contém mais de
quatrocentos
e trinta e cinco mil
verbetes.
É um mini-mundo virtual.
Estamos e vivemos
dentro de um mundo
com mais de sete
bilhões de pessoas.
Esse é o mundo real.
Convivemos
com um número
incalculável
de elementos
diferentes,
palavras, sons,
imagens,
sinais, símbolos, códigos,
alfabetos e línguas.
Devido ao grande
volume
de palavras faladas e
escritas,
criou-se a
expressão
“Mundo Virtual”.
Vivemos no mundo real,
quando estamos
trabalhando,
estudando,
desempenhando
alguma
responsabilidade pessoal,
familiar ou social,
e quando estamos
com algum tipo de
problema concreto,
alguma dor,
sofrimento ou doença.
Quando saímos do
mundo real,
entramos no mundo
virtual.
E hoje, o que está
causando desequilíbrios
e doenças nas
pessoas,
é a dificuldade em
discernir,
avaliar, separar,
escolher e decidir
entre os valores
do mundo real
e as ilusões
do mundo virtual.
Não gostamos
do mundo real.
A todo momento
fugimos para o mundo
virtual.
O mundo real
é o campo das
exigências,
compromissos,
trabalhos, renúncias,
cobranças, decisões e
ações,
que provocam
amadurecimento.
O mundo virtual
é o mundo das
fantasias,
das ilusões, da
imaginação,
apatia, fingimento,
máscaras,
das fugas e omissões,
das leituras, das
conversas,
do celular e da
televisão,
que provocam
despersonalização,
fraquezas, apatias e
doenças.
O mundo real,
é o mundo dos pés e
das mãos,
do suor e dos calos.
O mundo virtual
está na boca e na
cabeça,
no falar, imaginar e
pensar.
Gostaríamos de viver
como pensamos,
mas acabamos vivendo
como podemos.
Por mais que
queiramos,
desejemos ou
sonhemos,
nada acontece se não
usarmos os pés
e as mãos.
E grande parte
das nossas
frustrações,
decepções,
e sofrimentos
inúteis,
decorrem
de não colocarmos em
ação
os pés e as mãos.
Observe como, em
tudo,
é o pensamento
que vem primeiro.
É espontâneo,
natural,
e não custa esforço.
Passamos a maior
parte do dia
no mundo da cabeça,
pensando,
imaginando,
observando,
analisando,
comparando,
julgando,
voando,
‘viajando na
maionese’.
E vamos nos
acostumando
a só assistir,
no sofá ou nas
arquibancadas,
os jogos do poder,
os jogos das propagandas,
os jogos das trocas
de favores,
os noticiários,
do mundo pegando
fogo,
ou alagado,
tragédias,
violências,
politicagens,
traições e
corrupções.
Assistimos,
acomodados,
o mundo inquieto,
agitado,
explodindo,
e queimando.
Com a cabeça,
assistimos,
e dizemos: não é
comigo.
Depois pensamos,
repensamos
e vemos
que a realidade
é exigente,
atraente ou
repugnante,
nua, crua, dura.
E a nossa cabeça
resiste não deixando
que os pés e as mãos
se envolvam na massa.
E fomos nos acostumando,
percebendo o que
pensamos,
diante da realidade
muda,
calada, sofrida,
observada,
com profissional
apatia.
O mundo real
é que está vivo,
castiga, pulsa,
chama a atenção
da nossa
sensibilidade,
acorda-nos dos sonhos
que acontecem de dia.
Como é fácil
ajudar os outros,
com palavras,
com pensamentos,
com promessas,
e com intenções.
O que dizemos
pode até ser verdade.
Faça um esforço
e separe-se,
da sua máscara de
ator.
Retire-se de si
mesmo,
suba a um lugar alto.
Sente-se
e diga para seu corpo
e sua personalidade
sair por aí,
e permaneça
observando,
onde ele vai
e como se comporta,
o que ele diz,
o que sente
e o que faz.
Só existe a
realidade,
visível, palpável,
com peso, forma,
tamanho,
cores,
localização.
Palavras e
pensamentos,
não existem.
Porém,
parece que só existem
os pensamentos
e as palavras.
O mundo externo,
o mundo das coisas,
não tem mais
importância nenhuma.
Acostumados a viver
no mundo virtual
dos pensamentos e
palavras,
não percebemos
que está faltando a
experiência,
o contato com a
realidade.
É exatamente
a falta de
experiência
que causa em nós
o sentimento de tédio
e frustração,
e até de depressão.
O mundo virtual
dos pensamentos
e das palavras
transporta-nos
para um mundo
imaginário,
de expectativas,
que a realidade
não tem como prover,
por falta dos passos,
dados no chão da
vida,
um após o outro,
cumpridas
as exigências
que só o esforço
e a ação,
providenciarão.
É a realidade
que dá as mãos
para a verdade.
É a verdade
que atende à
realidade.
Tudo o que não se
encaixa
dentro do que se
compreende
por verdade,
é mentira,
enganação,
ilusão,
alienação conduzida.
Se não é verdade,
então não é sério,
não é real.
Pisando
no chão
sinto
a verdade,
sacudindo
o
coração.
O
coração,
batendo,
suplicando,
das
mãos,
atenção.
Cuide
deles.
Somos
todos
irmãos.

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