terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

709.- Bom-humor. Economizando a sola do chinelo.



Às vezes me pergunto
o que estamos fazendo aqui?

Sofremos porque complicamos.

A multiplicidade das coisas
nos confunde,
e consome energias.

A alegria
vem da simplificação.

O muito, desgasta.

O pouco já nos basta.

Onde ou quando
experimentamos sentimentos
de sentido, de respostas?

O que está faltando,
são atitudes,
que expressem o bom humor,
alegrias,
que contagiam
e animam
quem está por perto.

Admiramos
as pessoas de bom humor.

Gostaríamos de estar
sempre curtindo
as qualidades humanas,
os valores que significam,
e respondem às profundidades.  

Não são coisas externas
que dão sentido
ou que respondem
às perguntas e expectativas
mais profundas da vida.

São sentimentos,
sensações, emoções
que sentimos dentro de nós.

Quando passamos perto
de uma pessoa sorridente,
nos sentimos atraídos
por alguma coisa
que está nos dizendo:
“olha o que está me faltando”.

Se existe algo
que admiramos nos outros,
o bom humor, a leveza,
a alegria e o entusiasmo,
por que não decidimos construir
uma filosofia de vida
fundamentada no bom humor?

Não são coisas impossíveis, distantes,
que possuem o poder de mudar
o nosso humor.

Está bem próximo.
Está em nossas mãos,
em nosso poder.

Somos nós
os construtores
do estilo de vida,
que queremos e desejamos.

Já ouvi dizer
que tal pessoa é tão legal,
anda tão leve
que nem gasta
a sola do chinelo.

Eu até que gostaria
de que ele deixasse marcas no chão
para que pudéssemos segui-lo.

O bom humor
se manifesta de muitas maneiras,
mas pode ser o resultado
de uma firme decisão

de viver

- com menos
ansiedade mental.

- com menos
peso nas costas e na alma,

- com menos
dureza nas palavras
e nos gestos,

- com menos
lamentações
e azedume nas conversas,

- com menos pressa,

- com poucas tralhas
na garupa,


+ com mais silêncio,

+ com mais admiração,

< com maior desapego
das coisas
e de si mesmo,

< com maior desapego
do seu próprio tempo ...


Distinguindo

o que é real,
que responde
a uma necessidade
existencial, prática.

Recusando
o que é ilusório,
fictício, e que nos leva
para o campo das ilusões,
e nos enganam.

Viver com menos,
menos tudo aquilo
que vivi no passado,
menos tudo aquilo
que imagino no futuro,
pode ser a máxima sabedoria.

 Viver plenamente
no momento presente,
como um presente.

Esta forma de pensamento,
de viver minha presença
neste momento,
 afasta-me do passado,
que não existe mais,
e livra-me das ansiedades,
do futuro,
que ainda não veio.

Desprenda-se
das lembranças
do passado,
desapegue-se
das coisas
que já não existem mais,
e que ficaram lá longe.

Se não fizer isso,
você está arrastando
as lembranças que estragam
o momento presente.

Ser sábio(a)
é não permitir que os vilões,
o passado
ou o futuro,
te roubem o presente.

Se a tua mente
estiver pensando
nas coisas do passado,
você não está prestando atenção
nas coisas boas e bonitas
que estão ao seu lado,
neste momento,
te envolvendo.

O que tenho agora,
neste momento,
é a vida,
minha presença sadia,
minhas capacidades
em pleno vapor.

Pense e comente
sobre o que de bom
te acontece neste momento,
e você perceberá,
como é fácil,
abrir pacotes de presentes,
no momento presente.

Se, por desventura,
você está passando por um momento
triste, difícil, entre em contato comigo.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 11/02/2020

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