sábado, 6 de dezembro de 2014

165.- Decisões. Renunciar, escolher e decidir.




Certo dia conversando com um amigo,
confidenciou que estava confuso,
sentindo-se como se estivesse faltando algo.

Permaneci com aquela pergunta
latejando em minha cabeça.

O que estaria faltando?

Os dias passaram
e fiquei pensando
como foi que ele chegou àquela situação.

O que teria ocasionado tais sentimentos
ou pensamentos.

Noutro dia,
no momento em que peguei uma receita
para fazer pão, voltou-me aquele diálogo
com o amigo. Ai pensei: 
para fazer pão, gostoso, 
rescido, tenho que seguir
uma receita.

Na receita de pão sugere-se colocar
duas colheres cheias de açúcar
e uma colher rasa de sal ...
e outros ingredientes.

Puxa vida, porque misturar
sal com açúcar? 
– Sei lá, só sei dizer que o pão
fica com bom sabor
seguindo esta receita.

É uma receita formidável
para agregar valor no pão da vida,
no bolo festivo dos dias ensolarados
ou nebulosos.

Foi aí que tilintou
na minha cachola cerebral,
três elementos a serem agregados
no pão da vida:
renunciar,
escolher
e decidir.

Renunciar é deixar de lado.
É recusar, rejeitar.
É uma escolha difícil.
É como o sal, salgado.

Às vezes é difícil renunciar,
mas para que a confusão
e a desorientação se afastem
da horta da nossa vida,
parece que temos que renunciar
àquilo que não preenche
os vazios internos,
necessitantes de ingredientes robustos,
carregados de vitaminas
e nutrientes permanentes.

Escolher
é renunciar algo
para optar por outra coisa,
outro elemento, outra alternativa.

Escolher
é algo que está mais perto
daquilo que gostamos.

Já tem sabor e atrai.

Contém valores
que atendem às necessidades básicas
do organismo e atendem também
às expectativas psicológicas
e espirituais.

Decidir
é firmar-se,
comprometer-se
e envolver
todas as outras potencias
em direção àquele valor
ou àquele caminho
ou àquelas atitudes.

Produz efeitos vitamínicos
de alto teor de energia.

Em que pé você está?
– Quero dizer: como você está se sentindo,
levando o barco da sua vida?

Como é que está
o sabor do teu pão,
do teu bolo?

Você tem curtido
a tua vida
como se estivesse degustando 
pepinos azedos, frutas cítricas
ou pão saboroso
ou pudim de leite
que fazem brotar salivas
no céu da nossa boca?

Você tem prestado atenção no teu paladar?
Quero dizer, nas tuas renuncias,
escolhas e decisões?

Neste momento
você tem a escolha de parar,
decidir,
e ir para a frente do teu computador
e digitar no Google,
estas três palavras,
e pesquisar mais ainda,
cada uma delas
e colocar na receita
para transformar
o bolo da tua vida
num prato gostoso de degustar.

Mas veja bem, quando você abre o Google
e pesquisa qualquer coisa, 
abrem-se centenas e até milhares de páginas
sobre o assunto que você escolheu.

É aí que entra, de novo,
a renúncia, a escolha e a decisão.

Se você abrir o primeiro título
que fala sobre renúncia,
pode ser que seja um texto 
de uma pessoa masoquista 
e este texto não te fará bem.

Se você abrir o segundo título
que fala sobre renúncia,
talvez o escritor seja pessimista
ou avalie este termo
como se renunciar
fosse um desvalor.

Então você percebe
que você sempre tem diante de si
muitas ofertas de produtos,
oportunidades, sugestões e tentações.

Se você está atento,
esperto, ativo,
tem tempo para avaliar.

Se você está com o piloto automático ligado
não perceberá que está sendo absorvido
pelas iscas que a propaganda
e a literatura estratégica planejaram.

Existe um termo para esta situação:
pesquise o que é NOOFAGIA
e você ficará surpreso
com a definição deste termo.

Percebemos
que estamos constantemente
em frente a renúncias, escolhas e decisões.
 
Escolher bem
então torna-se o fator
de satisfação e realização.
 
