Existe
um caminho
por onde podemos voar
onde
conheceremos
nossas nobres capacidades,
e elevados sentimentos,
que
a arte quer ensinar.
Prestar
atenção em nós,
quando
estamos felizes,
contentes
com o momento,
num
clima de completude,
em
que nada nos afeta,
nada
nos incomoda,
só
a paz,
a
harmonia
e
a beleza,
como
companheiras.
Existem
momentos
em
que até os pensamentos
se
aquietam,
permitindo
a
ação da admiração,
do
contentamento,
da
contemplação,
do
bem,
da
paz,
e
da beleza.
Existe
em cada um de nós
o
potencial para algum tipo de arte.
Neste
texto abaixo você vai descobrir.
Sinta
qual vai mexer mais com você.
E
invista no artista
que
está dormindo aí na
sua cama.
O poeta se entristece
quando sente o
desgaste
que as palavras
sofrem.
O poeta
sofre para repor
e recarregar
as palavras
esvaziadas,
com novas forças,
novas cores,
até novos
significados.
O poeta sofre quando
vê os alunos
irem e virem das
escolas,
mais como prisioneiros
e escravos do “é
assim que é”,
ao invés de alegres
aventureiros,
exploradores.
A arte
sempre foi estudada,
valorizada
e incentivada pelos
filósofos,
educadores,
cientistas,
pesquisadores,
inspirados inventores
e descobridores.
Alguns filósofos,
educadores e teólogos
se referiram a arte
como meio
de transmitir a
verdade,
a beleza e os valores
da vida,
de uma forma mais
gostosa,
receptiva,
e atraente.
A poesia
é uma das formas
como a arte
se faz presente.
No dicionário Aurélio
encontramos várias
referências
à poesia:
Poesia
é a arte
de escrever em verso.
Poesia
é composição poética
de pequena extensão.
Poesia
é entusiasmo criador;
é inspiração.
Poesia
é aquilo que desperta
o sentimento do belo.
Poesia
é aquilo
que há de elevado
e comovente
nas pessoas
e nas coisas.
Poesia é encanto,
graça, ou atrativo.
É importante perceber
algumas
características
da poesia:
- A poesia
quer funcionar
como estímulo
ou despertar
a participação
emotiva
nas pessoas;
- A poesia,
é vista
como um caminho
para se chegar
à verdade absoluta.
- A poesia
é também
um modo privilegiado
de expressão
linguística.
Não se caracteriza
por obediência cega
às normas de
comunicação.
É valorizada
pela liberdade de
expressão,
do poeta, do
comunicador.
Não lhe cabem
críticas
quando o objetivo são
valores,
setas,
caminhos
alternativos,
para ligar
a sensibilidade,
despertar
a consciência,
motivar
mudança de vida.
Na poesia
está encarnada
todos os movimentos
dolorosos
ou agradáveis,
inseparáveis
de todas as nossas
ações.
Nas linhas ou nas
rimas,
o poeta fala do
sofrimento,
querendo estancá-lo,
silenciá-lo ou
suavizá-lo,
sem sucesso,
pois que ao mesmo
tempo,
nas entrelinhas,
o alimenta,
irrigando-o
com as lágrimas
da sinceridade
e do arrependimento.
Nas linhas ou nas
rimas,
o poeta fala e
escreve
sobre a felicidade,
na esperança
de nos tornar mais
pacíficos e
carinhosos,
mais abertos
e construtivos.
A poesia,
é a arte,
no seu lado
emocional.
Seu conteúdo,
mais do que o
racional
é o sentimento.
Vi você aí,
sem fazer nada
e montei este texto.
Antes que você leia,
te pergunto:
Você
gostaria
de
aprender alguma coisa
sobre
arte, poesia?
- Sim, bem que
gostaria.
Então,
por
que não começa agora?
- Bem que gostaria, mas
...
Pois
bem,
Vou
fazer a minha parte.
O sublime trabalho
da poesia
é dar sentido e
paixão
às coisas simples,
inanimadas,
mas importantes,
como as crianças fazem,
brincando,
conversando com elas
como se fossem
pessoas vivas”.
Giambatista Vico.
A poesia,
existe lá
onde os sentidos
estão bem alertas,
robustecidos,
e a fantasia é
vigorosa.
Na poesia
e nos poetas
existe idealismo,
intenção,
sublimidade.
