domingo, 7 de julho de 2024

902.- Infinito, distante e próximo.



 

Tentar pensar, pesquisar,

e dialogar com os outros

sobre o infinito

e sobre a eternidade

nos deixa sozinhos.

 

Um a um

vão saindo de fininho

achando desculpas,

porque quase ninguém

possui conhecimento

sobre este assunto.

 

Mas, como somos teimosos,

permanecemos assim, sozinho,

no barzinho da esquina,

tomando uma cervejinha,

olhando para o céu,

meditando sobre o infinito

que nos envolve. 

 

E você, pode me fazer companhia?

 

Pelo mais, ou pelo menos,

tens paciência

para me escutar?

 

Quero te trazer mais uma notícia

surpreendente, pouco comentada.

 

Já moramos

dentro do infinito,

e que por esta razão

já somos de certa forma,

imortais.

 

Esta tese

terá sustentação

se considerarmos

que o universo

é infinito e

que no infinito,

mora o céu. 

 

Para que o universo

seja considerado infinito

convém admitir a não existência

de paredes ou limites.

 

Sei, sei, não sabemos ainda,

mas se deixarmos nosso espírito

ir livremente lá para cima,

certamente descobrirá.

 

A partir desta afirmação

colocamos o infinito

como sinônimo de eternidade.

 

Se deixarmos nosso espírito falar

vamos chegar à conclusão  

de que já moramos

dentro da eternidade.

 

E se estamos dentro da Terra,

que é um elemento

que se move

dentro do universo infinito,

já somos eternos,

ou algo de nós,

já é eterno,

a nossa alma,

ou o nosso espírito. 

 

A capacidade

de fazer este tipo de leitura

não é da razão,

mas do espírito,

que nos habita,

e que é imortal.

 

O infinito absorve e engloba tudo

o que está no tempo.  


Se estamos no tempo, 

o infinito é distante.

Se estamos na eternidade, 

o infinito é próximo. 


 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Texto desmembrado do 707,

publicado no Blog em 07/07/2024.

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