Epifânio
é o nome do
caboclo
vindo lá do
interior do Universo.
Veio de longe,
de mansinho,
ignorado.
Juntou-se aos demais,
seus iguais, seus semelhantes.
Aproxima-se,
mostra seu rosto, seu nome,
mas esconde mistérios.
Esconde,
pois se contar,
ninguém vai querer usar
as exigências do verbo acreditar.
Se Ele disse
que é o filho do Deus do Universo,
ninguém aceitará como verdadeira
esta apresentação
e, de novo,
ninguém vai querer usar
as exigências do verbo acreditar.
Se Ele não disse nada,
outros dirão,
e então irão atrás das profecias,
para saber de onde veio.
Pesquisaram nos livros
e na internet
e descobriram
que o Epifânio
é o filho
da Sra. Manifestação Divina.
Agora sim,
talvez escutem a novidade
que Ele tem a contar.
Hoje, durante o Fantástico
ou nos Noticiários,
não se falará
de uma notícia extraordinária,
do nascimento de um extraterrestre,
ocorrido há dois mil e dezesseis anos atrás.
Ele não veio como turista,
a passeio,
mas com uma missão especial
na qual você está incluído(a).
Bem naquela época,
o fato foi tão importante
que dividiu a História em dois tempos:
Antes do Epifânio e depois Dele.
Hoje,
o Epifânio é mais um
dos milhões de pessoas desconsideradas
e despercebidas no nosso habitat natural.
E, para muita gente,
nada muda,
nada mais atrai,
nada mais é novidade.
Quase tudo
o que está relacionado
com o Epifânio
é ignorado e desprezado.
A rotina anestesia
e esconde
a verdadeira natureza
que está escondida nos anônimos,
nos Epifânios, humanos e divinos.
Eneas Paulo Budel Bogucheski.
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 22/05/2016.
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