Este texto deseja
despertar-nos
para separar o que é
real,
aquilo que importa,
e que ajudará neste
jogo,
e o que é virtual,
que não entra neste
jogo,
ou se entra, que entre
para ajudar.
A correria continua.
Não conseguimos mais
parar,
ficar quieto, pensar.
Parece que nosso
veículo
não tem mais freio.
Não sabemos
como parar.
Estamos tão
envolvidos
na correria da vida,
que não damos mais
importância
ao silêncio,
ao reabastecimento
das baterias.
Estamos vivendo como
veículos,
sem freios.
Não conseguimos
parar.
É necessário que algo
externo
force a parada,
para a ação,
da revisão
e
consertos.
Não sabemos mais
separar
o essencial, o que é
importante,
do desnecessário, que
pode ser deixado
do lado de fora das
quatro linhas do campo.
Estamos carregando
lixo demais
na caçamba da nossa
vida.
Estamos tão
envolvidos
com o tempo que não
para,
e engatamos nosso
veículo
na traseira do tempo
e nós também
não conseguimos
mais parar.
Esquecemos da nossa natureza eterna
e nos subordinamos à escravos do tempo.
Não temos mais
a qualidade da
paciência.
Perdemos ou
desprezamos a virtude
do discernimento, dos
valores,
separar o que presta,
do que não presta,
do que é, do que não é.
II
O primeiro tempo acabou.
Já estamos no meio do jogo.
O tempo não para.
Os ponteiros do relógio
giram sem descanso.
Temos 99% de possibilidades
de perder o jogo,
se não fizermos o gol.
O empate não serve.
Só temos 1% de chances
de ganhar o jogo.
Para ganhar o jogo,
um gol temos de marcar.
Para ganhar este jogo,
não adianta pensar, racionalizar,
justificar, criticar, procurar culpados.
Para ganhar o jogo,
temos de fazer o gol.
Só o gol
é que vai levar-nos à vitória.
Então, não é o pensar
ou imaginar.
É o fazer
que é a solução.
Estamos no intervalo do jogo.
Hora de parar.
Fazer silêncio.
Meditar.
Esta é a arte do momento.
Aprender as técnicas da meditação.
Hora de descansar.
É a hora
do técnico falar.
Só o Técnico fala.
E tem que falar, substantivos,
soluções, ou meios de soluções,
para o agora.
Não é para o futuro.
Não é para o depois.
É para o agora.
Nada de virtualidade,
de palavras, de viagens,
no mundo da maionese.
Cada palavra, como uma bola,
só terá sentido e finalidade,
se levar ao gol.
Hora de escalar
o fazedor de gol,
o substantivo.
É o momento de dispensar
todo o mundo virtual,
e deixar dentro de campo,
dentro da tua casa,
apenas as duas, três,
quatro ou cinco pessoas.
Somente as pessoas
são reais.
Tudo o mais é irreal,
é ilusão, estão fora de campo,
do jogo da sobrevivência.
III
É este o jogo
no qual estamos envolvidos:
Realidade x Virtualidade.
Só a técnica
do fazer,
do agir,
da prática,
é que vai levar
à vitória.
O Guru, o técnico,
ou o conselheiro
existe,
mas não é ele
que vai agir
no teu lugar.
Esqueça tudo
o que a TV diz.
Desligue a TV.
Dispense a TV.
Coloque-a no banco de reservas.
Dispense o rádio.
Dispense o Celular.
Coloque-os no banco de reservas.
A TV existe,
mas não existe
o que a TV está falando.
O computador existe,
mas não existe o conteúdo
que está lá,
e que sai de dentro
do computador.
O Celular existe,
mas não existe
o que o celular
está transmitindo,
as mensagens.
Tudo o que o Celular transmite,
não é real, não é concreto,
não é substantivo.
Tudo
o que os meios de comunicação
transmitem,
não existem
na realidade.
Existem
só na nossa cabeça,
na memória,
nas nossas conversas.
São mensagens,
são notícias que aconteceram
e acontecem,
mas que se transformam, depois
em palavras, em pensamentos,
que deixaram de ser reais,
e podem ser manipulados,
e podem provocar danos,
se não filtrarmos.
Tudo passa pela peneira.
Todas as peneiras
são furadas.
Só não passa o que é real,
substantivo,
as pessoas,
concretas.
Existem sim, advertências,
ensinamentos,
testemunhos,
que são virtuais,
que podem servir
de placas de sinalização,
para tomarmos decisões práticas.
São as normas, as regras,
para serem obedecidas,
podem ser remédios,
pode ser
a vacina esperada.
Ative o discernimento,
não a crítica.
Olhe
para dentro,
para suas atitudes,
não para as minhas.
Procure se concentrar
na finalidade
que este texto
carrega.
Reflita. Pense. Medite.
Reveja. Pare.
Avalie.
IV
Dentro das quatro paredes,
dentro das quatro linhas do campo,
só existe eu, minha esposa,
minhas filhas,
meus netos.
Só existem estas realidades,
concretas, substantivas.
É com estas pessoas
que está acontecendo
o jogo da realidade.
Dentro da sua casa
só existe a sua esposa, o seu marido,
o(s) seu(s) filho(s), netos(as).
Só existem estas realidades,
concretas, substantivas.
e é com quem está acontecendo
o jogo da realidade.
Dentro da sua casa,
das quatro linhas do campo,
é onde está acontecendo
o jogo da realidade.
Só existe a família.
Só existem
estas realidades,
substantivas, concretas.
É para estas pessoas concretas
que cada um vai disponibilizar-se,
dentro das paredes da sua casa,
dentro das quatro linhas do campo,
e ser, o meio concreto, a ferramenta,
a bola, para que o jogo continue.
Não é de fora,
da arquibancada,
que vem o goleador,
o fazedor de gol.
É de dentro de casa,
das quatro paredes,
das quatro linhas
do campo.
Escale o teu time.
Continue jogando,
obedecendo as regras.
Escale o teu time,
sem o ego,
pois não há ninguém assistindo,
e nem o juiz aparece
para apitar
o final do jogo.
O jogo continua.
Procure fazer o gol.
As minhas engrossadas,
meus erros, deixem por minha conta.
São de minha responsabilidade.
Voltarei aos treinamentos.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Criado em 13/04/2020

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