sexta-feira, 24 de julho de 2020

758.- Mudanças provocativas




Mudanças são necessárias.

 

Vivemos

mudando.

 

Quem não muda,

estaciona e cria raízes.

Paralisa.

E não evolui.

 

Desde que nascemos,

só o corpo cresce

até uma determinada

estatura.

 

O conhecimento

racional e espiritual,

jamais cessa de evoluir.

 

Nascemos analfabetos.

 

Aprendemos

a decifrar alfabetos,

códigos,

fórmulas,

números,

 símbolos

e mistérios.

 

Nada escapa

às nossas capacidades

racionais e espirituais.

 

E vamos aprendendo,

caminhando

e dominando,

línguas,

história, geografia,

matemática, engenharia,

filosofia, sociologia, teologia,

cosmologia, física, química,

política, economia,

medicina, religião,

literatura, música

e poesia.

 

Aprendemos a falar,

a ler e escrever.

 

Aprendemos

a dominar ferramentas,

equipamentos e tecnologia.

 

Muitos, ao conseguirem o diploma

de curso médio ou superior,

param de estudar, ler,

curiosar.

 

Outros, poucos,

continuam,

buscando,

e conquistando

o mestrado,

doutorado,

pós doutorado.

 

Só alguns poucos,

continuam evoluindo,

se tornam autodidatas,

professores de si mesmos.

 

Quem são estes?

São os que fazem a leitura

do mundo que nos cerca,

próximo e distante,

em constante mudanças,

transformações visuais,

na natureza,

nas cidades

nas comunicações.

 

A evolução

não se subordina

á acomodação.

 

Cada susto

diante de tecnologias novas,

nos coloca na parede, desafiando.

 

E aí, vai se esforçar

para aprender?

 

Ou vai desistir?

 

Vai aprender

a usar o celular,

o computador,

ou vai ficar parado

no meio do velho mundo?

 

A todo momento,

estamos diante

de uma nova palavra,

geralmente em inglês,

tentando adivinhar

o sentido, ou a informação,

como fazer funcionar tal treco,

tal objeto, tal ferramenta,

controle remoto,

ou tecnologia.

 

Pois bem, todas estas novidades

externas, estão nos avisando,

que estamos internamente,

desatualizados.

 

Aqueles que inventam coisas novas

estão na nossa frente, avisando,

‘continue aprendendo’.

‘Venha ... evoluindo’.

 

Venha para o novo.

Deixe o passado.

Desapegue.

Arrisque.

Saia.

 

Fomos nos acomodando,

lentamente, despercebidamente,

igual a água fria,

que vai esquentando lentamente,

e fervendo, e cozinhando

nossos miolos.

 

E quando nos damos conta,

estamos fritos, anestesiados,

incapacitados a reagir.

 

A cultura do conforto

acorrentou nossas forças,

reduziu-nos de novo,

à passividade.

 

Ainda há tempo

para acordar,

aprender,

ler,

estudar novas línguas,

principalmente o inglês,

ler livros de história

e geografia,

biografias,

espiritualidade.

 

Aquele vasto velho mundo,

imenso,

 desconhecido,

hoje é uma aldeia.

 

O mundo geográfico,

não é mais o mesmo.

Não tem mais fronteiras.

Abrimo-nos aos espaços infinitos.   

 

O mundo racional e espiritual

não é mais o mesmo.

Não há mais limites

para a ousadia,

para o conhecimento.

 

O objeto de estudos

da atualidade e do futuro,

não é mais e tão somente

o mundo visível,

mas o universo invisível

e infinito,

que nos envolve.

 

Ainda há tempo

para acordar

ler, estudar

nossa personalidade,

o ego, a espiritualidade.

 

Ainda estamos vivos.

 

Enquanto há vida,

há esperança.

 

O mundo físico,

material,

limitado,

fechado,

não foi capaz

de aprisionar

o potencial espiritual

do qual somos feitos.

 

Somos livres,

abertos,

para o mais,

mais perfeito,

para o ilimitado,

onde caiba tudo,

e todos,

com um só coração,

e uma só alma.  

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 24/07/2020

eneaspb@gmail.com


Nenhum comentário:

Postar um comentário