O poeta e a poesia:
- bem que quer
transformar
o dia comum
num dia espetacular
descobrindo
os interesses das pessoas,
ou despertando-as
para o que interessa
e responde plenamente
aos desejos mais profundos,
aquela sede insaciável,
aquela expectativa
ainda não satisfeita ...
- bem que quer
fazer durar muito tempo
o que é gostoso.
É da dimensão
mais profunda,
mais real
e mais verdadeira
do ser humano,
via sentimento.
- bem que quer
ensinar
as pessoas comuns
a se tornarem
pessoas
extraordinárias.
É a paixão,
que brota
dos sentimentos
que oferece
a resposta
ao sentido da vida.
- bem que quer
que as pessoas degustem
e tenham
os mesmos pensamentos
e sentimentos
que os fazem curtir
cada coisa simples
em exposição
no palco da vida.
Abrir os olhos,
ver as
flores.
Olhar
para cima,
admirar
as estrelas.
Abrir os ouvidos,
escutar
canções dos pássaros,
distinguir
vozes afetuosas.
Sentir o
frio,
o calor,
suar as
mãos,
pisar
descalço
o chão
acolhedor.
- bem que quer
dar vida
a todo
e qualquer elemento
disponibilizado
a cada um de nós,
mostrando a bondade
e a familiaridade
de cada elemento,
facilitando e suavizando
a vida a todos nós.
Tudo que
há no universo
é irmão
ou irmã,
fraterna,
faz bem,
é
benéfica,
ajuda,
equilibra,
unifica
e
fortalece-nos.
- bem que quer,
a cada um,
transmitir
e transferir
a linguagem emotiva,
estimulando
o despertar das
emoções
e mudanças de
atitudes.
É o apaixonado,
a apaixonada
que curte a vida,
contagia os outros,
a ser mais.
- bem que quer
despertar o raciocínio
para a decodificação
do simbólico escondido
ou revelado
em cada palavra,
cada frase,
cada texto,
cada expressão,
cada pessoa.
Cada elemento,
cada pessoa
é uma senha
que quer ser
decodificada
para te fazer feliz.
- bem que quer,
despertar,
a função emotiva,
escondida,
velada
ou revelada,
escrita ou subentendida
em cada texto,
dormindo ou acordada
em cada ser humano.
Emoções
sadias
necessitam
vir à pele,
expressar-se,
comunicar
suas
riquezas.
Se o rosto arde,
queima,
a poesia,
a arte
ou o amor
anda por aí.
Permita
que
as emoções
te
digam
que
está vivo ou viva.
- bem que quer
lembrar e sustentar
valores já conhecidos
ou explorar novos valores.
A experiência
vai ensinando
onde estão
os valores,
que respondem,
que perduram
e que deixam saudades
quando ausentes.
- bem que quer
mostrar que o
sensível
é a qualificação
central
da arte, da música,
da poesia.
A beleza percebida
demonstra a perfeição
da potência sensível
da pessoa humana.
A beleza,
a arte percebível
é atestado da
perfeição
dos órgãos da
percepção
do ser humano.
- bem que quer
ensinar a acolher
tanto o prazer
como a dor,
tanto o bem
como o mal,
como um casal
que se ajusta,
superando-os,
alcançando
a harmonia
na sábia convivência.
A vida
é um pacote
que veio com tudo.
Não dá para dispensar
o que não gostamos
pois o que nos incomoda,
desacomoda-nos
e empurra-nos
para a maturidade
e para a evolução.
- bem que quer
insistir
e mostrar
a extensão do infinito,
que originam forças,
para vencer
as angústias
do mundo finito.
É o
mistério
transcendental
que abre
o ser humano,
que o
tira
do mundo
do
absurdo.
- bem que quer
esforçar-se
para revelar
um ideal de
perfeição,
mesmo que esteja lá
longe,
distante dos nossos
pés,
mas próximo o
suficiente
dos nossos ideais.
Onde estamos
é o ponto de partida,
o aeroporto
da decolagem.
- bem que quer
mostrar
que aquilo
que a gente pensa que
é,
de repente descobre
que realmente é.
E se
alegra.
E se
conhece capaz.
E quer continuar
neste caminho
que traz
compensações,
abrindo as portas
que estavam fechadas,
sem chaves,
sem saídas.
