Se os olhos
do corpo sensível
conseguem ver tudo
o que é material e
visível,
há que existir os olhos
da alma,
que é o espírito, que
amplia a visão.
Nós sabemos alguma
coisa do vento.
Sabemos que sopra
onde quer.
Não sabemos de onde
vem,
nem para onde vai.
Assim é o espírito,
como o vento.
Assim se parece,
livre, como o vento,
aquela pessoa que conseguiu
deixar o espírito
nascer e se impor
no comando da sua
vida,
impregnada, agora,
de direção
segura.
Está tão segura de
si,
das suas convicções,
dos passos,
tamanha fé, que até
parece
que já está vendo
o invisível.
Um dia o Jesus Cristo
falou:
“Se vocês não acreditam,
quando lhes falo
das coisas da terra,
como acreditarão
quando lhes falar
das coisas do céu?”
Com as minhas
palavras,
ouso dizer,
vocês opõem resistências
para entender as
coisas
da terra,
como vão reagir,
quando
começar a falar
das coisas do céu?
É
fato inquestionável
que
as nossas resistências
são
naturais,
pois
que estamos no mundo
visível
e material,
usando
as ferramentas
que
aprendemos a usar,
desde
pequenos.
Se não desapegarmos
deste velho padrão,
não evoluiremos
para o andar de cima.
Para aprender
e usar as ferramentas
espirituais,
do que é que
necessitamos?
De novo, o próprio
Jesus
disse ao Nicodemos
e a cada um de nós:
Tens de nascer do
alto.
Nascer de novo,
ou dar condições
para o que o espírito,
que te habita,
nasça ou renasça,
e comece a ter
o comando
da sua vida.
Quem é maior
em capacidades e
qualidades?
O nosso corpo ou o
nosso Espírito?
Aquele que tem maior
poder,
a este damos o
comando
da nossa liberdade.
Nada de apegos.
Nao queremos ser escravos.
Se houver apegos,
haverá resistências,
amarras, perde-se a
liberdade.
Desapegue-se
de quase todos os
critérios
que vinha usando até
agora,
e adquira outros,
verdadeiros,
valores permanentes,
eternos.
São os valores do
espírito.
Renovar. Renascer.
Começar de novo.
Recomeçar
de novo.
Do jeito que
aprendemos,
não nos ensinaram a
viver
a partir das
capacidades
do espírito.
As primeiras
dificuldades
vão aparecendo.
Não dá para dar um
pulo,
daqui para lá, sem
passar
pelas aulas de
preparação.
Tem-se
que quebrar a casca
e criar as condições,
e possibilitar a
explosão,
da boa semente, do eu
verdadeiro.
Antes de querer voar
com o espírito,
ver com o espírito, viver
a partir
das faculdades
espirituais,
tem-se que conhecer
dois
pré-requisitos:
o ego
que opõem
resistências
e cria os apegos,
e a consciência,
livre,
que vai possibilitar
a limpidez do olhar,
novo olhar,
iluminado,
preparado para subir
mais alto.
1 – Ego.
É condição
de fracasso ou
sucesso,
desconhecer ou
conhecer
toda bibliografia
possível
sobre o ego,
que é o eu não verdadeiro,
que se formou em nós,
ao longo dos anos,
por influência da
cultura,
da sociedade e do
mundo.
Convém conhecer
a natureza do ego
e como ele se
manifesta
em nossa
personalidade,
afastando-nos sempre
das regiões
profundas,
do nosso espírito,
iludindo-nos,
enganando-nos,
querendo nos manter
na periferia,
nos apegos, no
orgulho, nos conflitos,
na defesa, nas
resistências.
As escolhas feitas a
partir do ego,
escravizam, não
permitem
viver, livremente.
O ego, o eu falso,
irreal, virtual,
foi imposto pela cultura
do mundo
e por nossa tendência
ao prazer,
ao conforto, ao
sossego de vida,
ao bem-estar.
2. Consciência.
Uma parte de nós,
permaneceu boa,
enquanto fomos
crescendo,
e formando nossa
visão de mundo,
e nossas escolhas,
por um modo de viver,
ideal, batalhador, esperançoso,
vitorioso.
A partir do momento
em que estivermos com
a visão correta,
a nossa consciência
vai atestar uma
convicção profunda,
de coerência e
verdade,
de resultados,
que proporcionam
sabedoria,
discernimento,
serenidade
e paz.
Vamos perceber
que mais um passo
vai ser necessário,
em direção
ao nascimento
ou renascimento do
espírito.
Perceber que somos equipados,
de uma capacidade
interna,
chamada consciência.
Conhecer bem essa
capacidade
vai proporcionar a
evolução
no caminho
espiritual.
Para a consciência,
só a verdade
interessa.
Para a consciência,
só a justiça é
referência.
Para a consciência,
só o amor é o
caminho.
Antes de querer voar
com o espírito,
ver com o espírito,
tem-se que conhecer bem,
dois pré-requisitos:
o ego e a
consciência.
Purificar o ego, educá-lo,
transformá-lo,
promovê-lo,
e decidir pelo padrão
da consciência ativa
em todas as nossas
ações.
Se houver desapegos,
o espírito se
manifestará
com liberdade,
e a lucidez
facilitará o
discernimento,
para enxergar
com os olhos
do espírito.
As escolhas feitas
a partir do olhar do
espírito,
libertam-nos das
barreiras, das fronteiras
e nos abrem para o
infinito mundo invisível.
Publiquei no meu blog
https://heiposworld.blogspot.com/
muitos textos sobre o
ego e sobre a
consciência.
Pesquise. Leia.
Comente comigo.
Te aguardo no meu e-mail.l
Eneas
Paulo Budel Bogucheski.
Atualizado
em 21/04/2020

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