Certo dia conversando com um amigo,
confidenciou que estava confuso,
sentindo-se como se estivesse faltando algo.
Permaneci com aquela pergunta
latejando em minha cabeça.
O que estaria faltando?
Os dias passaram
e fiquei pensando
como foi que ele chegou àquela situação.
O que teria ocasionado tais sentimentos
ou pensamentos.
Noutro dia,
no momento em que peguei uma receita
para fazer pão, voltou-me aquele diálogo
com o amigo. Ai pensei:
para fazer pão, gostoso,
rescido, tenho que
seguir
uma receita.
Na receita de pão sugere-se
colocar
duas colheres cheias de açúcar
e uma colher rasa de sal ...
e outros ingredientes.
Puxa vida, porque misturar
sal com açúcar?
– Sei lá, só sei dizer que o
pão
fica com bom sabor
seguindo esta receita.
É uma receita formidável
para agregar valor no pão da vida,
no bolo festivo dos dias ensolarados
ou nebulosos.
Foi aí que tilintou
na minha cachola cerebral,
três elementos a serem agregados
no pão da vida:
renunciar,
escolher
e decidir.
Renunciar é
deixar de lado.
É recusar, rejeitar.
É uma escolha difícil.
É como o sal, salgado.
Às vezes é difícil renunciar,
mas para que a confusão
e a desorientação se afastem
da horta da nossa vida,
parece que temos que renunciar
àquilo que não preenche
os vazios internos,
necessitantes de ingredientes robustos,
carregados de vitaminas
e nutrientes permanentes.
Escolher
é renunciar algo
para optar por outra coisa,
outro elemento, outra alternativa.
Escolher
é algo que está mais perto
daquilo que gostamos.
Já tem sabor e atrai.
Contém valores
que atendem às necessidades básicas
do organismo e atendem também
às expectativas psicológicas
e espirituais.
Decidir
é firmar-se,
comprometer-se
e envolver
todas as outras potencias
em direção àquele valor
ou àquele caminho
ou àquelas atitudes.
Produz efeitos vitamínicos
de alto teor de energia.
Em que pé você está?
– Quero dizer: como você está se sentindo,
levando o barco da sua vida?
Como é que está
o sabor do teu pão,
do teu bolo?
Você tem curtido
a tua vida
como se estivesse degustando
pepinos azedos, frutas cítricas
ou pão saboroso
ou pudim de leite
que fazem brotar salivas
no céu da nossa boca?
Você tem prestado atenção no teu paladar?
Quero dizer, nas tuas renuncias,
escolhas e decisões?
Neste momento
você tem a escolha de parar,
decidir,
e ir para a frente do teu computador
e digitar no Google,
estas três palavras,
e pesquisar mais ainda,
cada uma delas
e colocar na receita
para transformar
o bolo da tua vida
num prato gostoso de degustar.
Mas veja bem, quando você abre o Google
e pesquisa qualquer coisa,
abrem-se centenas e até milhares de páginas
sobre o assunto que você escolheu.
É aí que entra, de novo,
a renúncia, a escolha e a decisão.
Se você abrir o primeiro título
que fala sobre renúncia,
pode ser que seja um texto
de uma pessoa masoquista
e este texto não te
fará bem.
Se você abrir o segundo título
que fala sobre renúncia,
talvez o escritor seja pessimista
ou avalie este termo
como se renunciar
fosse um desvalor.
Então você percebe
que você sempre tem diante de si
muitas ofertas de produtos,
oportunidades, sugestões e tentações.
Se você está atento,
esperto, ativo,
tem tempo para avaliar.
Se você está com o piloto automático ligado
não perceberá que está sendo absorvido
pelas iscas que a propaganda
e a literatura estratégica planejaram.
Existe um termo para esta situação:
pesquise o que é NOOFAGIA
e você ficará surpreso
com a definição deste termo.
Percebemos
que estamos constantemente
em frente a renúncias, escolhas e decisões.