- bem que quer
fazer perceber
a essência
de todas as coisas,
perceber-se
que é o objeto,
o ser vivo
dentro da poesia.
É de mim,
É de você,
da minha pessoa,
da sua personalidade,
do que sou,
do que és
e podes ser,
que trata
a arte, a música, a poesia.
Sou eu
o objeto próprio
de todas as artes.
É você
o sujeito passivo
e ativo
de toda arte.
- bem que quer
se expressar
com liberdade,
sem obediências
a leis rígidas,
quadradas,
fechadas,
determinantes,
por isso desperta
a própria liberdade
de interpretação
do leitor.
- bem que quer
condensar
e abreviar
as palavras,
encurtar teu tempo
e teus caminhos,
dar-te
o que necessitas
tão logo
estejas precisando,
mas há o esforço
a ser feito
que não pode ser
dispensado
para que o conteúdo
seja percebido,
trabalhado,
apreendido,
aproveitado.
Nutrientes
são disponibilizados.
- bem que quer
dar
a cada palavra
a energia
e a força de
explosão,
em tua mente
e em seu sensível
coração.
- bem que quer
dar maior força
e maior significado
às palavras
desgastadas,
purificá-las,
mantê-las eficientes,
renová-las
e aperfeiçoá-las.
Se a palavra
é usada
em qualquer lugar
sem qualquer
respeito,
nas artes,
a palavra
tem valor,
quer ser
como o despertador
exercendo a função
de acordar
para o dia
a ser preenchido
com a densidade
de tudo,
com potencial artístico.
- bem que quer
manter fidelidade
à função emotiva,
fidelidade à
significação,
fidelidade à verdade,
fidelidade ao dever,
fidelidade aos valores
permanentes,
fidelidade à
liberdade,
que fazem da arte,
o primeiro valor,
de todo aprendizado.
- bem que quer
mostrar o peso
e a importância
do valor
e do significado
moral,
como professora
atenta ao ensino,
despertando
faculdades
de raciocínio
reflexivo,
amadurecendo
responsabilidades,
o respeito e o
encantamento
diante dos outros,
da natureza
e do infinito.
- bem que quer
revelar,
cultuar,
valorizar
e curtir a beleza
em todas as formas,
cores,
gestos e elementos
da natureza,
seja ela natural,
visível ou sobrenatural,
humana ou divina.
Se a beleza já
existe,
a arte,
procura dar ritmo,
aperfeiçoar a beleza
com os bons afetos,
bons sentimentos,
boas intenções,
boas ações.
- bem que quer
levar a sentir,
com o sentimento,
o que a beleza produz
nos pensamentos,
na pele,
no sangue
e na alma da gente.
Me faz
sentir vivo,
vibrante.
- bem que quer
mostrar que
a arte,
a música,
a poesia,
produz,
desperta,
cria as emoções.
A emoção
absorve-nos
por inteiro.
O motivo está fora,
o processamento é
interno,
de novo sai de
dentro,
a alegria explode,
a contemplação
admira,
o mundo todo se
acende,
monta arco íris,
e as pinturas nas
nuvens,
no céu,
fazem o resto,
o espetáculo.
- bem que quer
manter a arte
na sua forma
artesanal,
fora das séries
repetitivas.
Tanta variedade,
tanta criatividade,
poder oculto
da divina artista,
a natureza,
e do divino Artista,
o Deus Criador,
de tantas pessoas,
diferentes,
uma das outras.
- bem que quer
revelar,
que admiramos,
porque temos alma;
sentimos
porque temos corpo;
vivemos
por existimos
com tantas
capacidades
que nos enriquecem,
se despertadas,
e ativadas pela arte
pela música e pela
poesia.
- bem que quer
derreter
resistências,
ressuscitar almas
mortas,
limpar a neblina dos
espelhos,
tirar a rotina do
caminho,
convidar-nos a descer
do trem automático
e entrarmos no mundo
da admiração
e da contemplação.
- bem que quer
sugerir andar
descalço
na grama,
na lama,
nos riachos rasos
e em cima
das folhas secas.
- bem que quer
despir-se do
supérfluo,
vestir-se da
transparência pura,
inocente, original.
- bem que faz
distinguir
as obras perenes,
sólidas,
das criações
perecíveis
que o tempo gasta
e o vento esvoaça.
