Seja quem for,
sempre é
ou está carente
de alguma coisa.
Diz um ditado
que “não existe
ninguém
que seja tão rico
que não tenha algo
a receber
nem tão pobre
que não tenha nada
para dar”.
Somos todos ricos,
mas ricos de carências.
Algumas pessoas
possuem a filosofia
de vida
voltada para atender
a esta expectativa de
carência.
Estas pessoas são
especiais.
Conseguiram romper
o bolsão da placenta
egoística
e explodiram para
fora
o foco dos
interesses,
motivações e
alegrias,
objetivos,
metas e sonhos,
transformando-se
numa nobre profissão.
Entre tantas
profissões,
entre tantas pessoas
que não preferem
aparecer,
anônimos,
há a profissão do
médico
e dos auxiliares dos
serviços médicos
que se encaixam
nesta nobre maneira
de viver.
Estes profissionais
abraçaram a vocação
da medicina
e se doam
para manter acesa
a vela da vida.
Não há somente
o ingrediente
profissional
neste fazer
funcional.
Há a carga,
a energia do amor
que motiva-os nesta
missão.
Usar ferramentas
sem o ingrediente
amoroso
transforma o operador
numa máquina
insensível.
Usar ferramentas,
manuseando-as
com o ingrediente do
amor
transforma o
profissional
e as ferramentas
em instrumentos
complementares
de cura.
Quando falta amor
na vida de uma pessoa
ela começa a correr
risco de vida
e sua chama pode
apagar.
A falta de saúde
e a falta de amor
reduz o nível de
motivação.
Reduz as razões
e o sentido da vida.
Começam a aparecer
pensamentos de
desânimo
e o corpo vai
assimilando
razões pessimistas e
negativas
e o efeito penetra na
carne.
Enfraquece o sistema
imunológico
e as doenças
encontram portas
abertas
para se incorporarem.
Queremos insistir
no coração bondoso das
pessoas,
como a bomba atômica
da energia humana,
como potencial
energético
de recuperação.
Se o coração falha,
compromete a vida.
Se investirmos
no coração das
pessoas sãs e doentes,
teremos vida em
abundância
e vida saudável
qual chama
a crepitar labaredas
de energia.
Investir no amor
e nas manifestações
amorosas das pessoas
é um potente remédio.
O doente,
além do conhecimento
e da especialidade
do profissional
médico,
dos serviços de apoio
das enfermeiras e
auxiliares,
necessita também
do complemento
afetivo,
da confiança
na qualidade dos
remédios.
O doente
disponibiliza-se,
desarma-se e
entrega-se
nas mãos
de quem o tocará e o
atenderá,
na expectativa
de receber
atendimento atencioso,
cuidadoso e
eficiente.
O doente
precisa também de
algo mais,
muito especial,
do tempo tão escasso
dos médicos,
da disponibilidade
simpática
das enfermeiras,
do carinho das
atendentes,
do conforto da cama
hospitalar,
do atendimento das
roupeiras,
das boas condições
dos equipamentos,
do bom ambiente
do hospital,
do sabor dos
alimentos fornecidos,
do silêncio ambiental
que favorece a
recuperação,
da visita dos
integrantes
da pastoral
hospitalar,
dos olhares de
ternura dos familiares,
enfim, que todo o
contorno geográfico, instrumental, material e humano
esteja voltado para
a rápida e perfeita recuperação do paciente e cliente.
Amor não existe.
Ou você já viu o Sr.
Amor
andando por aí,
de mãos dadas
com a Sra. Ternura
e com o Sr. Carinho.
Existem sim,
pessoas amorosas,
pessoas carinhosas
e pessoas que
executam
gestos de dedicação e
ternura.
Alguns homens,
grandes homens
sentiram a falta do
amor
nas suas vidas,
ou então,
numa atitude
de profunda gratidão
por terem recebido o
efeito
que as pessoas
amorosas exerceram
em suas vidas,
doaram-se
e doaram bens
para Instituições de
Caridade.
Sim, o ser humano
é carente até do ato
de doar e doar-se. ´
Francisco de Assis
ensinava
que “é dando que se
recebe”.
Todo ser humano
que existe na face da
terra
necessita do que tu
és, do que tu tens.
Se guardar, vai
perder.
Se doar, vai ganhar
mais.
Não espere ser
intimado.
Seja Voluntário(a).
Eneas Paulo Budel Bogucheski.
eneaspb@gmail.com
Atualizado em 22/05/2016.
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