Escolher bem
então torna-se o fator
de satisfação e realização.
Mas, o que nos dá a certeza
de que estamos escolhendo bem?
A escolha
é bem feita
quando escolhemos
aquilo que nos aperfeiçoa,
fortalece e imortaliza,
não nos deixa confusos,
vazios ou com a consciência pesada.
Quando nos sentimos desorientados
é porque estamos divididos.
Não estamos tendo força suficiente
para renunciar,
nem para escolher,
tampouco para decidir.
Decidir
supõe consciência alerta e ativa,
supõe comando e pés no freio,
mãos na direção,
clareza de visão,
valores referenciais.
Renunciar
é não querer. É recusar.
Não quero
e por isso recuso
aquilo que não vai me trazer a paz.
Renuncio
aquilo cujas consequências
não me deixarão em paz
ou não agregarão valor
ao meu existir.
É só isso. Nada mais.
Pode até ser doce no momento,
mas as consequências serão amargas.
Olha aí o sal.
Paulo de Tarso, depois São Paulo Apóstolo,
escrevendo aos habitantes de
Éfeso,
fez esta orientação sobre a renúncia:
Renunciai à
vida passada,
despojai-vos do homem velho,
corrompido pelas concupiscências enganadoras.
Renovai sem cessar
o sentimento da vossa alma
e revesti-vos do homem novo,
criado à Imagem do Deus Pai,
em verdadeira justiça e santidade.
Escolher.
"Consciência é sinônimo de escolha".
Henri Bérgson
ou
Henri Louis Bergson 18/10/1859-04/01/1941.
Foi filósofo e diplomata francês.
Nasceu e morreu em Paris, França.
Recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1927.
Valoriza a intuição no seu sistema filosófico.
A partir do que afirma Henri Bérgson,
deduzimos que
só fazemos as boas escolhas
quando estamos conscientes.
Estar consciente, hoje,
é algo exigente,
já que não gostamos de parar,
nem de fazer silêncio,
nem de avaliarmos a nós mesmos.
"Tornando-se
um consciente criador
de escolhas, você começa a gerar
ações
que são evolucionárias para você".
Deepak Chopra
22/10/1947.
É médico, escritor e professor norte americano.
Nasceu em Nova Deli, na
Índia.
É professor na área de espiritualidade
e medicina corpo-mente.
"A filosofia de vida de uma pessoa
é expressa pelas escolhas que a pessoa
faz.
A longo prazo moldamos nossas vidas
e moldamos a nós mesmos.
O processo
nunca termina
até que morramos.
E, as escolhas que fizemos são,
no final das
contas,
nossa própria responsabilidade."
Eleanor Roosevelt
ou Anna Eleanor
Roosevelt 11/10/1884-07/11/1962.
Foi escritora norte americana e esposa
do
ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt.
Nasceu e morreu em Nova
Iorque, EUA.
"Precisamos
ensinar
à próxima geração de crianças,
a partir do primeiro dia,
que eles são
responsáveis por suas vidas.
Podemos fazemos nossas escolhas
baseadas no amor ou no medo."
Elizabeth
Kubler-Ross 08/07/1926-24/08/2004.
Foi médica psiquiatra e escritora sueca.
Nasceu em Zurique, Suiça e
morreu em Scottsdale, Arizona, EUA.
Escreveu
temas referentes à morte.
Autora dos livros ‘Sobre a Morte e o Morrer’;
‘Morte
é o estágio final da evolução’;
‘Perguntas e respostas sobre a Morte’;
‘A
morte, um amanhecer’;
‘A roda da vida’, e outros.
Og Mandino* dá
alguns conselhos:
Use com sabedoria
o teu poder de escolha:
"Escolha amar – em vez de odiar
*Og Mandino
ou Augustine Mandino
12/12/1923-03/09/1996.
Foi alcóolatra, escritor e palestrante italiano
que
viveu nos Estados Unidos.
Nasceu em Framingham, Massachusetts
e morreu em
Antrim, New Hampshire, EUA.
