terça-feira, 6 de janeiro de 2015

183.- Carências. Somos ricos, de carências.



Seja quem for,

sempre é

ou está carente

de alguma coisa.

 

Diz um ditado

que “não existe ninguém

que seja tão rico

que não tenha algo a receber

nem tão pobre

que não tenha nada para dar”.

 

Somos todos ricos,

mas ricos de carências.

 

Algumas pessoas

possuem a filosofia de vida

voltada para atender

a esta expectativa de carência.

 

Estas pessoas são especiais.

 

 

Conseguiram romper

o bolsão da placenta egoística

e explodiram para fora

o foco dos interesses,

motivações e alegrias,

objetivos,

metas e sonhos,

transformando-se

numa nobre profissão.

 

 

Entre tantas profissões,

entre tantas pessoas

que não preferem aparecer,

anônimos,

há a profissão do médico

e dos auxiliares dos serviços médicos

que se encaixam

nesta nobre maneira de viver.

 

Estes profissionais

abraçaram a vocação da medicina

e se doam

para manter acesa

a vela da vida.

 

Não há somente

o ingrediente profissional

neste fazer funcional.

 

Há a carga,

a energia do amor

que motiva-os nesta missão.

 

Usar ferramentas

sem o ingrediente amoroso

transforma o operador

numa máquina insensível.

 

Usar ferramentas,

manuseando-as

com o ingrediente do amor

transforma o profissional

e as ferramentas

em instrumentos complementares

de cura.

 

Quando falta amor

na vida de uma pessoa

ela começa a correr risco de vida

e sua chama pode apagar.

 

A falta de saúde

e a falta de amor

reduz o nível de motivação.

 

Reduz as razões

e o sentido da vida.

 

Começam a aparecer

pensamentos de desânimo

e o corpo vai assimilando

razões pessimistas e negativas

e o efeito penetra na carne.

 

Enfraquece o sistema imunológico

e as doenças

encontram portas abertas

para se incorporarem.

 

Queremos insistir

no coração bondoso das pessoas,

como a bomba atômica

da energia humana,

como potencial energético

de recuperação.

 

Se o coração falha,

compromete a vida.

 

Se investirmos

no coração das pessoas sãs e doentes,

teremos vida em abundância

e vida saudável

qual chama

a crepitar labaredas de energia.

 

Investir no amor

e nas manifestações amorosas das pessoas

é um potente remédio.

 

O doente,

além do conhecimento

e da especialidade

do profissional médico,

dos serviços de apoio

das enfermeiras e auxiliares,

necessita também

do complemento afetivo,

da confiança

na qualidade dos remédios.

 

O doente disponibiliza-se,

desarma-se e entrega-se

nas mãos

de quem o tocará e o atenderá,

na expectativa

de receber atendimento atencioso,

cuidadoso e eficiente.

 

O doente

precisa também de algo mais,

muito especial,

do tempo tão escasso dos médicos,

da disponibilidade simpática

das enfermeiras,

do carinho das atendentes,

do conforto da cama hospitalar,

do atendimento das roupeiras,

das boas condições dos equipamentos,

do  bom ambiente do hospital,

do sabor dos alimentos fornecidos,

do silêncio ambiental

que favorece a recuperação,

da visita dos integrantes

da  pastoral hospitalar,

dos olhares de ternura dos familiares,

enfim, que todo o contorno geográfico, instrumental, material e humano

esteja voltado para a  rápida e perfeita recuperação do  paciente e cliente.

 

Amor não existe.

 

Ou você já viu o Sr. Amor

andando por aí,

de mãos dadas

com a Sra. Ternura

e com o Sr. Carinho.

 

Existem sim,

pessoas amorosas,

pessoas carinhosas

e pessoas que executam

gestos de dedicação e ternura.

 

Alguns homens,

grandes homens

sentiram a falta do amor

nas suas vidas,

ou então,

numa atitude

de profunda gratidão

por terem recebido o efeito

que as pessoas amorosas exerceram

em suas vidas,

doaram-se

e doaram bens

para Instituições de Caridade.

 

Sim, o ser humano

é carente até do ato de doar e doar-se. ´

 

Francisco de Assis ensinava

que “é dando que se recebe”.

 

Todo ser humano

que existe na face da terra

necessita do que tu és, do que tu tens.

 

Se guardar, vai perder.

Se doar, vai ganhar mais.

 

 

Não espere ser intimado.

 

Seja Voluntário(a).

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski.

eneaspb@gmail.com

Atualizado em 22/05/2016.

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