Quem ganhará?
Ganhará aquele time
que tiver os jogadores
em melhores condições,
mais preparados.
Antes de começar o jogo,
há todo um envolvimento dos torcedores,
principalmente entre os mais
apegados aos times.
Há expectativas e palpites.
Torcidas dos dois lados.
Quem estará em condições
de ganhar o jogo?
Existem alternativas?
Alguém está em vantagem?
Sim, há vantagens.
Quando o time joga
no seu próprio campo,
é mais provável e mais natural
que a vitória seja de quem joga em casa.
Existem muitos fatores
a favor de quem joga em casa,
como por exemplo,
a familiaridade com o campo,
a torcida que comparece,
a adaptação ao clima natural da região.
O time de fora
enfrenta algumas resistências
e, de certa forma, entra em campo
com algumas desvantagens
que não lhe dão muitas chances de vitória.
Mas jogo é jogo.
Costumamos ouvir
dos locutores esportivos
que jogo de futebol
é uma caixinha de surpresas.
Não podemos prever ainda
os resultados.
Fora do campo
existem as propagandas
e os propagandistas,
mostrando as qualidades de cada time.
Fora do campo os patrocinadores
investem recursos nos eventos,
querendo resultados.
Fora do campo
está toda a multidão,
todos procurando criar um ‘clima’
em cima da disputa, com a finalidade
de despertar a motivação
e outras virtudes...
e alguns desequilíbrios.
E de fato acontecem conflitos,
discussões e brigas,
porque cada um
criou na sua cabeça
esquemas mentais
que somos adversários,
e como adversários, somos inimigos.
Um evento esportivo,
alegre, pode resultar em separações,
divisões e até rompimento de amizades
e vínculos familiares.
Cada time,
o time da Terra por exemplo,
não tem só um técnico.
São milhares, milhões
e até bilhões de técnicos.
Cada um tem um palpite a dar,
uma opinião a defender,
um argumento a se apegar
e julgamentos a expor.
O time do Céu
só tem um Técnico,
harmonioso, pacificador
e acima de tudo, unificador.
Dá a impressão
de que vai acontecer uma goleada,
a favor do céu.
A partir de agora,
senhoras e senhores,
recomeça o jogo.
“Vi os gurus
multiplicarem os olhares ao céu,
mas manterem
o coração enterrado
nos desejos terrenos”.
Gibran Kahlil Gibran
06/01/1883-10/04/1931.
Foi ensaísta, filósofo, prosador, conferencista,
pintor,
poeta e artista Libanês.
Nasceu em Bicharre e morreu
em Nova Iorque, EUA.
Autor de ‘Asas partidas’,
‘O Profeta’, entre
outros.
Um gol para o time do céu.
Mas, logo em seguida,
nem deu tempo para comemorar
e olha aí o empate.
Olha-se para o céu,
mas com os pés e os interesses
no time da terra.
Alguns torcedores mudaram,
esqueceram o time de origem.
Existirá no campo,
algum jogador vendido?
Tudo é possível. É um jogo.
Qual dos dois times investe mais
no preparo físico, no preparo mental e
espiritual?
“Aquilo que pedimos aos céus
muitas vezes
encontra-se em nossas mãos”.
William Shakespeare 26/04/1564-23/04/1616.
Foi dramaturgo, escritor e poeta inglês. Nasceu,
viveu e faleceu em
Stratford-upon-Avon, Reino Unido.
É considerado o maior escritor do
idioma inglês
e o mais influente dramaturgo do mundo.
Sua obra mais conhecida é
Romeu e Julieta.
Escreveu romances, comédias, tragédias
e dramas históricos.
De novo, o céu em vantagem.
Mas nem dá tempo para comemorar ...
empate de novo.
Quando o Sr. William Shakespeare
diz que temos a capacidade de ganhar o jogo,
que o jogo está nas nossas mãos,
é difícil acreditar: Estamos ainda divididos.
Até parece que estamos torcendo contra.
"A não ser que aquilo que conhecemos
sobre o Paraíso Terrestre
tenha sido uma literatura do futuro,
uma profecia que pode ser realizada".
(Carlos Mesters).
O que conhecemos sobre o Paraíso Terrestre,
onde o Adão e a Eva começaram a existência,
talvez não foi um
acontecimento do passado ...
talvez seja uma Profecia
com a possibilidade
de ser realizada.
É para pensar e ver se trazemos de volta
alguns torcedores para o time do Céu.
Além da torcida, dos jogadores,
dos técnicos, tem mais um personagem
que faz parte do jogo.
É o Sr. Juiz.
O Juiz
é aquele personagem
que fica correndo no meio do campo,
procurando ficar o quanto possível,
mais perto da bola,
acompanhando todas as jogadas,
tanto de ataque como de defesa.
Está no meio do campo e dentro do jogo
como alguém imparcial,
corrigindo todas as jogadas não permitidas
nos manuais e, mantendo a autoridade
com o que pode e o que não pode
dentro do campo e do jogo.
Aplica vários cartões amarelos.
Raramente aplica o cartão vermelho.
O distinto William Shakespeare
teve a audácia e a coragem de dizer que:
“O céu ainda está
acima de tudo.
E lá preside um juiz
que nenhum diretor pode corromper”.
Por isso, o juiz do jogo
é a personalidade mais importante.
Tão importante
que sem ele o jogo não acontece.
Supomos que o time do Céu
esteja perdendo...
Se não estamos presentes,
confiamos no que escutamos,
lemos ou vemos nos meios de comunicação.
Somente estaremos
por dentro dos resultados
quando procurarmos,
quando formos atrás
das informações e notícias
divulgadas pelo Técnico Oficial.
Ouvimos mais foguetórios
sobre o time da Terra.
Há muita propaganda,
cartazes, outdoors,
insistindo nos craques do time da Terra.
Não estamos presentes
em todos os jogos da vida.
Assistimos algum jogo,
somente de vez em quando.
E nunca temos acesso
aos jogos que estão acontecendo
em outras geografias.
Quer queira quer não,
fazemos parte de algum time.
Estamos ganhando?
Estamos perdendo?
Você sabe.
Raras são as notícias
sobre os jogadores do time do Céu.
Atualmente, ouvimos falar bem
de um craque argentino, o Francisco.
Marcou belos gols
Nos fez acreditar na vitória do Céu.
Mas o jogo continua.
Aqui, no caso,
é o jogo entre o Céu e Terra.
Quem vai ganhar?
O jogo ainda está em andamento
e está dando empate.
Não podemos julgar os porquês,
só podemos 'aceitar' que seja assim.
Entenda aceitar como sinônimo
de 'não resistência', 'não violência',
'não julgamento'.
Se o time do céu ganhar,
o time da Terra também ganha.
Se o time do Céu perder,
o time de Terra também perderá.
Faremos revisões
e planejaremos as estratégias
para o próximo campeonato.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado em 19/05/2016.
Atualizado em 06/04/2026

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