segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

179.- Vento. Venha vento, renova-me por dentro.



Venha vento,
avise, 
que você esta por aqui.

Devagar, lenta,
ou ferozmente,
me inspire 
a ser como ti.

  Venha me visitar,
      brincar, 
         acariciar minha alma,
               que aspira 
                   e respira por ti. 

Venha vento,
         direto, sem demora,
             sem cerimônias e rituais.
 
Aplainai os caminhos,
endireitai os atalhos,
suavizai as subidas
encerai as descidas.
 
Encurtai as distancias.
 
Destruí as resistências.

Aumentai a proximidade.
 
Te espero, aqui dentro,
na intimidade.

...

        Não à literatura.

        Sim, ao tato, ao perfume.



Venha vento,

entre aqui dentro,
repõe ar puro,
expire o ar parado,
contaminado, estacionado.

Abro as narinas,
abro as portas e janelas.

Aguço os ouvidos,
afino o paladar

Necessito de ar puro
que amplie minha sensibilidade
e que ative a percepção do perfume invisível

O perfume
sobe para os céus
procurando contato
com a divindade.

Perfume,
leve-me junto contigo,
não me deixe aqui,
sem cheiro nenhum.

Quisera ser,
neste ad-vento,
como o perfume
renovado,
capaz de preencher
as entranhas,
exalando na pele,
boas vindas,
hospitalidade.

No ar puro,

no perfume,
O ambiente contagia
festa e alegria.

O nariz,
revela sua importância
abre-se, acolhe,
deixando entrar.

O que entra pelo nariz
é invisível, transparente,
mas, tão logo seja sentido,
o perfume materializa-se
em sensações místicas,
em sintonia fina,
com o mistério,
indizível.

O perfume
tem algo a ver
com a excelência
da hospitalidade.

O perfume
tem algo a ver
com o que está vivo,
com a alegria.  

Neste ad-vento,
Perfume-se.
Perfume sua casa
e surpreenda.

 
Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com  -  41 98854 5166

Atualizado em  08/12/2016

Atualizado em 08/04/2026


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