Fazemos a experiência
humana
vivendo a unidade.
Não somos só corpo,
não somos só cabeça
racional,
não somos só coração.
Somos a mais perfeita
usina,
geradora de
pensamentos, ideias,
ações afetivas e
profissionais.
Somos de carne e
osso.
Somos energia e
sangue quente.
Temos um Espírito que
habita-nos.
Porém, hoje,
vamos pesquisar um
pouco
sobre as diferenças
entre o racional e o
coração,
entre o saber e o
amar.
Comecemos:
Se você só olha, e
não se emociona,
você não vê direito,
ou vê apenas
parcialmente.
Se você só olha, e
não sente nada,
o teu coração está só
batendo,
mantendo-te vivo.
Se você só olhar para
a aparência,
não verá o invisível,
escondido,
mensagem secreta
a ser descoberta
e
degustada.
Como olhar com o
coração,
se ele está lá dentro,
trabalhando,
o tempo todo,
concentrado na
regularidade
das batidas?
Ora, ora, como és
tardo(a)
para compreender,
Pequeno(a)
Principe (Princesa)!
“Só se vê bem com o
coração.
O essencial é
invisível aos olhos”.
Antoine de Saint
Exupèry
29/06/1900-31/07/1944.
Foi escritor,
ilustrador e aviador francês.
Nasceu em Lyon, na
França
e morreu em algum
lugar do Oceano Mediterrâneo,
onde caiu o seu
avião.
Autor do livro
“Pequeno Príncipe”.
Parece que deve haver
uma parceria,
entre os olhos e o
coração
para que a atividade
de olhar e ver
sejam mais potentes
e produzam mais
riquezas de informações
e detalhes.
Entre a cabeça e o
coração,
parece que o amor
brota de lá,
do meio do ser
humano, não da cabeça,
onde está nosso
cérebro e atividades mentais.
Antoine de Saint
Exupèry
colocou no coração
o lugar onde o amor
prefere ser
localizado.
Parece ser mesmo, no
coração,
a sede das emoções,
um lugar quente,
que esquenta mais
ainda quando amamos.
Quando amamos,
o coração altera-se
e bate mais rápido.
Quando amamos
nossas capacidades
racionais
quase não se
intrometem,
permitindo-nos até
‘perder a cabeça’.
O coração não tem
olhos,
mas empresta o olhar
para fazer o amor
despertar.
O pontinho negro,
no meio dos nossos
olhos,
é o canal
por onde o coração
enxerga.
Por este pequeno
túnel,
“a menina dos teus
olhos”,
o coração vem para a
vida,
vibrar, bater
descompassadamente,
alegre e jovial, não
importando a idade.
Quando o coração se
manifesta,
a razão se aquieta e
cala-se.
Quando o coração se
manifesta,
vai mais longe, vai
além das leis,
além das normas, além
do horizonte racional,
vai mais além, além
dos bloqueios, dos tabus
e dos preconceitos.
Sê se vê bem com o
coração
porque o coração está
sempre vivo,
batendo, atuando o
tempo todo,
gerando energias,
bombeando sangue
quente,
mesmo dormindo ou
sonhando.
Mas e a mente, nossas
capacidades racionais,
como se comportam diante da natureza,
das coisas e das
pessoas?
Parece-me que a mente
está sempre olhando
com olhar crítico,
raciocinando vantagens e desvantagens,
apegada aos conceitos
e preconceitos.
A razão pesa as
consequências,
calcula riscos, mede
palavras e gestos.
Ela vê defeitos,
limitações e erros.
A razão racionaliza,
acha desculpas,
não sabe humilhar-se.
Quer se impor
orgulhosamente.
A razão explica,
disseca tudo,
despe e deixa a nudez
envergonhada.
Quer explicar até o
mistério,
o mundo misterioso.
Não explica
porque mantém-se
apática
ou rejeita estes
campos.
As faculdades
racionais,
da maioria das pessoas
humanas,
estacionaram no mundo
físico.
Permanecem quase só
no campo da visão,
no campo das coisas
palpáveis, manuseáveis.
Não aceita nada que
escapa destes objetos.
Não aceita
e até repugna o
intocável,
o invisível.
É claro que estes são
apenas alguns aspectos, digamos, negativos, da racionalidade humana.
Mas será que
acharíamos defeitos,
no coração?
Existe um mau
coração, um coração apático,
insensível, como se fosse de pedra?
Parece-nos
que o coração foi
feito para amar,
para gerar vida, para
bater sempre,
mantendo quente o
sangue
para que gere
energias
para a pessoa poder
amar,
incessantemente.
Acabamos
identificando o coração
com as pessoas boas,
amáveis.
“Ela é uma pessoa
que tem o coração bom”,
ouvimos dizer.
O coração da pessoa
que ama,
se ativo, não vê
defeitos,
perdoa se foi
ofendido.
Quem não perdoa
é a razão da pessoa
orgulhosa.
A pessoa que ama
desperta no(a)
amado(a)
desejos e ideais de
perfeição.
A pessoa que ama
só pratica atos de
bondade,
faz alguma coisa,
quer ver o(a)
outro(a) feliz.
Quem age com a razão
pode esbarrar em
alguma coisa
e bloquear-se.
Quem age mais com o
coração,
deslancha,
supera todos os
obstáculos
porque aciona a bomba
das boas energias.
É mais atraente, mais
simpática.
É mais contagiante.
O coração intui.
A intuição,
esta extraordinária
capacidade
do ser humano,
aparece mais nas
pessoas coracionais
do que nas pessoas
com características
preferencialmente racionais.
A razão barra,
fecha todas as portas
que podem abrir
para os campos
místicos,
do mistério e do
sagrado, do invisível.
A busca pela intuição
sugere o esforço da
pessoa humana
em amordaçar a
tagarelice
da mente humana
que não cessa nunca
de fabricar
pensamentos.
Criar espaço para a
intuição
é possibilitar um
vazio espacial
em nossa mente
para criar espaço
para que escutemos
comunicações
superiores
ao nosso estágio
atual.
Se quisermos fazer
parceria
com o Espírito Santo,
temos que deixar Ele
comunicar-se conosco.
O coração vê melhor
porque enxerga com o
olhar da fé.
Ver com o olhar da fé
é olhar para a
natureza,
para as coisas e
pessoas,
como o próprio Deus
Criador vê,
como o próprio Deus
enxerga,
como o Deus Pai ama.
A divindade
quer comunicar-se
conosco.
Quer doar seus dons.
Se existe um lugar
onde o Espírito
Superior
pode se comunicar
conosco
é no coração, onde é
a casa do amor.
Se Deus é amor,
Deus mora no coração
que ama.
Se o coração vê o
essencial, vê o invisível,
e se abre para a
dimensão
de profundidade
e verticalidade;
Se a razão tudo
explica,
na dimensão
horizontal,
onde andamos com
segurança,
pois consegue elevar o horizontal
até a dimensão do
Vertical,
dando sentido e significado
às ações humanas.
dando sentido e significado
às ações humanas.
Parece que o coração
tem mais força,
colocando o amor em
circulação,
mostrando que a
melhor filosofia de vida
é viver desapegado,
livre de tudo,
partilhando tudo.
Enquanto bate o
coração,
o amor palpita.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 30/05/2016.
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