Tentar pensar, pesquisar,
e dialogar com os outros
sobre o infinito
e sobre a eternidade
nos deixa sozinhos.
Um a um
vão saindo de fininho
achando desculpas,
porque quase ninguém
possui conhecimento
sobre este assunto.
Mas, como somos teimosos,
permanecemos assim, sozinho,
no barzinho da esquina,
tomando uma cervejinha,
olhando para o céu,
meditando sobre o infinito
que nos envolve.
E você, pode me fazer companhia?
Pelo mais, ou pelo menos,
tens paciência
para me escutar?
Quero te trazer mais uma notícia
surpreendente, pouco comentada.
Já moramos
dentro do infinito,
e que por esta razão
já somos de certa forma,
imortais.
Esta tese
terá sustentação
se considerarmos
que o universo
é infinito e
que no infinito,
mora o céu.
Para que o universo
seja considerado infinito
convém admitir a não existência
de paredes ou limites.
Sei, sei, não sabemos ainda,
mas se deixarmos nosso espírito
ir livremente lá para cima,
certamente descobrirá.
A partir desta afirmação
colocamos o infinito
como sinônimo de eternidade.
Se deixarmos nosso espírito falar
vamos chegar à conclusão
de que já moramos
dentro da eternidade.
E se estamos dentro da Terra,
que é um elemento
que se move
dentro do universo infinito,
já somos eternos,
ou algo de nós,
já é eterno,
a nossa alma,
ou o nosso espírito.
A capacidade
de fazer este tipo de leitura
não é da razão,
mas do espírito,
que nos habita,
e que é imortal.
O infinito absorve e engloba tudo
o que está no tempo.
Se estamos no tempo,
o infinito é distante.
Se estamos na eternidade,
o infinito é próximo.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Texto desmembrado do 707,
publicado no Blog em 07/07/2024.

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