Mas, o que nos dá a certeza
de que estamos escolhendo bem?

escolha
é bem feita
quando escolhemos
aquilo que nos aperfeiçoa,
fortalece e imortaliza,
não nos deixa confusos,
vazios ou com a consciência pesada.

Quando nos sentimos desorientados
é porque estamos divididos.
Não estamos tendo força suficiente
para renunciar,
nem para escolher,
tampouco para decidir.

Decidir
supõe consciência alerta e ativa,
supõe comando e pés no freio, 
mãos na direção,
clareza de visão, 
valores referenciais.

Renunciar
é não querer. É recusar.

Não quero
e por isso recuso
aquilo que não vai me trazer a paz.

Renuncio
aquilo cujas consequências
não me deixarão em paz
ou não agregarão valor
ao meu existir.

É só isso. Nada mais.
Pode até ser doce no momento,
mas as consequências serão amargas.

Olha aí o sal.

Paulo de Tarso, depois São Paulo Apóstolo, 
escrevendo aos habitantes de Éfeso, 
fez esta orientação sobre a renúncia:

Renunciai à vida passada,
despojai-vos do homem velho,
corrompido pelas concupiscências enganadoras. 
Renovai sem cessar
o sentimento da vossa alma
e revesti-vos do homem novo,
criado à Imagem do Deus Pai,
em verdadeira justiça e santidade.

Escolher.

"Consciência é sinônimo de escolha".
Henri Bérgson 
ou Henri Louis Bergson 18/10/1859-04/01/1941. 
Foi filósofo e diplomata francês. 
Nasceu e morreu em Paris, França. 
Recebeu o prêmio Nobel de Literatura em 1927. 
Valoriza a intuição no seu sistema filosófico.

A partir do que afirma Henri Bérgson, 
deduzimos que só fazemos as boas escolhas 
quando estamos conscientes. 
Estar consciente, hoje, é algo exigente, 
já que não gostamos de parar, 
nem de fazer silêncio,
nem de avaliarmos a nós mesmos.

"Tornando-se um consciente criador 
de escolhas, você começa a gerar 
ações que são evolucionárias para você".
Deepak Chopra 22/10/1947. 
É médico, escritor e professor norte americano. 
Nasceu em Nova Deli, na Índia. 
É professor na área de espiritualidade 
e medicina corpo-mente.

"A filosofia de vida de uma pessoa 
é expressa pelas escolhas que a pessoa faz. 
A longo prazo moldamos nossas vidas 
e moldamos a nós mesmos. 
O processo nunca termina 
até que morramos. 
E, as escolhas que fizemos são, 
no final das contas, 
nossa própria responsabilidade." 
Eleanor Roosevelt 
ou Anna Eleanor Roosevelt 11/10/1884-07/11/1962. 
Foi escritora norte americana e esposa 
do ex-presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt. 
Nasceu e morreu em Nova Iorque, EUA.

"Precisamos ensinar 
à próxima geração de crianças, 
a partir do primeiro dia, 
que eles são responsáveis por suas vidas. 
Podemos fazemos nossas escolhas 
baseadas no amor ou no medo."
Elizabeth Kubler-Ross 08/07/1926-24/08/2004. 
Foi médica psiquiatra e escritora sueca.  
Nasceu em Zurique, Suiça e 
morreu em Scottsdale, Arizona, EUA. 
Escreveu temas referentes à morte.
 Autora dos livros ‘Sobre a Morte e o Morrer’; 
‘Morte é o estágio final da evolução’; 
‘Perguntas e respostas sobre a Morte’; 
‘A morte, um amanhecer’; 
‘A roda da vida’, e outros. 

Og Mandino* dá alguns conselhos: 
Use com sabedoria 
o teu poder de escolha:

"Escolha amar – em vez de odiar

Escolha rir – em vez de chorar

Escolha criar – em vez de destruir

Escolha perseverar – em vez de desistir

Escolha louvar – em vez de difamar

Escolha curar – em vez de ferir

Escolha dar – em vez de roubar

Escolha Agir – em vez de adiar

Escolha crescer – em vez de apodrecer

Escolha orar - em vez de amaldiçoar

Escolha viver – em vez de morrer."
*Og Mandino 
ou Augustine Mandino 12/12/1923-03/09/1996. 
Foi alcóolatra, escritor e palestrante italiano 
que viveu nos Estados Unidos. 
Nasceu em Framingham, Massachusetts 
e morreu em Antrim, New Hampshire, EUA. 
Foi um famoso guru no setor de vendas. 
Autor do livro ‘O maior vendedor do mundo’.

