quarta-feira, 24 de julho de 2024

908.- Eu, quem sou? Quem serei?

 



Quem sou, quem serei? 

 

Primeiro tenho de responder

“quem serei”

para tentar responder,

“quem sou”.

 

Sou mais

do que minhas aparências.

Já sou filho do eterno,

sem ainda ser o que serei.

 

Sou mais do que aparento.

Vocês só enxergam meu corpo, morrível.

Mas minha essência espiritual, invisível,

já é imortal.

 

Sou muito mais 

do que a periferia 

do meu corpo.

 

Não sou 

só aquele 

que aparece 

diante do espelho. 

 

O que aparece,

desaparecerá.

 

O que não aparece,

a força invisível,

que me mantém visível,

permanecerá.

 

O que há de humano em mim,

meu corpo, se transformará em pó.

 

O espírito que me habita,

permanecerá, vivendo,

para sempre.

 

A resposta para a pergunta

‘quem sou’

é plenamente respondida,

em toda sua completude,

quando incluímos Deus,

nosso Pai Criador

em nossa vida.

 

A resposta para a pergunta

‘quem sou’

jamais será respondida,

a contento, plenamente,

sem que haja referência

e ligação com o Deus Criador.

 

A vinda do Jesus Cristo,

sua missão e sua mensagem

trouxe as luzes

para enxergarmos com clareza

um modelo, um ídolo eterno

para configurarmos

nosso modo de ser

e viver na Terra.

 

‘Quem sou’

só terá sentido

e justificará qualquer esforço,

se incluir: quem serei.

 

‘Quem serei’

depende do conceito

que tenho de mim, hoje.

 

Quem sou? Quem serei?

 

Depende da visão de mundo.

 

Depende do estilo de vida,

depende das pessoas com quem convivo,

depende das leituras de faço,

dos cursos que fiz,

depende dos projetos futuros.

 

Depende da minha visão,

egoísta ou social,

depende de como considero

e trato as outras pessoas. 

 

‘Quem sou’

leva necessariamente à pergunta,

“quem somos?”,

uma vez que o meu destino

é o destino de todos nós.

 

A visão de mundo

se amplia.

 

Percebemos

que a questão proposta

não é individual.

é coletiva. 

 

A resposta,

qualquer resposta,

não será individual. 

 

Será coletiva, social, abrangendo

todos, toda a humanidade.

 

Se focarmos nossa atenção

para uma leitura da sociedade de hoje,

da população do mundo,

ainda vemos uma distância muito grande

que há entre a realidade

e o ideal da vida fraterna.

 

Se obedecêssemos

aos ditos do Jesus Cristo

que ensinou que deveríamos

colocar a oração do Pai Nosso

como regra de vida, aí sim,

estaríamos vivendo como irmãos. 

 

Quem sou?

– Sou filho do Deus Pai Criador.

 

Quem sou?

– Sou seu irmão, sua irmã.

 

Quem sou?

Se obedecermos ao Deus Pai

e vivermos como irmãos ou irmãs,

iremos encontrar e viver

a resposta fundamental

da existência humana.  

 

Ser irmão, ser fraterno,

não é o estilo de vida

para viver lá para o céu.

 

É para se viver agora,

aqui na Terra.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

 

Leia outros textos:

http://heiposworld.blogspot.com.br

 

Publicado no Blog Heipo World 17/12/2016

Atualizado publ no FACE em 24.04.2024

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