Duas
constatações:
A
primeira
é
que ninguém aceita,
ninguém
estuda,
e
ninguém se prepara
para
enfrentar
a
realidade da morte.
Porque,
todos
pensam,
está
lá longe.
A
segunda observação,
constatada
pelas conversas,
é
que quase ninguém estuda,
quase
ninguém conhece,
quase
ninguém se interessa
pela
realidade da ressurreição.
Porque,
todos
pensam,
não
é possível.
Não
é inteligível.
Não
é aceitável.
Mas,
nós vamos nos envolver
com
o assunto,
neste
momento,
sobre
a ressurreição.
Vamos indo.
Saindo ou entrando,
perguntando,
conversando,
respondendo,
aprofundando
sobre o projeto viável,
aceitável,
e desejável
da ressurreição.
Envolvendo
a razão que temos de
sobra,
e a fé que temos de menos.
Ninguém está
habituado,
nem familiarizado,
a abordar este
assunto.
Nem nós estamos
acostumados,
nem com o que ela
significa,
nem o que ela
representa,
nem o que promete.
Estamos só por aqui,
por perto,
do que vemos,
sentimos e apalpamos.
Estamos sendo
convidados
a dar mais umas pernadas,
para mais longe.
Só pelo que lemos,
só pelo que
escutamos,
pelo que ouvimos
dizer,
é que, de leve, nos
deixamos
surpreender.
Mas, e se tiver mais,
surpresas,
verdades
ainda ignoradas,
desprezas,
e não conhecidas?
Em alguns de nós,
desperta a curiosidade,
e em outros,
resistências nascem,
e imediatamente
são sufocadas
pela indiferença
ou recusa.
É compreensível,
mas não aceitável.
Já aconteceu um fato
histórico,
a Ressurreição do Jesus.
Tudo isso aconteceu
lá longe,
com o Jesus Cristo,
o filho do Deus eterno.
Fazia parte
de um projeto do
Criador,
enviar seu filho ao
mundo,
para consertá-lo,
ao preço de uma
paixão amorosa,
sofrida, sangrenta,
misteriosa,
porém, nova,
inaugural,
promissora.
Não podia,
acabar tudo,
com a morte,
se o plano era
perfeito,
incluía sofrer e
morrer,
para depois
ressuscitar,
abrir as portas, para
todos.
O assunto,
o tema da
ressurreição,
por enquanto teórico,
se reporta,
se refere
a cada um de nós,
ao que vai acontecer
conosco,
numa realidade prometida,
e já experimentada
por Alguém.
Na minha opinião,
a teologia e a catequese
da igreja católica,
deveria estar,
em processo, como
projeto,
de ensino-aprendizagem,
sobre a ressurreição,
como um modo de
entender,
a nossa própria vida,
a partir desse
acontecimento,
e como um dos pilares,
da atual evangelização.
As igrejas
estão cada vez mais
vazias,
porque o conteúdo
apresentado
pelos pregadores,
está cada vez mais
longe
daquilo que é o cerne
do Cristianismo,
o projeto Redentor
e a Ressurreição
do Jesus Cristo.
Porque é que nós
cristãos
nos envolvemos
tão pouco
com a igreja?
Não temos,
não conseguimos sentir-nos,
pertencentes,
a um time de crentes,
na Ressureição do Jesus,
e aceitar e viver,
hoje, agora,
a partir da
Ressurreição,
como um processo
futuro
que vai acontecer
conosco.
Assim a esperança
será
traduzida em
atitudes.
Trata-se de uma
realidade
que vai acontecer
conosco,
depois da nossa morte,
mas que deve estar
fervilhando
em nossas veias,
em nossa alma,
em nosso espírito,
de criaturas eternas.
A partir dessa
realidade,
podemos ver que a
morte
não é um fim, e sim uma
etapa,
que acontece,
antes da
Ressurreição.
Se olharmos o
acontecimento
do Jesus
Ressuscitado,
após a sua morte,
ele se fez presente,
de corpo presente e
visível,
em algumas ocasiões.
Deduzimos então,
que a forma de viver
no jeito de
ressuscitado
é de natureza
espiritual,
invisível.
Deduzimos
das próprias palavras
do Jesus,
que disse, ao
despedir-se dos seus amigos,
“Eis que estou convosco,
todos os dias,
até a consumação dos
séculos”.
Mateus 28,20.
Então, percebemos,
que este estilo de
vida
é novo.
Temos novidades
no pedaço de vida
que estamos vivendo.
Neste pedacinho,
existe uma semente,
germinando, a vida eterna.
O Jesus inaugurou
ou iniciou ou
implantou
um novo tipo de
conhecimento
e de relacionamento,
com o Cristo divino,
invisível,
que disse, estar,
e continuar vivendo
entre nós.
Nós só temos de
acreditar
nesta presença
invisível
e não ter vergonha
de conversar
com quem nós não
vemos.
Então,
após a Ressurreição,
o Jesus Cristo
inaugurou também
uma nova forma
de conhecimento,
através da fé.
Acreditar
que Ele ressuscitou,
e que está presente,
junto conosco,
todos os dias,
até o fim dos tempos.
Os olhos,
a razão,
só enxerga
o que é visível.
A alma,
a fé,
enxerga também,
o que é invisível.
Depois de mortos,
nossos olhos não
verão mais,
mas os olhos da fé,
continuarão vendo,
de uma forma nova,
renovada,
refeita,
ressuscitada,
espiritualizada,
alcançando a
perfeição.
Então temos de
perguntar,
como entender a nossa
vida,
se não vincular ela,
continuada,
ressuscitada,
após a morte?
Respondemos assim:
se não pesquisarmos,
se não entendermos
nada
sobre a Ressurreição
do Jesus,
não conseguiremos despertar
em nós,
a esperança, o desejo,
as motivações,
para continuar
existindo,
com uma abertura,
e perspectivas
de vida eterna.
Continuando,
com as consequências,
dessa nova visão de
vida e sobrevida,
só pela perspectiva
da ressurreição
seremos capazes de
entender
e aceitar o
sofrimento,
e a morte.
Só com a
Ressurreição,
a vida e a morte
ganham sentido,
significado,
e aceitação serena.
Se você nada sabe
sobre a Ressurreição
do Jesus Cristo
você nada sabe
sobre o teu futuro.
Já morreu,
sem esperanças de
viver,
lá na frente,
em outras dimensões.
Insista, procure,
pesquise.
Deixe o teu espírito
sair,
respirar, encontrar
sua essência,
viver com esperanças
de voar,
na eternidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 26/04/2020

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