domingo, 7 de julho de 2024

686.- Arte. A arte atrai, cativa, deixa saudades, e alimenta a esperança.

 


Não nos contentamos

            com os produtos

                que uma sociedade dividida
                       e fragmentada nos oferece.

Estamos sempre
em busca de nutrientes
que satisfaçam a dignidade
do material eterno
do qual somos feitos.

Não é tanto as obras de artes
que desejamos admirar,
mas o Artista
que inspira ou produz
as obras de arte.

A religião e a arte
sempre andaram
de mãos dadas.

Na religião,
desde os tempos do Jesus Histórico,
pedimos sinais,
desejamos ver milagres
para amenizar
as resistências
para o exercício
da atividade da fé.

As peregrinações,
as viagens nacionais e internacionais
acontecem,
quase sempre,
em busca
da contemplação
das artes.

A religião
pode entrar em crise,
como acontece em todas as épocas,
mas a arte nunca está acrisolada,
está sempre disponibilizada,
em constante exposição,
manutenção e renovação.

A religião
não se deixa facilmente atualizar.

A arte sim, permite,
e se apresenta, como amiga,
sustentando os alicerces da religião.

Não queremos,
nem pelos efeitos colaterais,
criticar as religiões.

Queremos olhar mais no fundo,
os porquês da religião
não acompanhar
a constância da arte.

Na raiz, a arte é religiosa,
religa-nos ao transcendente,
ao que é permanente,
ao Artista, Criador.

As obras de arte
revelam muito do Artista,
da perfeição do Artista,
das intenções do Artista,
do espírito
que move o Artista.

As obras de arte
revelam
a biografia
do Artista.

É esse o motivo
que nos leva a procurar,
a visitar,
a conhecer
as obras de arte.

Estamos muito mais
à procura do Artista,
do Deus Invisível
que se deixa encantar
e se revela, muito mais
pelas obras de artes
do que pelos esforços humanos
da religiosidade.

A leitura que fazemos ao olhar
para uma obra de arte,
é de ordem espiritual,
mais de adoração
do que admiração.

Ao contemplar a beleza,
a harmonia e a unidade,
atributos das obras de arte,
os sentimentos ou emoções
que sentimos
em nosso íntimo,
é de exultação,
de gemidos e murmúrios,
saudade ou esperança,
de um encontro
com o Deus,
nosso Pai.

A experiência mais profunda
que acontece ao contemplar
as obras de arte,
são místicas,
misturando nossa frágil
e carente humanidade
aos desejos de perfeição
e eternidade.



Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 21/10/2019
FOTO ATUALIZADA EM 07/07/2024

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