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Evangelho segundo S.
João 1,1-18,
lido, escutado,
meditado
e reconhecido no dia do Natal:
“No
princípio era o Verbo
e o Verbo estava com
Deus
e o Verbo era Deus.
No princípio,
Ele estava com Deus.
Tudo se fez por meio d'Ele
e sem Ele nada foi
feito.
N'Ele estava a vida
e a vida era a luz
dos homens.
A luz brilha nas trevas
e as trevas não a
receberam.
O Verbo
era a luz verdadeira,
que, vindo ao mundo,
ilumina todo o homem.
Estava no mundo
e o mundo,
que foi feito por
Ele,
não O conheceu.
Veio para o que era seu
e os seus não O
receberam.
Mas àqueles que O receberam
e acreditaram no seu
nome,
deu-lhes o poder
de se tornarem
filhos do Deus
Eterno.
E o Verbo fez-Se carne
e habitou entre nós.
Nós vimos a sua
glória,
glória que Lhe vem do
Pai
como Filho Unigénito,
cheio de graça e de
verdade”.
Desde que você
nasceu, quantos natais já se passaram?
Desde seu nascimento,
que só tem sentido pelo Natal, até hoje, talvez não destes muita importância
para este acontecimento.
Acontece
que, se não tivesse acontecido este fato histórico, o nascimento do filho do
Deus Eterno entre os homens, na Terra, a humanidade toda não teria sentido.
Neste vinte e cinco de dezembro, tire um
tempinho para avaliar a sua vida dentro deste contexto de Natal.
O Natal
comercial nada tem a ver com o Natal que pode acontecer dentro do seu coração,
da sua mente, da sua frágil natureza, uma simples manjedoura, sem nenhuma
condição para receber ou deixar nascer o filho do Deus do Universo.
Mesmo
assim, Ele nasce num lugar sem nenhuma condição humanamente falando, em
comparação com uma Maternidade Hospitalar cheia de recursos.
Não é com os 99 e nove justos que ele
encontrou alegria, diz o Evangelho. Foi com aquela ovelhinha que estava
afastada, que Ele encontrou alegria para convocar seus vizinhos e amigos, e
comemorar.
Que Natal diferente!!!
Ponha um Natal na sua vida.
Um é suficiente?
Não, nada é suficiente
para quem sente
e vibra com a dimensão infinita,
a matéria prima
da qual fomos criados.
Se o nosso corpo
é faminto de terra,
e nada consegue contentar,
quanto mais nosso espírito,
nossa alma imortal.
Não existem palavras
que preencham
tantos espaços.
Nada nos preenche plenamente.
Só o Infinito
pode saciar outros infinitos.
Quem tem sede, venha a mim e beba.
Eu sou o Pão Vivo que desceu dos céus.
Eu sou o Natal que você quer para sempre.
Eu, o Jesus Cristo.
Eu, o Caminho.
Eu, a Verdade.
Eu, a Vida plena,
Teu Natal necessário.
Deixe-me nascer em sua manjedoura.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 25/12/2016
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