quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

173.- Profundidade. Sobre as dimensões da superficialidade e da profundidade.




 
 
Em vários textos publicados no Blog Heipo’s World tenho feito referências ao livro do escritor Eckhart Tolle, “Um novo mundo: O Despertar de uma nova Consciência”.
 

Neste texto abaixo
estão incluídas mais algumas citações.
 
 
Lendo o texto
você poderá avaliar-se
dentro destes dois referenciais vitais:
o nível da superfície
que não realiza
e o nível da profundidade
onde estão os valores permanentes,
que possibilitam encontrar
o sentido da vida,
direção,
determinação
e conquistas valiosas.
 
 
Quase tudo o que absorvemos na vida
é descartável, superficial
e pouco necessário.
 
 
De tão anestesiados que estamos,
vivemos na superfície,
 acostumados,
achando
que é natural
este estado de apatia e indiferença
diante de tudo e de todos.  
 
 
Estamos sempre com a cabeça
cheia de pensamentos desconexos,
de coisas desnecessárias.
 
 
Como é que percebemos
ou desconfiamos
que estamos na superfície?
 
 
- quando as coisas começam
a perder o sabor e o valor;
 
 
- quando nossa sensibilidade
não se emociona
vendo cenas trágicas
ou demonstrações
de extrema bondade de pessoas;
 
 
- quando nenhuma música
mexe conosco;
 
 
- quando lemos rapidamente,
querendo chegar ao fim,
sem degustar
ou sem reler trechos importantes,
sem deixar calar
e provocar questionamentos,
sem despertar a vontade
para mudar a direção;
 
 
- quando desmarcamos
compromissos importantes,
com a maior facilidade,
racionalizando dezenas de motivos
não reais;
 
 
- quando a pressa pressiona;
 
 
- quando nossa cabeça
está repleta de barulho, confusão
e falta de direção;
 
 
- quando apenas reagimos,
quando não tomamos mais decisões
e deixamos que a vida
puxe para todos os lados
e tudo passe correndo;
 
 
- quando a insatisfação
toma a maior parte das horas
do nosso dia;
 
 
- quando o pessimismo se instala devagarinho,
tomando conta
de todos os espaços
no mundo dos nossos pensamentos;
 
 
- quando os sintomas
da depressão aparecem,
em consequência
de todos os 'quando' acima.
 

A superfície
é aquilo que aparece
e que permanece
a maior parte do tempo
ocupando nossa atenção,
envolvendo-nos na apatia
e na inércia.
 

Se focamos nosso olhar
e nossa atenção
somente no que vemos,
estamos somente na superfície.
 
Não fomos feitos
para viver somente
na superficialidade.
 
Não alimentamos
a profundidade
do nosso ser existencial
com alimentos
encontrados na superfície.
 
A seiva vital
está na profundidade.

 
Exige-se contato com as raízes
que buscam vitalidade,
na profundidade.

 
É de lá que vem a seiva
com os nutrientes renovadores
e conservadores da vida.
 

“Todas as coisas
possuem uma profundidade insondável. Tudo o que podemos perceber,
sentir e pensar a respeito
é a camada superficial da realidade,
menos do que a ponta do iceberg”. 
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”, Editora Sextante, pg. 28).
 

“Sob a aparência superficial,
todas as coisas estão ligadas
não apenas a tudo o que existe
como também à Origem de toda a vida
da qual procedemos”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”,
página 28).
 

“Sempre que não encobrimos o mundo
com palavras e rótulos,
retorna à nossa vida
a sensação de milagre.
Uma profundidade
volta à nossa vida.
As coisas recuperam sua novidade,
seu frescor.
E o maior de todos os milagres
é vivenciar o eu essencial
antes de qualquer palavras,
pensamentos,
rótulos mentais e imagens”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”,
página 29).
 

“Quanto mais rápidos somos
em ligar rótulos verbais ou mentais
a coisas, pessoas ou situações,
mais superficial
e sem vida
nossa realidade se torna.
Assim, mais fracos
mostramo-nos em relação
ao milagre da vida
que continuamente se desenrola
dentro de nós e ao nosso redor”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo: O Despertar de uma nova Consciência”,
pagina 29).
 

“Por um ato monstruoso de reducionismo,
a profundidade infinita
de quem somos
confundiu-se
com o pensamento do ‘eu’
em nossa mente
e com qualquer outra coisa
com que o ‘eu’ esteja identificado”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”,
página 30).
 

“Nosso eu superficial
vive na dimensão do material.
O que mantém a chamada
sociedade de consumo
é o fato de que tentar encontrar
a si mesmo por meio de coisas,
não funciona:
a satisfação do ego
tem vida curta.
Assim, a pessoa
continua buscando mais,
continua comprando,
continua consumindo”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”, página 37).
 

Ainda há mais.
A profundida dos escritos do autor
está exigindo mais tempo de leitura,
reflexão e aprofundamento.
 

A pesquisa pode continuar
com a sua tomada de decisão de
parar, avaliar-se, comprar este livro,
ler vagarosamente, avaliando-se
e percebendo como é fácil alienar-se, afastar-se das zonas profundas
que temos em nós mesmos.
 
 
 
 
Podemos, muito facilmente
estarmos apenas vivendo,
mas perigosamente,
insensivelmente
não estarmos sendo o que somos.
 

 
Atualizado em 30/03/2017
 
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