o Incognoscível.
Demonstrem
as evidências do espírito.
Falem da
ressurreição após a morte,
da vida, da
vida eterna.
Queremos
continuar vivendo,
eternamente.
Não nos
deixem
curtindo
ilusões e fantasias,
ou mentiras
que viajam pelos séculos.
Profissionais
de todas as ocupações,
insistam,
percam o sono,
invistam
nesse financiamento,
nas provas
e demonstrações
que os mistérios
não são fechados
ou
impossíveis de serem lidos.
O livro da
história
já nos
contou muitas verdades.
Verdades
eternas
permanecem
com o passar dos anos.
Já temos um
sul.
Já temos a
esperança
de que tais
ideais são possíveis.
Não se
acovardem.
Não nos
reduzam
a coisa pequena.
Andarilhos e mendigos, sim,
mas andarilhos,
herdeiros dos céus.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 08/02/2020
eneaspb@gmail.com

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