Eu te digo,
que ver o invisível é
possível,
basta fechar os olhos
e,
imediatamente perceberás
uma tela
preta, azul ou vermelha,
com bilhões de
estrelas esvoaçando,
todas numa mesma
direção.
É sério.
Não é fantasia,
nem brincadeira.
Não quero ser reconhecido
como louco ou
lunático.
Faça a experiência.
Feche os olhos,
coloque as mãos sobre
os olhos
e se mantenha consciente,
como observador.
Você não vê nada.
Nem deve ver.
Nem deixe a
imaginação
criar imagens.
Só preste atenção
no que você ‘vê’
ou o que o teu
espírito percebe,
na tela imensa que se
abre,
em algum lugar,
num novo mundo,
imenso,
ainda indefinível,
e indecifrável.
A princípio
você só vai ver a tela
preta,
ou azul ou vermelha,
e bilhões de
estrelinhas
viajando numa mesma
direção.
Para afinar a sensibilidade,
proponho um exercício.
Feche os olhos
e olhe para o sol
ou para uma lâmpada.
Após alguns segundo,
vire o pescoço
da direção do sol ou
da lâmpada,
e perceberá a tela
escurecer.
Se volta os olhos
fechados
para a luz ou para o
sol,
a tela interna ficará
vermelha.
Faça este exercício
várias vezes
até começar a criar o
hábito
de perceber as
diferenças,
entre a cor vermelha
e a negra.
A partir daí é que
começa
uma nova ciência a
ser pesquisada,
desenvolvida,
experimentada
e ensinada
para todas as pessoas.
Poucas pessoas
conseguirão,
de início,
perceber
onde colocar
os primeiros passos,
como perceber as sutilezas,
como acessar a
sintonia fina.
Somos habitados
por uma potência,
que se chama
espírito.
O espírito é algo
muito sutil,
que nos habita e que
ainda
não conseguimos
perceber
nem desenvolver
todas as qualidades,
as potências,
as forças
que ele dispõe.
Somos corpo e espírito,
porém, só sabemos
ativar as faculdades
físicas,
e confundimos,
na maioria das vezes,
se é nossas
faculdades naturais
ou nossas faculdades
espirituais
que estão agindo.
Nossas faculdades
cognitivas,
sensitivas, psicológicas,
e espirituais,
são interpenetradas.
Atuam conjuntamente.
O que desejo nesta
teoria
que estou propondo,
é que procuremos
purificar,
perceber,
e começar a desenvolver
ou aperfeiçoar
a atividade espiritual,
prevalentemente.
Um dos princípios a
ativar,
de início,
é perceber dois
elementos unidos:
o eu normal
e o eu observador.
Faça a partir de
agora,
vários exercícios,
se posicionando
como observador.
Imagine-se você
interagindo,
conversando
com outra pessoa.
Faça assim:
Ordene o(a) (diga o teu
nome)
que vá até a sua
esposa,
filha, amigo,
alguém concreto,
e converse com ela
sobre esta experiência
que você está
fazendo.
Veja-se,
virtualmente,
contando para ele(a),
percebendo as reações
dele(a),
e percebendo também
as suas próprias reações.
Repita o exercício,
ordenando você a dar
explicações
para uma pessoa
difícil,
alguém com quem você
tem dificuldades de
relacionamento.
Tente fazer acontecer
o encontro
e perceba-se atuando
como observador.
Nestes dois
exercícios
você está interpretando,
simultaneamente,
dois personagens.
Você terá de
identificar
o Observador e o
observado.
Avalie, compare-se,
e vá aprimorando
a sua capacidade
sensitiva,
perceptiva.
Estes exercícios
são pré-requisitos
para passar
para o próximo nível
de “ver, ler, perceber
o invisível”.
Estamos a caminho.
Daqui um pouco,
teremos de ir
partilhando
conversando,
dialogando,
contando como está
acontecendo
o caminhar, com os
olhos fechados,
e relatando, o que
estamos ‘percebendo’.
Alguns
terão facilidades.
Outros
não conseguirão nada.
Mas todos podem
chegar lá.
Acho que podem
existir caminhos
ou técnicas
diferentes para cada um,
como a meditação, a
contemplação,
com os olhos fechados.
Existem muitas
técnicas orientais
desenvolvidas nesta ciência.
O desafio
é continuar
procurando o ‘como’,
porque é possível,
sim,
enxergar o invisível,
pois tens o espírito
que te habita.
Imagine você,
morto.
E morto,
os olhos não abrem,
não funcionam.
Se você não aprender
a ver, agora,
com os olhos fechados,
depois de morto você
não saberá para onde
ir.
Não saberá ler nada
do mundo invisível.
Então, enquanto está com
o corpo vivo,
envolva-se com o teu
espírito vivo,
talvez ainda
analfabeto,
ou agora, na
pré-escola.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 20/04/2020

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