terça-feira, 21 de abril de 2020

727.- Ego e consciência. Vivendo como se visse o invisível.



                                 
Se os olhos
do corpo sensível
conseguem ver tudo
o que é material e visível,
há que existir os olhos da alma,
que é o espírito, que amplia a visão.

Nós sabemos alguma coisa do vento.
Sabemos que sopra onde quer.
Não sabemos de onde vem,
nem para onde vai.

Assim é o espírito,
como o vento.

Assim se parece,
livre, como o vento,
aquela pessoa que conseguiu
deixar o espírito nascer e se impor
no comando da sua vida,
impregnada, agora,
de direção
segura.

Está tão segura de si,
das suas convicções, dos passos,
tamanha fé, que até parece
que já está vendo
o invisível.

Um dia o Jesus Cristo falou:
“Se vocês não acreditam,
quando lhes falo
das coisas da terra,
como acreditarão
quando lhes falar
das coisas do céu?”

Com as minhas palavras,
ouso dizer,
 vocês opõem resistências
para entender as coisas
da terra,
como vão reagir,
quando
começar a falar
das coisas do céu?

É fato inquestionável
que as nossas resistências
são naturais,
pois que estamos no mundo
visível e material,
usando as ferramentas
que aprendemos a usar,
desde pequenos.

Se não desapegarmos
deste velho padrão,
não evoluiremos
para o andar de cima.

Para aprender
e usar as ferramentas espirituais,
do que é que necessitamos?

De novo, o próprio Jesus
disse ao Nicodemos
e a cada um de nós:

Tens de nascer do alto.

Nascer de novo,
ou dar condições
para o que o espírito,
que te habita,
nasça ou renasça,
e comece a ter
o comando
da sua vida.

Quem é maior
em capacidades e qualidades?

O nosso corpo ou o nosso Espírito?
Aquele que tem maior poder,
a este damos o comando
da nossa liberdade.

Nada de apegos.
Nao queremos ser escravos.

Se houver apegos,
haverá resistências,
amarras, perde-se a liberdade.

Desapegue-se
de quase todos os critérios
que vinha usando até agora,
e adquira outros, verdadeiros,
valores permanentes, eternos.

São os valores do espírito.

Renovar. Renascer.
Começar de novo.
Recomeçar
de novo.

Do jeito que aprendemos,
não nos ensinaram a viver
a partir das capacidades
do espírito.

As primeiras dificuldades
vão aparecendo.

Não dá para dar um pulo,
daqui para lá, sem passar
pelas aulas de preparação.

Tem-se
que quebrar a casca
e criar as condições,
e possibilitar a explosão,
da boa semente, do eu verdadeiro.

Antes de querer voar com o espírito,
ver com o espírito, viver a partir
das faculdades espirituais,
tem-se que conhecer dois
pré-requisitos:

o ego
que opõem resistências
e cria os apegos,

e a consciência, livre,
que vai possibilitar
a limpidez do olhar,
novo olhar, iluminado,
preparado para subir
mais alto.

1 – Ego.

É condição
de fracasso ou sucesso,
desconhecer ou conhecer
toda bibliografia possível
sobre o ego,
que é o eu não verdadeiro,
que se formou em nós,
ao longo dos anos,
por influência da cultura,
da sociedade e do mundo.

Convém conhecer
a natureza do ego
e como ele se manifesta
em nossa personalidade,
afastando-nos sempre
das regiões profundas,
do nosso espírito,
iludindo-nos, enganando-nos,
querendo nos manter na periferia,
nos apegos, no orgulho, nos conflitos,
na defesa, nas resistências.

As escolhas feitas a partir do ego,
escravizam, não permitem
viver, livremente.

O ego, o eu falso, irreal, virtual,
foi imposto pela cultura do mundo
e por nossa tendência ao prazer,
ao conforto, ao sossego de vida,
ao bem-estar.

2. Consciência.

Uma parte de nós,
permaneceu boa,
enquanto fomos crescendo,
e formando nossa visão de mundo,
e nossas escolhas, por um modo de viver,
ideal, batalhador, esperançoso, vitorioso.

A partir do momento
em que estivermos com
a visão correta,
a nossa consciência
vai atestar uma convicção profunda,
de coerência e verdade,
de resultados,
 que proporcionam
sabedoria,
discernimento,
serenidade
e paz.  

Vamos perceber
que mais um passo
vai ser necessário,
em direção
ao nascimento
ou renascimento do espírito.

Perceber que somos equipados,
de uma capacidade interna,
chamada consciência.

Conhecer bem essa capacidade
vai proporcionar a evolução
no caminho espiritual.

Para a consciência,
só a verdade interessa.

Para a consciência,
só a justiça é referência.

Para a consciência,
só o amor é o caminho.

Antes de querer voar
com o espírito,
ver com o espírito,
tem-se que conhecer bem,
dois pré-requisitos:
o ego e a consciência.

Purificar o ego, educá-lo,
transformá-lo, promovê-lo,
e decidir pelo padrão
da consciência ativa
em todas as nossas ações.

Se houver desapegos,
o espírito se manifestará
com liberdade,
e a lucidez
facilitará o discernimento,
para enxergar
com os olhos
do espírito.

As escolhas feitas
a partir do olhar do espírito,
libertam-nos das barreiras, das fronteiras
e nos abrem para o infinito mundo invisível.

Publiquei no meu blog
https://heiposworld.blogspot.com/           
muitos textos sobre o ego e sobre a consciência.

Pesquise. Leia. Comente comigo.

Te aguardo no meu e-mail.l

Eneas Paulo Budel Bogucheski.
Atualizado em 21/04/2020



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