domingo, 18 de janeiro de 2015

195.- Diálogo. Convido-te ao dialogo .




Você não percebeu ainda,

que nas entrelinhas

dos textos publicados no Heipo’s World,

há uma expectativa ainda não atendida?

 

Todo texto escrito e publicado

é um encontro, entre eu e você.

É um convite a um diálogo.


Quando nos encontramos,

há uma expectativa a ser atendida.

 

Todo encontro,

entre eu e você,

é para ser algo extraordinário.

 

Cada um de nós é, para o outro,

convite ao diálogo.

 

Você aceita dialogar comigo?

 

Quero dialogar contigo.

 

Eu estou indo até você.

 

Você ainda não está vindo até aqui.

 

Estou fazendo-te um pedido.

 

Dê-me a oportunidade

para um encontro.

 

Eu sei que vai ser bom

para nós dois.

 

Enquanto estou indo,

só estou indo.

 

Se você não vier,

não haverá encontro.

 

Estou pedindo,

desarmado.

 

Você não está respondendo,

Portanto, está armado(a).

 

Talvez bloqueado(a)

por algum preconceito, sei lá?

 

Você é orgulhoso (a)?

 

Do que?

 

Tuas resistências,

teus ‘nãos’ são atitude de defesa.

 

 

Não haverá violência,

te prometo.

 

 

Não é da minha natureza.

 

Não quer se expor?

 

Havendo encontro,

haverá exposição.

 

Nos encontros

você percebe

o quanto me exponho.

 

Não me importo em expor-me,

pois não estou apegado a nada

do que tenho e sou.

 

 

Então, te peço,

criemos, nós dois,

o clima para o encontro.

 

 

Pedir revela um clima

ou um estado de espírito

de quem não é orgulhoso.

 

 

O orgulho bloqueia,

trunca e tranca o intercâmbio

de riquezas gratuitas.

 

 

De novo te peço,

estou pedindo,

já meio cansado,

sentado,

faminto como mendigo,

desejando o diálogo

como alimento.

 

 

Quero contigo dialogar.

 

Será benéfico

para nós dois.

 

Tenho certeza de que não seremos inimigos nem criaremos hostilidades para cultivarmos. 

 

Abrir-se pode deixar escapar tensões, sair frustrações, entrar remédios, renovar o ar dos pulmões, rejuvenescer.

 

Desejamos conversar, no mesmo nível, presente ou virtualmente, frente a frente, sem considerar distâncias, línguas ou nações, gêneros ou espécies.

 

Desejamos conversar, desarmados, ninguém julgando ninguém, apenas aceitando, abertos, intercâmbios de culturas, pensamentos, filosofias de vida, teologia de vida.

 

Há tanto a intercambiar.

 

Nós dois buscando a verdade,

apenas a verdade,

nada mais.

 

A partir do sim,

do concordar nas expressões faladas,

com ou sem gestos faciais ou manuais,

permitir o abraço dos nossos corações.

 

Diálogo acontece a dois.

 

Se não houver diálogo,

ficarei apenas com o Monólogo,

sem respostas,

sem eco,

sem ressonâncias.

 

Dialogando

preencheremos espaços vazios,

afastaremos preconceitos,

extinguiremos distancias,

eliminares as barreiras

e desprezaremos fronteiras.

 

 

Dialogando,

aproximaremos mais e mais

até que a intimidade chegue

e fique muda,

apenas presente,

aconchegante,

compreensiva

e acolhedora.

 

Se você aparecer para comigo dialogo,

neste encontro

entrelaçaremos nossos corações,

fundiremos nossos espíritos

e, depois, sem pátria,

dançaremos nos espaços siderais.

 

 

 

Então nosso encontro será único,

referência,

fonte de inesgotável saudade.

 

Vem,

vem dialogar comigo.
 

 

Estou te esperando.
 

 

Nós dois sairemos ganhando.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 30/05/2016
 

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