sábado, 3 de janeiro de 2015

181.- Espírito. Atravessando paredes.





O ser humano


é unidade (quase) perfeita.





É a mais perfeita usina


de energia.





É espantosa a complexidade


da sua constituição.





‘Aparentemente’, o ser humano


é corpo e espírito.


Sim, aparentemente,


porque o espírito não é visível,


 mas está aí.





Enquanto corpo


está vivendo dentro de uma faixa


ou espaço temporal, digamos,


entre os anos 1950 a 2030,


mais ou menos 80 anos.





O ser humano


enquanto espírito


é anterior a qualquer data,


e não está limitado


pelo espaço nem pelo tempo,


por ser imaterial, inespacial e eterno.





É o espírito


que habita o corpo.








Não é o corpo


que habita o espírito.








Quem é o maior em capacidades,


este é o maior em possibilidades.








Se o seu corpo fica doente


no tempo,  hoje, em 2016,


e não existem ainda remédios,


para curá-lo,


o espírito pode socorrê-lo


buscando vacinas ou remédios


lá na frente, digamos em 2080.








Quanto mais na frente,


mais evolução,


mais descobertas,


mais soluções existirão


para muitas doenças


e outros problemas


que hoje nos limitam.








O desafio


então é achar meios


para ir até o futuro


e de lá trazer as soluções


para os nossos problemas, hoje.








O corpo, sozinho,


não consegue sair do lugar onde está.








O corpo está em situação de penúria,


de decomposição, de desgastes,


com relação ao espírito,


sempre em condições ativas


de progresso.








O corpo


é que dirige perguntas ao espírito.


O corpo é limitado. Experimenta limites.








O Espírito tem respostas


para o corpo. Pode sair por aí,


pelo pensamento, viajar, atravessar paredes.








O corpo e o espírito, juntos,


não conseguem fazer a travessia espacial,


por enquanto.








O espírito, sem o corpo,


consegue.








Como?








Assim como existem múltiplas ciências,


ciências biológicas, físicas, sociais,


econômicas, ecologia, etc.,


a ciência do espírito


está dando seus passos,


evoluindo continuamente.








Poucas pessoas


conseguem estudar as manifestações


do poder do espírito.








Mas existem sim, muitas.








E as outras,


porque não conseguem?








Porque, na lógica,


estamos envolvidos


e vivendo no mundo visível.








A maior parte desiste


achando que só existe o que


é visível,


palpável, medível.








Ora, o mundo invisível


também existe.








Veja os efeitos do vento,


e acredite na existência do vento.








Veja os efeitos do pensamento,


das viagens que o pensamento faz,


instantâneas.








O pensamento


não ocupa lugar no cérebro, portanto,


é de ordem imaterial e espiritual.








A mesma constatação


fazemos com a consciência


que nos dá atestado de vida,


posicionamento, avaliação,


decisões e escolhas e recusas.








Acredite nesta realidade.











Desafio-te a pesquisar


e relacionar todas as atividades


 que se relacionam à vida espiritual.








Vá lá; pesquise.








O mundo do espírito é invisível.








É neste mundo


que está escondida ainda,


a ciência do espírito,


esperando libertar-se


e vir à tona,


prestando os serviços


para a continuidade da evolução


da pessoa humana.








A evolução


do mundo orgânico e material


está num elevado degrau de desenvolvimento.








Bem elevado, quase no limite,


e ainda não nos contentou plenamente.








A evolução do mundo


imaterial e invisível


já está em andamento.








São as capacidades espirituais


que estão na base


das transformações materiais.








Se a pessoa humana pensa,


logo traduz seu pensamento


em atos e construções.








Se o espírito humano é vida,


a vida continua latejando,


criando, explodindo.








Pois bem,


vamos raciocinar um pouco:


se estamos com alguns problemas


na área da saúde física ou psicológica, gostaríamos de restabelecer nossa saúde original.








Se estivéssemos já


com a ciência do espírito bem adiantada, possivelmente teríamos aprendido


a comer melhor,


a ter mais higiene e cuidado


com a limpeza e com o lixo,


teríamos aprendido a dominar o estresse


e a ansiedade,


teríamos evitado contato


com as poluições de todos os tipos,


teríamos construídos veículos elétricos,


indústrias movidas com energia eólica,


do mar, da natureza.








Se tivéssemos aprendido


a socorrer os outros em suas necessidades,


com as sobras das nossas mesas,


a miséria já teria sido excluída


dos nossos dicionários,


enfim,


teríamos já muita qualidade de vida,


bem lá atrás.








Se tivéssemos apreendido


os princípios da vida espiritual


nos tempos idos, lá atrás,


possivelmente já estaríamos


‘atravessando as paredes’ do tempo.








Já seríamos muito,


muito mais desenvolvidos.








Mas o que vemos e percebemos?








– O apego ao concreto, ao visível, ao palpável, materializou nossos recursos e potencias espirituais.








-  O apego ao concreto, ao visível, ao palpável, cristalizou as potencias espirituais.








- O apego ao concreto, ao visível, ao palpável, petrificaram o elemento imaterial.








- O apego ao concreto, ao visível, ao palpável, levou-nos a perder as fontes, a origem.








- O apego ao concreto, ao visível, ao palpável, esvaziaram nosso interior do suco original


e encheram de açúcares anestesiantes.








Se temos dificuldades


para crer nas realidades invisíveis


é porque teimamos em continuar trilhando


os caminhos visíveis, usando as ferramentas


com quais nos habituamos a trabalhar.








Sabemos que o espírito existe,


mas não obedecemos às leis do Espírito,


por isso, estamos atrasados.








Se estamos vivendo na era do Espírito,


guiemo-nos pelas suas leis.








Hoje, é possível também


contar com a ciência do espírito


para compreender


a origem e a cura da depressão.








Se deixamos de cultivar esperanças,


o pessimismo e o negativismo


expulsarão do nosso Jardim do Eden interior,


a paz, a harmonia, a unidade substancial,


a verdade profunda da nossa origem


e finalidade divinas.








Atravessar paredes


significa derrubar o campo energético


das dúvidas


e investir no potencial do espírito.








Investir tempo e recursos


neste campo infinito


que abre as portas


para fora da materialidade.








O que vemos


jamais contentará espíritos fortes.








O que não vemos


é que fortalece com nutrientes permanentes.











Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 24/09/2016.



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