quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

186.- Dia. Amanhecer. Esperando o dia amanhecer.




O que espero deste novo dia?

 

 

Todo dia

o sol se levanta

mais cedo do que eu

e me oferece um dia pela frente.

 

Não, desta vez não vai ser assim.

Desta vez, sou eu

que vou esperar o sol

trazer luz

e daí vou conversar com ele

obre os meus projetos para este dia.

 

Daí sim,

vou contar com a ajuda dele

para saber onde vou colocar

os meus passos.

 

Geralmente é assim:

quando levanto,

já está tudo definido

sobre o que devo fazer.

 

Quando levanto,

o sol já cumpriu um quarto

da sua responsabilidade,

e eu,

mal comecei o meu dia.

 

Hoje, vou levantar,

quando ainda o sol estiver vindo,

lentamente, lá do oriente.

 

Ainda escuro,

sem luzes,

vou sentar e esperar

que ele me traga luz,

claridade,

e entregue,

em minhas mãos,

um novo dia,

cheio

de vinte e quatro horas.

 

Ouvindo o silêncio do amanhecer,

alguns pássaros cantando

e um galo anunciando

a chegada do sol,

sentei-me e esperei.

 

E o sol vem vindo,

de mansinho,

pintando rabos de galo

no espaço celeste,

com a ajuda do vento,

montando figuras

mal formadas

pela nevoa

quase transparente,

vestindo o nu invisível

da natureza viva,

mil cores a enfeitar

e descortinar a abertura

de um novo dia

no palco da vida.

 

 

Os ouvidos ouvem,

os olhos curtem

e a pele sente

o frescor do amanhecer.

 

 

O silêncio ainda está por ali,

sem pressa de ir embora

porque faz parceria

com o contexto

da beleza do amanhecer.

 

 

O sol,

aparece,

lá longe,

no horizonte,

avisando com seus raios,

que quer conversar.

 

 

Aparece redondo,

vermelho, vivo e alegre,

tocando de leve,

com ternura,

o meu rosto e meus braços,

tomando a iniciativa do diálogo,

nem sequer esperando que lhe diga algo:

 

E o Sol me disse:

 

Hoje quero te ver contente,

esbanjando valores, entusiasmo,

alegria e admiração.

 

Estou vindo para você perceber

de quantos motivos e ações

você pode encher o teu dia.

 

Não, não se preocupe em responder.

 

Apenas acolha-me,

aceite-me e ame-me

como Alguém

que tem prazer em te servir.

 

 

Fiquei ali, milhares de segundos

até voltar à consciência

de quem eu sou

e do que estou fazendo aqui,

como um eremita contemplativo.

 

 

Eu parado, 

e o sol ‘andando’. 

 

Eu quieto e passivo, 

e o sol, quente e ativo.

 

 

Então compreendi

que quando olhamos para cima,

para o céu,

para o divino,

não somos nós quem devemos falar

e sim, captar, receber, escutar,

sintonizar

com o que de mais importante necessitamos

como seres humanos:

escutar declarações de amor,

do Criador, nosso Pai.

 

Não temos nada a pedir

para o Deus, nosso Pai e Criador,

Provedor de todas as nossas necessidades.

 

Tudo o que precisamos,

já recebemos

e está ao nosso dispor.

 

O dia, as vinte e quatro horas,

são a matéria prima

onde colocaremos nossos dons

e qualidades

a serviço uns dos outros,

com o Sol por testemunha.

 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 25/05/2016. 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário