terça-feira, 21 de julho de 2020

757.- Infinito. Estamos vivendo entre dois infinitos




Estamos vivendo

diante de dois infinitos,

desconhecidos.

 

O infinito externo,

cativa.

O infinito interno,

assusta.

 

Vivemos envolvidos

em duas dimensões,

uma externa

e a outra interna.

 

Experimentalmente

e concretamente.

 

Não é teoria.

 

Não é ficção.

 

É real.

 

É fruto de visão,

de reflexão,

e é observável

e experimentável.

 

Existe um infinito externo,

lá longe,

muito longe,

além das estrelas,

mais longe do que o sol,

onde o que é super grande,

para nós, parece ser

muito pequeno,

quase invisível.

 

E existe

um infinito interno,

aqui dentro, íntimo,

quase impenetrável,

inesgotável, também invisível,

mas, perscrutável por nós mesmos.

 

O universo infinito

que nos habita,

e que somos,

além de tudo

o que já experimentamos,

ainda há muito mais,

a experimentar.

 

Para viajar

para os espaços externos,

do universo infinito,

a ação a ser exercida

está em sair. Saída.

 

Para explorar

o universo infinito interior,

a ação a ser exercida

é a de entrar. Entrada.

 

Vamos olhar primeiro,

para fora, para o céu,

azul, do dia, sem as estrelas.

 

O sol, imenso, clareia tudo,

preenchendo a escuridão

com o pincel azul do criador.

 

À noite,

erguemos a cabeça,

e olhamos para o céu,

negro, estrelado.

 

Um céu escuro,

cheio de pontinhos luminosos,

revela um espaço infinito.

 

Milhões de estrelas,

de astros, de galáxias,

de tamanhos variados,

impossível abraçá-los

com o olhar

e com os braços.

 

É um tapete,

enfeitando

o céu.

 

Não há paredes.

 

As distâncias externas,

absurdas,

não nos dão certeza

de qualquer cálculo.

 

O infinito externo

ainda é desconhecido,

pela sua vastidão

e falta de meios

e recursos pessoais,

para explorá-lo.

 

Não se fala

de proximidade,

mas de distâncias,

sequer imaginadas.

 

Deseje ser um pouquinho curioso

e assista algum programa

da série Cosmos,

no YouTube ou na Netflix,

só para esticar um pouco mais

os seus neurônios.

 

Mais perto de nós

está o mundo interior,

inexplorado,

quase desconhecido.

 

Tão próximo

e tão desprezado.

Tão íntimo

e tão desconhecido.

Tão perto

e tão longe.

 

Não conseguimos ainda

dar uma boa definição

para quem sou,

quem somos.

 

Por mais completo

que seja um conceito,

não esgotamos,

não alcançamos

um que envolta,

tudo o que somos,

e nos deixe satisfeitos.

 

Do infinito interno,

quanto dele conhecemos?

 

De que substância

somos feitos?

 

De carne e osso,

certamente.

 

Mas, há algo mais.

 

Alguns acessórios especiais,

completam nossa natureza,

imperfeita e insatisfeita.

 

Nossa origem

não é somente terrena,

terráquea.

 

Há em nossa carne corruptível,

um elemento incorruptível,

espiritual, eterno.

 

É essa substância imaterial,

invisível que nos habita

que atesta e configura

o software da alma.

 

“Software

é o conjunto de instruções

dadas a um computador,

de modo que ele execute

determinada tarefa.

É a parte intangível

de uma máquina,

desenvolvida

por meio de códigos

e linguagem de programação”.

 

Nosso corpo

é o computador.

Nossa alma

é o software.

 

Nosso corpo

é um computador

extremamente complexo

e competente,

ativado por um princípio de unidade

que desempenha tantas funções

em tão perfeito equilíbrio.

 

O software,

ou os acessórios imateriais,

acoplados no nosso corpo,

não ocupam lugar nem espaço,

com uma capacidade ilimitada

de guardar memórias,

e circulando entre todos os níveis

de energias,

dão-nos capacidades infinitas.

 

Os médicos

que estudaram o corpo humano,

os médicos cristãos

que acreditam no Criador,

são as criaturas

que mais admiram,

e louvam o Deus da Vida.

 

O conhecimento

que herdamos,

os meios de comunicação

que usamos,

oferecem duas viagens,

ao ser humano.

 

Uma viagem

para o universo exterior,

e uma viagem

para o universo interior.

 

Você deve escolher

uma ou as duas,

se der tempo.

 

Você pode querer viajar

e explorar

o universo exterior,

mas não estudou Cosmologia.

Se não estudarmos esta ciência,

ficaremos só na vontade,

e prejudicados,

atrasados.

 

Talvez a viagem

para o universo interior

esteja mais próxima, mais perto,

pois, para essa viagem

todos temos as mesmas condições.

 

Já está dentro do aeroporto.

Dentro do avião.

No teu infinito.

 

Talvez,

conhecer-se a si mesmo,

seja o princípio e o fim,

onde todos os universos

estejam reunidos

e concentrados.

 

Talvez

o próprio Deus,

o Deus Espírito Santo,

tenha feito da nossa alma

o templo onde habita.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 21/07/2020

eneaspb@gmail.com


Nenhum comentário:

Postar um comentário