segunda-feira, 15 de julho de 2024

113.- Educação afetiva.


 

O foco na educação

apenas na esfera intelectual

pode ter ocasionado

muitos efeitos ou defeitos colaterais

que prejudicaram

o nosso desenvolvimento global ,

essencialmente mamíferos,

antes de intelectuais.

 

Somos sim, unidade.


O que queremos alertar

é para o excesso

e a carência de um

ou de outro aspecto

em nossa personalidade.

 

Queremos sim,

o equilíbrio entre a razão

e o coração. 

 

A história, não só da humanidade,

mas de cada um de nós prova isso.

 

Crescendo em estatura física

fomos perdendo a capacidade afetiva,

enfraquecendo a bateria

e a energia das emoções.

 

Hoje, lendo-nos

e percebendo-nos

no rol das nossas costumeiras

relações interpessoais,

como nos comportamos?

 

Sentimos falta

dos gestos afetivos?

 

Sentimos sim,

rejeição pelo exagero

e insistência opressiva e desumana

das atitudes racionais

dos comunicadores.

 

Não somos apenas intelecto.

 

Quantas palestras ouvimos,

nas quais recebemos

avalanches de palavras

que não produzem nenhum efeito?

 

Gostamos de ouvir

pessoas contarem histórias

ou darem testemunhos de vida,

preferencialmente.

 

Por isso gostamos mais

de músicas e poesias,

pois despertam

o que de humano

existe em nós:

sentimentos e emoções.

 

Para envolver emoções,

ao comunicador convém

comportar-se mais,

muito mais como pai,

mãe, filho ou irmão. 

 

Se houver afeto,

atenção, dedicação,

olhar no olho,

escutar e pedir opinião,

e dar a palavra

para que o ouvinte

possa também falar,

aí sim haverá interação, complemento

e oportunidade de complementação

e realização humana.

 

Eis o abismo

que há entre os comunicadores,

não dar a palavra,

não dar oportunidade

para que o ouvinte

também exerça a função de falar,

e expressar sua experiência de vida.

 

Podemos ser pessoas

carregadas de conhecimento e conceitos,

mas ao mesmo tempo, vazios

ou descarregados de amor.

 

Como é que acontece em família,

lá em casa?

 

Se você participa de uma equipe,

de um grupo, como é lá?

 

Há calor humano nas relações?

 

Há diálogo?

 

Todos têm direito

a ouvir e a falar?

 

Não há desnível

entre um e outro

porque todos se conhecem.

 

Há um necessário fator:

aproximação.

 

Havendo aproximação

haverá calor.

 

Calor é produzido

onde há energia.

 

Energia existe

onde há sentimentos

e emoções vivas.

 

Onde não há interação

de sentimentos e emoções,

as relações permanecem

no nível da superficialidade.

 

Aí não há lugar para nada

a não ser para a apatia e a indiferença.

 

Não haverá respostas,

mas omissões e descomprometimento.

 

Podemos olhar para a pessoa

que aparece na nossa frente,

e dirigir nossas palavras

apenas para sua cabeça.

 

Podemos também dirigir a palavra

para a pessoa que está na nossa frente,

não enxergando apenas

a sua fisionomia ou aparência,

mas também o seu valor,

sua dignidade que está

no seu coração.

 

Então sim, teremos

um autêntico relacionamento,

onde deixamos entrar a empatia

e acontecerá reciprocidade,

intercâmbio de energias vitais.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado e publicado no Blog em 06/08/2015.

Não foi publicado ainda no FACE.

 

Mamífero fui, mamífero sou.

Publicado no Blog Heipo

em 06agost2015)

Atualizado em 21 junho 2024

Atualizado em 15/07/2024.

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