O infinito
não me
atormenta
e não
me amedronta,
pelo
contrário,
me cativa.
Em
cada leitura que fazemos,
quando
nos deparamos
com
a palavra ‘infinito’,
sentimos
que somos transportados
para
um sentimento de pequenez,
mas, ao mesmo tempo,
de
orgulho, dignidade
e
esperança otimista.
Existe
uma semente de infinito
em
cada um de nós.
O
espírito que me habita
me
dá este testemunho.
No
nosso dia a dia,
convivemos
com limites:
fazemos
a experiência
da
distância,
das
fronteiras,
do
perto e do longe.
Em
tudo que fazemos
experimentamos
limites.
O
nosso fazer e atuar
está
centrado
nas
experiências do finito.
Sentimos
e fazemos experiências
essencialmente
finitas.
Mas,
por outro lado,
há
algo em nós
que
se familiariza
com
o infinito,
e
que ele não é tão desconhecido,
mas
que é pressentido por nós.
Por
que é que nos sentimos atraídos
por
essa palavra
ou
por essa dimensão do infinito
e
da eternidade?
Qual
é ou quais são
as
experiências que fazemos
do
infinito?
O
que há no infinito
que
nos atrai?
Fazemos
leituras de temas
que
se referem ao macrocosmo.
A
grandeza do Universo,
na
sua largueza
e
profundidade sem fim,
aproxima-nos
com
a ideia de infinito.
Discute-se
hoje,
no
campo das ciências,
a
finitude e a infinitude
do
universo.
A
contagem da idade do Universo
estimada
em 14 bilhões de anos,
já
não nos comove
nem
nos surpreende.
Sabemos
que existem
métodos
científicos,
inquestionáveis,
para
medir e pesar
o
tempo e a idade da vida.
Todos
os elementos simples
já
foram decifrados.
A
ciência moderna
procura
hoje descobrir
e
aplicar as potencialidades
na
agregação de elementos.
Agregar
valores
é
a origem
de
novas sínteses
e
de novas descobertas.
É
por isso que queremos agregar
a
nossa finitude, com o infinito.
A
vasta literatura
sobre
o espírito
e
a espiritualidade
é
outro grande fator de sucesso
da
humanidade.
Quase
esgotamos
o
estudo da matéria
ou
dos elementos subordinados
à
lei da gravidade e do espaço.
Peso,
tamanho, dimensões,
já
estão sob o controle
dos
filhos do Criador.
A
pesquisa sobre o espírito
e
sobre a sua bagagem
imaterial
e infinita,
está
apenas começando.
As
potencialidades não visíveis
que
existem no ser humano,
como
a liberdade,
a
imaterialidade do pensamento,
a
força invencível do amor,
a
atração do belo e das artes,
a
mágica da música,
as
energias dos ideais,
despertam
em cada um de nós,
sonhos
e esperanças
cada
vez maiores.
A
nossa racionalidade
consegue
penetrar
dentro
dessa dimensão
que
não nos é totalmente desconhecida.
O
conhecimento espiritual
nos
aproxima
e
encurta distâncias infinitas.
Para
onde vamos?
Vamos
para o futuro.
É
neste caminho evolutivo,
que
estamos investindo
desde
a pré-história.
E,
se, desde lá,
começamos
a conhecer o infinito,
talvez
antes possamos,
pela
nossa capacidade infinita,
espiritual,
ir
até lá, no futuro,
e
de lá trazer as respostas
que
hoje já sentimos falta.
Se a nossa natureza maior é espiritual
e se o espírito é imaterial e eterno
o que estamos esperando
para investir no futuro, infinito?
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Texto
desmembrado do 707
Publicado
no FACe e no Blog em 07/07/2024.

Nenhum comentário:
Postar um comentário