A pessoa humana
tem tudo isso
dentro de si:
a perenidade,
o senso do eterno,
pois que eterna já é
e por isso percebe
a eternidade em si,
que julga,
ama e admira
o provisório,
o passageiro
e a ele não se
submete,
mas faz a ponte
destas belezas
naturais
com a Beleza Permanente.
- bem que nos faz
experimentar
a mais alta sensação
do êxtase.
Talvez seja esta
a mais alta
experiência
de plenitude
que a pessoa humana
consegue
experimentar,
sem explodir,
tal qual a
experiência
da intimidade
com o Espírito Santo.
- bem que o artista,
o músico
e o poeta faz
quando simpatiza com
tudo
e com todos
para compreendê-los
e descrevê-los.
O poeta,
o compositor
e o profeta,
leem o mundo
em que vivem,
escutam o clamor do
povo,
sofrem as angústias
de cada um,
celebram a vitória
sofrida
e distribuem,
nas folhas,
gratuitamente,
ao vento,
que leve
o que de bom
e educativo extraem
de cada elemento,
de cada evento
e de cada pessoa.
- bem que não quer
ter fim utilitário,
nem quer se submeter
a qualquer norma
limitativa,
por isso seus efeitos
são revolucionários,
como os jovens
rebeldes
sempre em busca
de autonomia
e independência.
Nas artes,
participam o
mistério,
o encantamento,
a admiração,
a intuição.
O próprio leitor
entra dentro da cena
e vivo,
vai fazendo parte
dos personagens,
ansiando,
a cada linha,
a cada passo,
novas surpresas,
novos rumos,
alternativas
sonhadas,
realizadas
ou quase alcançadas.
Nas artes,
na música e na
poesia,
não cabe dissecar,
discursar,
fechar assunto
e nem colocar
ponto final.
É
o ponto de exclamação
que
tem vez!
É
o ponto de interrogação
que
faz deslanchar um final
que
seja lá longe,
longe
da vista
e
da imaginação.
Aberto,
abre a mente
e o mundo do leitor,
que lê de novo,
do começo,
não imaginando o
final
que ainda não
aconteceu.
O próximo capítulo
continua agora,
na cabeça,
na mente,
no mundo
do leitor.
-
A arte, a música,
a poesia, a vida,
são todos bens,
valores,
que nos remetem de novo
ao começo
sem querer ver
a peça da vida,
finalizar.
Não queremos
que o fim chegue,
que os panos
se fechem
anunciando
o término
do espetáculo.
Há muito a aprender
com os artistas,
com os poetas
e com as poesias,
escritas ou
ambulantes,
circulantes,
viventes.
Se alguma palavra
não é entendida,
na poesia
a própria linguagem
é toda carregada
de significado
no máximo grau
possível.
É possível,
na literatura
da poesia,
entender várias línguas,
muitas mensagens,
assim como a música,
também é universal.
Quanta curtição
na união das palavras,
das estrofes,
das letras encarnadas, associadas às notas
musicais.
Que belo exemplo de unidade substancial,
completa, perfeita.
Esta pesquisa
é fruto e resumo
do que está escrito
sobre Poesia,
no Dicionário de Filosofia
Nicola Abbagnano,
Editora Martins Fontes,
SP. 2007, páginas 894 a 899.
Cito a relação dos filósofos
que foram pesquisados
neste texto,
inspiradores do que foi escrito
logo após a expressão “bem que
quer”.
São eles: Giambattista Vico,
Ivor Armstrong Richards,
Charles Kay Ogden,
William Morris,
Friedrich Hegel,
Benedetto Croce,
Friedrich Schiller,
Freidrich Schelling,
Martin Heidegger,
Gustave Flaubert,
Théophile Gautier,
Charles Baudelaire,
Walter Pater,
Oscar Wilde,
Edgard Allan Poe,
Thomas Stearns Eliot,
Paul Valéry,
Pierre Dupont,
Stéphane Mallarmé,
Ezra Pound,
Hans Georg
Gadamer,
Gianni Vittimo.
Convido-te a
pesquisar este campo.
Talvez você descubra
um talento escondido,
pronto a deslanchar.
Experimente ser artista,
ou poeta, ou músico,
ou aperfeiçoe
a sua sensibilidade,
e, pronto.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 05/02/2020

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