Estamos vivendo
diante de dois
infinitos,
desconhecidos.
O infinito externo,
cativa.
O infinito interno,
assusta.
Vivemos envolvidos
em duas dimensões,
uma externa
e a outra interna.
Experimentalmente
e concretamente.
Não é teoria.
Não é ficção.
É real.
É fruto de visão,
de reflexão,
e é observável
e experimentável.
Existe um infinito
externo,
lá longe,
muito longe,
além das estrelas,
mais longe do que o
sol,
onde o que é super
grande,
para nós, parece ser
muito pequeno,
quase invisível.
E existe
um infinito interno,
aqui dentro, íntimo,
quase impenetrável,
inesgotável, também
invisível,
mas, perscrutável por
nós mesmos.
O universo infinito
que nos habita,
e que somos,
além de tudo
o que já experimentamos,
ainda há muito mais,
a experimentar.
Para viajar
para os espaços externos,
do universo infinito,
a ação a ser exercida
está em sair. Saída.
Para explorar
o universo infinito
interior,
a ação a ser exercida
é a de entrar. Entrada.
Vamos olhar primeiro,
para fora, para o céu,
azul, do dia, sem as
estrelas.
O sol, imenso,
clareia tudo,
preenchendo a
escuridão
com o pincel azul do
criador.
À noite,
erguemos a cabeça,
e olhamos para o céu,
negro, estrelado.
Um céu escuro,
cheio de pontinhos
luminosos,
revela um espaço
infinito.
Milhões de estrelas,
de astros, de
galáxias,
de tamanhos variados,
impossível abraçá-los
com o olhar
e com os braços.
É um tapete,
enfeitando
o céu.
Não há paredes.
As distâncias
externas,
absurdas,
não nos dão certeza
de qualquer cálculo.
O infinito externo
ainda é desconhecido,
pela sua vastidão
e falta de meios
e recursos pessoais,
para explorá-lo.
Não se fala
de proximidade,
mas de distâncias,
sequer imaginadas.
Deseje ser um
pouquinho curioso
e assista algum
programa
da série Cosmos,
no YouTube ou na Netflix,
só para esticar um
pouco mais
os seus neurônios.
Mais perto de nós
está o mundo
interior,
inexplorado,
quase desconhecido.
Tão próximo
e tão desprezado.
Tão íntimo
e tão desconhecido.
Tão perto
e tão longe.
Não conseguimos ainda
dar uma boa definição
para quem sou,
quem somos.
Por mais completo
que seja um conceito,
não esgotamos,
não alcançamos
um que envolta,
tudo o que somos,
e nos deixe
satisfeitos.
Do infinito interno,
quanto dele
conhecemos?
De que substância
somos feitos?
De carne e osso,
certamente.
Mas, há algo mais.
Alguns acessórios
especiais,
completam nossa
natureza,
imperfeita e insatisfeita.
Nossa origem
não é somente
terrena,
terráquea.
Há em nossa carne
corruptível,
um elemento
incorruptível,
espiritual, eterno.
É essa substância
imaterial,
invisível que nos
habita
que atesta e
configura
o software da alma.
“Software
é o conjunto de instruções
dadas a um computador,
de modo que ele execute
determinada tarefa.
É a parte intangível
de uma máquina,
desenvolvida
por meio de códigos
e linguagem de programação”.
Nosso corpo
é o computador.
Nossa alma
é o software.
Nosso corpo
é um computador
extremamente complexo
e competente,
ativado por um princípio de unidade
que desempenha tantas funções
em tão perfeito equilíbrio.
O software,
ou os acessórios imateriais,
acoplados no nosso corpo,
não ocupam lugar nem espaço,
com uma capacidade ilimitada
de guardar memórias,
e circulando entre todos os níveis
de energias,
dão-nos capacidades infinitas.
Os médicos
que estudaram o corpo humano,
os médicos cristãos
que acreditam no Criador,
são as criaturas
que mais admiram,
e louvam o Deus da Vida.
O conhecimento
que herdamos,
os meios de comunicação
que usamos,
oferecem duas viagens,
ao ser humano.
Uma viagem
para o universo exterior,
e uma viagem
para o universo interior.
Você deve escolher
uma ou as duas,
se der tempo.
Você pode querer viajar
e explorar
o universo exterior,
mas não estudou Cosmologia.
Se não estudarmos esta ciência,
ficaremos só na vontade,
e prejudicados,
atrasados.
Talvez a viagem
para o universo interior
esteja mais próxima, mais perto,
pois, para essa viagem
todos temos as mesmas condições.
Já está dentro do aeroporto.
Dentro do avião.
No teu infinito.
Talvez,
conhecer-se a si mesmo,
seja o princípio e o fim,
onde todos os universos
estejam reunidos
e concentrados.
Talvez
o próprio Deus,
o Deus Espírito Santo,
tenha feito da nossa alma
o templo onde habita.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em 21/07/2020

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