Venha vento,
avise,
que você esta por aqui.
Devagar, lenta,
ou ferozmente,
me inspire
a ser como ti.
Venha me visitar,
brincar,
acariciar minha alma,
que aspira
e respira por ti.
Venha vento,
na intimidade.
...
Não à literatura.
Sim, ao tato, ao perfume.
Venha vento,
entre aqui dentro,
repõe ar puro,
expire o ar parado,
contaminado, estacionado.
Abro as narinas,
abro as portas e janelas.
Aguço os ouvidos,
afino o paladar
Necessito de ar puro
que amplie minha sensibilidade
e que ative a percepção do perfume invisível
O perfume
sobe para os céus
procurando contato
com a divindade.
Perfume,
leve-me junto contigo,
não me deixe aqui,
sem cheiro nenhum.
Quisera ser,
neste ad-vento,
como o perfume
renovado,
capaz de preencher
as entranhas,
exalando na pele,
boas vindas,
hospitalidade.
No ar puro,
no perfume,
O ambiente contagia
festa e alegria.
O nariz,
revela sua importância
abre-se, acolhe,
deixando entrar.
O que entra pelo nariz
é invisível, transparente,
mas, tão logo seja sentido,
o perfume materializa-se
em sensações místicas,
em sintonia fina,
com o mistério,
indizível.
O perfume
tem algo a ver
com a excelência
da hospitalidade.
O perfume
tem algo a ver
com o que está vivo,
com a alegria.
Neste ad-vento,
Perfume-se.
Perfume sua casa
e surpreenda.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com - 41 98854 5166
Atualizado em 08/12/2016
Atualizado em 08/04/2026
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