Em vários textos
publicados no Blog Heipo’s World tenho feito referências ao livro do escritor
Eckhart Tolle, “Um novo mundo: O Despertar de uma nova Consciência”.
Neste texto abaixo
estão incluídas mais algumas citações.
Lendo o texto
você poderá avaliar-se
dentro destes dois referenciais vitais:
o nível da superfície
que não realiza
e o nível da profundidade
onde estão os valores permanentes,
que possibilitam encontrar
que possibilitam encontrar
o sentido da vida,
direção,
determinação
e conquistas valiosas.
Quase tudo o que absorvemos na vida
é descartável, superficial
e pouco necessário.
De tão anestesiados que estamos,
vivemos na superfície,
acostumados,
achando
que é natural
este estado de apatia e indiferença
diante de tudo e de todos.
Estamos sempre com a cabeça
cheia de pensamentos desconexos,
de coisas desnecessárias.
Como é que percebemos
ou desconfiamos
que estamos na superfície?
- quando as coisas começam
a perder o sabor e o valor;
- quando nossa sensibilidade
não se emociona
vendo cenas trágicas
ou demonstrações
de extrema bondade de pessoas;
- quando nenhuma música
mexe conosco;
- quando lemos rapidamente,
querendo chegar ao fim,
sem degustar
ou sem reler trechos importantes,
sem deixar calar
e provocar questionamentos,
sem despertar a vontade
para mudar a direção;
- quando desmarcamos
compromissos importantes,
com a maior facilidade,
racionalizando dezenas de motivos
não reais;
- quando a pressa pressiona;
- quando nossa cabeça
está repleta de barulho, confusão
e falta de direção;
- quando apenas reagimos,
quando não tomamos mais decisões
e deixamos que a vida
puxe para todos os lados
e tudo passe correndo;
- quando a insatisfação
toma a maior parte das horas
do nosso dia;
- quando o pessimismo se instala devagarinho,
tomando conta
de todos os espaços
no mundo dos nossos pensamentos;
- quando os sintomas
da depressão aparecem,
em consequência
de todos os 'quando' acima.
A superfície
é aquilo que aparece
e que permanece
a maior parte do tempo
ocupando nossa atenção,
envolvendo-nos na apatia
e na inércia.
Se focamos nosso olhar
e nossa atenção
somente no que vemos,
estamos somente na superfície.
Não fomos feitos
para viver somente
na superficialidade.
Não alimentamos
a profundidade
do nosso ser
existencial
com alimentos
encontrados na
superfície.
A seiva vital
está na profundidade.
Exige-se contato com
as raízes
que buscam
vitalidade,
na profundidade.
É de lá que vem a
seiva
com os nutrientes
renovadores
e conservadores da
vida.
“Todas as coisas
possuem uma profundidade insondável. Tudo o que podemos perceber,
sentir e pensar a respeito
é a camada superficial da realidade,
menos do que a ponta do iceberg”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”, Editora Sextante, pg. 28).
“Sob a aparência superficial,
todas as coisas estão ligadas
não apenas a tudo o que existe
como também à Origem de toda a vida
da qual procedemos”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”,
página 28).
“Sempre que não encobrimos o mundo
com palavras e rótulos,
retorna à nossa vida
a sensação de milagre.
Uma profundidade
volta à nossa vida.
As coisas recuperam sua novidade,
seu frescor.
E o maior de todos os milagres
é vivenciar o eu essencial
antes de qualquer palavras,
pensamentos,
rótulos mentais e imagens”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”,
página 29).
“Quanto mais rápidos somos
em ligar rótulos verbais ou mentais
a coisas, pessoas ou situações,
mais superficial
e sem vida
nossa realidade se torna.
Assim, mais fracos
mostramo-nos em relação
ao milagre da vida
que continuamente se desenrola
dentro de nós e ao nosso redor”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo: O Despertar de uma nova Consciência”,
pagina 29).
“Por um ato monstruoso de reducionismo,
a profundidade infinita
de quem somos
confundiu-se
com o pensamento do ‘eu’
em nossa mente
e com qualquer outra coisa
com que o ‘eu’ esteja identificado”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”,
página 30).
“Nosso eu superficial
vive na dimensão do material.
O que mantém a chamada
sociedade de consumo
é o fato de que tentar encontrar
a si mesmo por meio de coisas,
não funciona:
a satisfação do ego
tem vida curta.
Assim, a pessoa
continua buscando mais,
continua comprando,
continua consumindo”.
(Eckhart Tolle, “Um novo mundo:
O Despertar de uma nova Consciência”, página 37).
Ainda há mais.
A profundida dos escritos do autor
está exigindo mais tempo de leitura,
reflexão e aprofundamento.
A pesquisa pode continuar
com a sua tomada de decisão de
parar, avaliar-se, comprar este livro,
ler vagarosamente, avaliando-se
e percebendo como é fácil alienar-se, afastar-se das zonas profundas
que temos em nós mesmos.
Podemos, muito facilmente
estarmos apenas vivendo,
mas perigosamente,
insensivelmente
não estarmos sendo o que somos.
Atualizado em 30/03/2017
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