terça-feira, 16 de julho de 2024

115.- Ego. O ego é mau conselheiro e traiçoeiro.


A vida dentro da Terra é um pacote

que contém todas as coisas,

as boas e as ruins,

ambas necessárias,

para o crescimento.  

  

Conviver com todas,

é sabedoria.

 

Quando vem a dor e o sofrimento,

convém aceitá-los e vivê-los,

como vivemos,

as alegrias e sucessos.

    

Cada um constrói

um conceito de si e da vida,

em cima do que o ego apresenta

como sendo modelo,

o modelo verdadeiro.

 

O ego sugere,

como modelo,

o poder, o orgulho,

as posses ou apegos às posses,

apego ao conceito que temos

de nós mesmos,

apego à nossa própria vida.

 

A mente

é a ferramenta do ego.

  

A mente

cria falsas realidades,

sonhos irrealizáveis,

ilusões, imaginações,

fantasmas, vida irreal.

 

“Nada que você crie

em sua mente

poderá ser tomado

como realidade”.

Michael Singer.

 

A mente

nos afasta da realidade,

criando conflitos,

pressões, tensões

e desequilíbrios.

  

Ela cria

uma vida irreal

e nós montamos

o nosso eu ideal

e o ideal da vida,

em cima dos dois critérios do ego:

APARECER E TER.

 

A vida espiritual

é baseada na pobreza,

na ausência de ambições,

na aceitação do que somos

e temos.

  

A vida, espiritual,

é a vida nua e crua,

sem enfeites,

vivida no presente,

como presente recebido,

a cada momento renovado.

 

A serenidade

é a saúde da alma.

É a paz almejada. 

É a vida no paraíso.

 

Estes são valores

que já estão em nós,

em nosso SER.

  

Não precisamos ir atrás.

  

Quando reconhecemos 

nossa pobreza e a indigência,

o ego procura nos iludir,

sugerindo a criação

de máscaras,

para aparecermos

como não somos.

  

Viver como o ego sugere,

dá muito trabalho,

causa-nos muitas fadigas

e energias desperdiçadas.

  

E a vida é tão simples,

quando se dá atenção,

ao espírito presente em nós.

  

Para algumas pessoas,

crescer e evoluir,

é uma constante luta,

pessoal, íntima,

para fazer,

a mente e o ego calar-se.

  

Quem está alerta,

e que percebe tudo isso,

é a consciência.

  

O ego

puxa para baixo,

apegando-se,

amarrando seu espírito

nas coisas supérfluas.

 

A consciência

revela a transcendência,

a liberdade,

a vontade de voar,

sem pesos, sem apegos,

sem pó e areia nas asas.  

 

Deixe-me viver,

livre das ambições,

e das coisas que não preciso.

 

Deixe-me SER

o que SOU,

aberto.

 

“Quando você terminar

de brincar

com o temporal e o finito,

você vai se abrir

para o eterno e o infinito”.

Michael Singer.

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Criado em 27/08/2018

Publicado no Blog Heipo’ World

e no FACE em 28/08/2018

Atualizado em 16/01/2024 

Atualizado em 16/07/2024.

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