O foco na educação
apenas
na esfera intelectual
pode
ter ocasionado
muitos
efeitos ou defeitos colaterais
que
prejudicaram
o
nosso desenvolvimento global ,
essencialmente
mamíferos,
antes
de intelectuais.
Somos
sim, unidade.
O
que queremos alertar
é
para o excesso
e
a carência de um
ou
de outro aspecto
em
nossa personalidade.
Queremos
sim,
o
equilíbrio entre a razão
e o coração.
A
história, não só da humanidade,
mas
de cada um de nós prova isso.
Crescendo
em estatura física
fomos
perdendo a capacidade afetiva,
enfraquecendo
a bateria
e
a energia das emoções.
Hoje,
lendo-nos
e
percebendo-nos
no
rol das nossas costumeiras
relações
interpessoais,
como
nos comportamos?
Sentimos
falta
dos
gestos afetivos?
Sentimos
sim,
rejeição
pelo exagero
e
insistência opressiva e desumana
das
atitudes racionais
dos
comunicadores.
Não
somos apenas intelecto.
Quantas
palestras ouvimos,
nas
quais recebemos
avalanches
de palavras
que
não produzem nenhum efeito?
Gostamos
de ouvir
pessoas
contarem histórias
ou
darem testemunhos de vida,
preferencialmente.
Por
isso gostamos mais
de
músicas e poesias,
pois
despertam
o
que de humano
existe
em nós:
sentimentos
e emoções.
Para
envolver emoções,
ao
comunicador convém
comportar-se
mais,
muito
mais como pai,
mãe,
filho ou irmão.
Se
houver afeto,
atenção,
dedicação,
olhar
no olho,
escutar
e pedir opinião,
e
dar a palavra
para
que o ouvinte
possa
também falar,
aí
sim haverá interação, complemento
e
oportunidade de complementação
e
realização humana.
Eis
o abismo
que há entre os comunicadores,
não
dar a palavra,
não
dar oportunidade
para
que o ouvinte
também
exerça a função de falar,
e
expressar sua experiência de vida.
Podemos
ser pessoas
carregadas
de conhecimento e conceitos,
mas
ao mesmo tempo, vazios
ou
descarregados de amor.
Como
é que acontece em família,
lá
em casa?
Se
você participa de uma equipe,
de
um grupo, como é lá?
Há
calor humano nas relações?
Há
diálogo?
Todos
têm direito
a
ouvir e a falar?
Não
há desnível
entre
um e outro
porque
todos se conhecem.
Há
um necessário fator:
aproximação.
Havendo
aproximação
haverá
calor.
Calor
é produzido
onde
há energia.
Energia
existe
onde
há sentimentos
e
emoções vivas.
Onde
não há interação
de
sentimentos e emoções,
as
relações permanecem
no
nível da superficialidade.
Aí
não há lugar para nada
a
não ser para a apatia e a indiferença.
Não
haverá respostas,
mas
omissões e descomprometimento.
Podemos
olhar para a pessoa
que
aparece na nossa frente,
e
dirigir nossas palavras
apenas
para sua cabeça.
Podemos
também dirigir a palavra
para
a pessoa que está na nossa frente,
não
enxergando apenas
a
sua fisionomia ou aparência,
mas
também o seu valor,
sua
dignidade que está
no
seu coração.
Então
sim, teremos
um
autêntico relacionamento,
onde
deixamos entrar a empatia
e
acontecerá reciprocidade,
intercâmbio
de energias vitais.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Criado
e publicado no Blog em 06/08/2015.
Não
foi publicado ainda no FACE.
Mamífero
fui, mamífero sou.
Publicado
no Blog Heipo
em
06agost2015)
Atualizado
em 21 junho 2024
Atualizado
em 15/07/2024.

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