Mudanças são necessárias.
Vivemos
mudando.
Quem não muda,
estaciona e cria raízes.
Paralisa.
E não evolui.
Desde que nascemos,
só o corpo cresce
até uma determinada
estatura.
O conhecimento
racional e espiritual,
jamais cessa de evoluir.
Nascemos analfabetos.
Aprendemos
a decifrar alfabetos,
códigos,
fórmulas,
números,
símbolos
e mistérios.
Nada escapa
às nossas capacidades
racionais e espirituais.
E vamos aprendendo,
caminhando
e dominando,
línguas,
história, geografia,
matemática, engenharia,
filosofia, sociologia, teologia,
cosmologia, física, química,
política, economia,
medicina, religião,
literatura, música
e poesia.
Aprendemos a falar,
a ler e escrever.
Aprendemos
a dominar ferramentas,
equipamentos e tecnologia.
Muitos, ao conseguirem o diploma
de curso médio ou superior,
param de estudar, ler,
curiosar.
Outros, poucos,
continuam,
buscando,
e conquistando
o mestrado,
doutorado,
pós doutorado.
Só alguns poucos,
continuam evoluindo,
se tornam autodidatas,
professores de si mesmos.
Quem são estes?
São os que fazem a leitura
do mundo que nos cerca,
próximo e distante,
em constante mudanças,
transformações visuais,
na natureza,
nas cidades
nas comunicações.
A evolução
não se subordina
á acomodação.
Cada susto
diante de tecnologias novas,
nos coloca na parede, desafiando.
E aí, vai se esforçar
para aprender?
Ou vai desistir?
Vai aprender
a usar o celular,
o computador,
ou vai ficar parado
no meio do velho mundo?
A todo momento,
estamos diante
de uma nova palavra,
geralmente em inglês,
tentando adivinhar
o sentido, ou a informação,
como fazer funcionar tal treco,
tal objeto, tal ferramenta,
controle remoto,
ou tecnologia.
Pois bem, todas estas novidades
externas, estão nos avisando,
que estamos internamente,
desatualizados.
Aqueles que inventam coisas novas
estão na nossa frente, avisando,
‘continue aprendendo’.
‘Venha ... evoluindo’.
Venha para o novo.
Deixe o passado.
Desapegue.
Arrisque.
Saia.
Fomos nos acomodando,
lentamente, despercebidamente,
igual a água fria,
que vai esquentando lentamente,
e fervendo, e cozinhando
nossos miolos.
E quando nos damos conta,
estamos fritos, anestesiados,
incapacitados a reagir.
A cultura do conforto
acorrentou nossas forças,
reduziu-nos de novo,
à passividade.
Ainda há tempo
para acordar,
aprender,
ler,
estudar novas línguas,
principalmente o inglês,
ler livros de história
e geografia,
biografias,
espiritualidade.
Aquele vasto velho mundo,
imenso,
desconhecido,
hoje é uma aldeia.
O mundo geográfico,
não é mais o mesmo.
Não tem mais fronteiras.
Abrimo-nos aos espaços infinitos.
O mundo racional e espiritual
não é mais o mesmo.
Não há mais limites
para a ousadia,
para o conhecimento.
O objeto de estudos
da atualidade e do futuro,
não é mais e tão somente
o mundo visível,
mas o universo invisível
e infinito,
que nos envolve.
Ainda há tempo
para acordar
ler, estudar
nossa personalidade,
o ego, a espiritualidade.
Ainda estamos vivos.
Enquanto há vida,
há esperança.
O mundo físico,
material,
limitado,
fechado,
não foi capaz
de aprisionar
o potencial espiritual
do qual somos feitos.
Somos livres,
abertos,
para o mais,
mais perfeito,
para o ilimitado,
onde caiba tudo,
e todos,
com um só coração,
e uma só alma.
Eneas Paulo Budel
Bogucheski
Atualizado em
24/07/2020

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