Foi um famoso guru no setor de vendas.
Autor do
livro ‘O maior vendedor do mundo’.
Decidir.
"É a
capacidade de decidir
que
faz de nós seres humanos."
Madeleine L’Engle
29/11/1918-06/09/2007.
Foi escritora norte americana.
Nasceu e morreu em Nova Iorque,
EUA.
"Decida-se, aja e enfrente as consequências,
porque nada de
bom se faz neste mundo,
vacilando."
Thomas Henry
Huxley 04/05/1825-29/06/1895.
Foi cientista, biólogo e escritor inglês.
Foi um
dos principais defensores
da Evolução de Charles Darwin.
Nasceu em Earling,
Middlesex, Reino Unido,
e morreu em Eastbourne, Sussex, Reino Unido.
Se “a decisão é
um ato de liberdade
que brota do fundo do ser, em silêncio”,
disse Frei
Almir Ribeiro Guimarães,
então podemos concluir que está faltando,
e muito,
visitar e cultivar
este extraordinário
resolvedor de problemas:
o silêncio.
"Uma decisão inclui
a seleção
e a formulação de alternativas."
Kenneth Burke
ou
Kenneth Duva Burke 05/05/1897-19/11/1993.
Foi filósofo e teórico da literatura norte americano.
Nasceu em Pittsburgh, Pennsylvania, EUA
e morreu em Andover, Nova
Jérsei, EUA.
"A chave
é escolher. Você tem
opções.
Sempre há uma forma melhor de viver."
Og Mandino ou
Augustine Mandino
12/12/1923-03/09/1996. Foi alcóolatra, escritor
e palestrante
italiano que viveu nos Estados Unidos.
Nasceu em Framingham, Massachusetts, EUA
e morreu em Antrim, New Hampshire, EUA.
"São as
nossas escolhas
e não
as nossas habilidades
que verdadeiramente mostram quem somos."
J K Rowling
ou Joanne (Jo) Kathleen Rowling 31/07/1965.
É escritora inglesa de
ficção.
Autora da série Harry Potter.
Nasceu em Yate, Inglaterra, Reino
Unido.
Informação
relaciona-se com decisões,
e é a matéria-prima
para a tomada de decisões.
"A essência
do planejamento e do controle
é a tomada
de decisão.
Esta, por sua vez,
depende de informações oportunas,
de conteúdo
adequado e confiável."
Sérgio Rodrigues
1927-01/09/2014.
Foi designer de móveis, arquiteto
e professor brasileiro.
Nasceu e morreu no Rio de Janeiro.
Autor do Livro Sistemas de Informação:
um enfoque gerencial’. São Paulo; Atlas; 1985, pg. 45.
"O primeiro
passo para chegar
a qualquer lugar é decidir
que não vais permanecer onde estás."
John Pierpont
Morgan 17/04/1837-31/03/1913.
Foi banqueiro, financista
e colecionador de arte norte americano.
Nasceu e morreu em Hartford,
Connecticut, EUA.
"O ser
humano
não é completamente condicionado e definido.
Ele define a si próprio
seja cedendo às circunstâncias,
seja se insurgindo diante delas.
Em outras
palavras, o ser humano
é essencialmente dotado de livre-arbítrio.
Ele não
existe simplesmente,
mas sempre decide como
será sua existência,
o que ele se tornará no momento seguinte."
Victor Emil Frankl
26/03/1905-02/09/1997.
Foi medico psiquiatra, neurologista
e escritor
austríaco. Nasceu em Leopoldstadt,
na Austria e morreu em Viena, Austria.
Foi o
fundador da Logoterapia,
que estuda o sentido existencial do indivíduo
e a
dimensão espiritual da existência.
Autor do livro: A presença ignorada de Deus.
Escreveu mais de 30 livros.
Renuncie.
Escolha.
Decida.
Eneas Paulo Budel Bogucheski.
Atualizado em 29/03/2026
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
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