Quero
encontrar um campo limpo e livre
que
sacie este pobre homem, sedento de plenitude.
Vejo-me
como alguém no meio de tantos outros
Estamos
todos absorvidos por afazeres
que não nos motivam
que não nos motivam
ou para o lado onde a verdade se encontra
Todos
nós vivemos porque nos alimentamos
Todos
vivemos porque nos alimentamos
com
literatura, histórias e promessas:
Todos
nós sonhamos com alguma coisa a mais.
Não
sei ainda, se é saudade ou esperança.
Mas a
fome não é só do corpo:
por breves momentos.
A
fome é também de conhecimento:
só por breves momentos.
Mesmo
alimentados e com conhecimentos,
O que
é que falta-nos, ainda?
Experimentamo-nos
como seres humanos
Que
tipo de alimento está faltando?
Será
o espírito,
a alma que manifesta esta sede permanente?
a alma que manifesta esta sede permanente?
Que
tipo de alimento
alimentará o espírito insaciável?
alimentará o espírito insaciável?
Será
que temos saudades de uma casa,
lá fora, no espaço?
lá fora, no espaço?
Será
que alguém nos falou da existência de um céu,
lá na nossa infância e é exatamente isto que está latejando
lá na nossa infância e é exatamente isto que está latejando
Ou a
saudade?
Ou a
esperança?
É
tudo tão misterioso ainda, pois até os ateus,
os descrentes do espírito,
mantém ativa a fonte da sede insaciável.
os descrentes do espírito,
mantém ativa a fonte da sede insaciável.
Não,
não sei nada ainda,
Só
sei que sinto, sei lá,
saudade ou esperanças.
saudade ou esperanças.
Qual
a origem e qual o significado desta sede insaciável?
Não
me censurem, por favor.
Compreendam-me
e ajudem-me a encontrar respostas.
Sou
fruto desta época
em que vocês também estão vivendo.
em que vocês também estão vivendo.
Que
grito devo soltar,
sem
sentir-me envergonhado?
Agora,
nem sei mais,
se não é angústia o que sinto,
se não é angústia o que sinto,
Não
apaguem,
não
fiquem indiferentes à esta sede.
Que o
‘nada’ dentro dos baldes da nossa cultura atual,
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 23/01/2016.
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