segunda-feira, 20 de abril de 2020

726.- Ver o invisível. Aprenda a ver o invisível




Eu te digo,
que ver o invisível é possível,
basta fechar os olhos e,
imediatamente perceberás uma tela
preta, azul ou vermelha,
com bilhões de estrelas esvoaçando,
todas numa mesma direção.

É sério.

Não é fantasia,
nem brincadeira.

Não quero ser reconhecido
como louco ou lunático.

Faça a experiência.

Feche os olhos,
coloque as mãos sobre os olhos
e se mantenha consciente,
como observador.

Você não vê nada.
Nem deve ver.
Nem deixe a imaginação
criar imagens.

Só preste atenção
no que você ‘vê’
ou o que o teu espírito percebe,
na tela imensa que se abre,
em algum lugar,
num novo mundo,
imenso,
ainda indefinível,
e indecifrável.

A princípio
você só vai ver a tela preta,
ou azul ou vermelha,
e bilhões de estrelinhas
viajando numa mesma direção.

Para afinar a sensibilidade,
proponho um exercício.

Feche os olhos
e olhe para o sol
ou para uma lâmpada.

Após alguns segundo,
vire o pescoço
da direção do sol ou da lâmpada,
e perceberá a tela escurecer.

Se volta os olhos fechados
para a luz ou para o sol,
a tela interna ficará vermelha.

Faça este exercício várias vezes
até começar a criar o hábito
de perceber as diferenças,
entre a cor vermelha e a negra.

A partir daí é que começa
uma nova ciência a ser pesquisada,
desenvolvida,
experimentada
e ensinada
para todas as pessoas.

Poucas pessoas conseguirão,
de início,
perceber
onde colocar
os primeiros passos,
como perceber as sutilezas,
como acessar a sintonia fina.

Somos habitados
por uma potência,
que se chama espírito.

O espírito é algo muito sutil,
que nos habita e que ainda
não conseguimos perceber
 nem desenvolver
todas as qualidades,
as potências,
as forças
que ele dispõe.

Somos corpo e espírito,
porém, só sabemos
ativar as faculdades físicas,
e confundimos,
na maioria das vezes,
se é nossas faculdades naturais
ou nossas faculdades espirituais
que estão agindo.

Nossas faculdades cognitivas,
sensitivas, psicológicas,
e espirituais,
são interpenetradas.
Atuam conjuntamente.

O que desejo nesta teoria
que estou propondo,
é que procuremos purificar,
perceber,
e começar a desenvolver
ou aperfeiçoar
a atividade espiritual,
prevalentemente.

Um dos princípios a ativar,
de início,
é perceber dois elementos unidos:
o eu normal
e o eu observador.

Faça a partir de agora,
vários exercícios,
se posicionando
como observador.

Imagine-se você interagindo,
conversando
com outra pessoa.

Faça assim:
Ordene o(a) (diga o teu nome)
que vá até a sua esposa,
filha, amigo,
 alguém concreto,
e converse com ela
sobre esta experiência
que você está fazendo.

Veja-se, virtualmente,
contando para ele(a),
percebendo as reações dele(a),
e percebendo também
as suas próprias reações.

Repita o exercício,
ordenando você a dar explicações
para uma pessoa difícil,
alguém com quem você
tem dificuldades de relacionamento.

Tente fazer acontecer o encontro
e perceba-se atuando
como observador.

Nestes dois exercícios
você está interpretando,
simultaneamente,
dois personagens.

Você terá de identificar
o Observador e o observado.

Avalie, compare-se,
e vá aprimorando
a sua capacidade sensitiva,
perceptiva.

Estes exercícios
são pré-requisitos
para passar
para o próximo nível
de “ver, ler, perceber o invisível”.

Estamos a caminho.

Daqui um pouco,
teremos de ir partilhando
conversando, dialogando,
contando como está acontecendo
o caminhar, com os olhos fechados,
e relatando, o que estamos ‘percebendo’.

Alguns
terão facilidades.

Outros
não conseguirão nada.

Mas todos podem chegar lá.

Acho que podem existir caminhos
ou técnicas diferentes para cada um,
como a meditação, a contemplação,
com os olhos fechados.

Existem muitas técnicas orientais
          desenvolvidas nesta ciência.

O desafio
é continuar procurando o ‘como’,
porque é possível, sim,
enxergar o invisível,
pois tens o espírito
que te habita.

Imagine você,
morto.

E morto,
os olhos não abrem,
não funcionam.

Se você não aprender
a ver, agora,
com os olhos fechados,
depois de morto você
não saberá para onde ir.

Não saberá ler nada
do mundo invisível.  

Então, enquanto está com o corpo vivo,
envolva-se com o teu espírito vivo,
talvez ainda analfabeto,
ou agora, na pré-escola.  



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 20/04/2020


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