Decidir.

"É a capacidade de decidir 
que faz de nós seres humanos." 
Madeleine L’Engle 29/11/1918-06/09/2007. 
Foi escritora norte americana. 
Nasceu e morreu em Nova Iorque, EUA.

"Decida-se, aja e enfrente as consequências, 
porque nada de bom se faz neste mundo, 
vacilando."
Thomas Henry Huxley 04/05/1825-29/06/1895. 
Foi cientista, biólogo e escritor inglês. 
Foi um dos principais defensores 
da Evolução de Charles Darwin. 
Nasceu em Earling, Middlesex, Reino Unido, 
e morreu em Eastbourne, Sussex, Reino Unido.

Se “a decisão é um ato de liberdade 
que brota do fundo do ser, em silêncio”, 
disse Frei Almir Ribeiro Guimarães, 
então podemos concluir que está faltando, 
e muito, visitar e cultivar 
este extraordinário 
resolvedor de problemas:
o silêncio.

"Uma decisão inclui a seleção 
e a formulação de alternativas." 
Kenneth Burke 
ou Kenneth Duva Burke 05/05/1897-19/11/1993. 
Foi filósofo e teórico da literatura norte americano
Nasceu em Pittsburgh, Pennsylvania, EUA 
e morreu em Andover, Nova Jérsei, EUA.

"A chave é escolher. Você tem opções. 
Sempre há uma forma melhor de viver." 
Og Mandino ou Augustine Mandino 
12/12/1923-03/09/1996. Foi alcóolatra, escritor 
e palestrante italiano que viveu nos Estados Unidos. 
Nasceu em Framingham, Massachusetts, EUA 
e morreu em Antrim, New Hampshire, EUA.

"São as nossas escolhas 
e não as nossas habilidades 
que verdadeiramente mostram quem somos." 
J K Rowling 
ou Joanne (Jo) Kathleen Rowling 31/07/1965. 
É escritora inglesa de ficção. 
Autora da série Harry Potter. 
Nasceu em Yate, Inglaterra, Reino Unido.

Informação 
relaciona-se com decisões
e é a matéria-prima 
para a tomada de decisões.

"A essência do planejamento e do controle
é a tomada de decisão. 
Esta, por sua vez, 
depende de informações oportunas, 
de conteúdo adequado e confiável."  
Sérgio Rodrigues 1927-01/09/2014. 
Foi designer de móveis, arquiteto 
e professor brasileiro. 
Nasceu e morreu no Rio de Janeiro. 
Autor do Livro Sistemas de Informação: 
um enfoque gerencial’. São Paulo; Atlas; 1985, pg. 45.

"O primeiro passo para chegar 
a qualquer lugar é decidir 
que não vais permanecer onde estás."
John Pierpont Morgan 17/04/1837-31/03/1913. 
Foi banqueiro, financista 
e colecionador de arte norte americano. 
Nasceu e morreu em Hartford, 
Connecticut, EUA.

"O ser humano 
não é completamente condicionado e definido. 
Ele define a si próprio 
seja cedendo às circunstâncias, 
seja se insurgindo diante delas. 
Em outras palavras, o ser humano 
é essencialmente dotado de livre-arbítrio. 
Ele não existe simplesmente, 
mas sempre decide como será sua existência, 
o que ele se tornará no momento seguinte." 
Victor Emil Frankl 26/03/1905-02/09/1997. 
Foi medico psiquiatra, neurologista 
e escritor austríaco. Nasceu em Leopoldstadt, 
na Austria e morreu em Viena, Austria. 
Foi o fundador da Logoterapia, 
que estuda o sentido existencial do indivíduo 
e a dimensão espiritual da existência. 
Autor do livro: A presença ignorada de Deus. 
Escreveu mais de 30 livros.

Renuncie.
Escolha.
Decida.


Eneas Paulo Budel Bogucheski.

Atualizado em 16/05/2016. 
Atualizado em 29/03/2026

eneaspb@gmail.com  41 98854 5166



  

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