Existe um tipo de inteligência
que penetra facilmente
as leis e dinâmicas
do funcionamento
das coisas e da vida.
Existe uma inteligência
superior,
espiritual,
denominada sabedoria,
que tem origem divina,
e que penetra as intenções
até mesmo o espírito
de profundidade
do Deus Criador.
Como decifrar
esta sabedoria espiritual,
imaterial,
se somos carnais,
corpóreos,
materiais?
Nosso pensar
e nossos pensamentos
não são produzidos
por algumas peças mecânicas,
dentro do nosso cérebro.
Nossas capacidades
e faculdades
de pensamentos,
ideias, intenções,
nossa consciência,
não são localizáveis,
dentro da estrutura pessoal.
Nenhum médico,
abrindo e retalhando nosso corpo,
conseguirá encontrar um lugar,
onde colocar ou tirar nossas
capacidades racionais
e espirituais.
Nosso corpo, sim,
ocupa lugar e espaço,
tem uma certa estatura e peso.
A alma que nos habita,
mora dentro deste corpo,
individual,
na casa toda,
corporal.
A alma que nos habita,
também se espalha,
se esparrama,
como o ar,
o vento,
participando de tudo
e de todos,
numa unidade familiar,
com todos os seres do universo.
Como falar da sabedoria,
da inteligência espiritual,
se nem da nossa inteligência humana
conseguimos dominar, entender e ativar?
A inteligência espiritual,
para ensinar
sobre as realidades espirituais,
expressa-se através
de termos espirituais.
A nossa inteligência racional
por mais que se esforce,
não consegue ir muito longe
sem o apoio,
sem a ajuda
que a fé pode dar.
Logo de início,
opomos resistências
por não aceitar caminhar
sobre as águas,
sabendo, racionalmente,
que iremos afundar,
e a fé insiste,
pelo menos,
tentar.
Estamos acostumados
com o que nossos olhos veem.
Estamos bem à vontade
com o que nossos ouvidos ouvem.
Achamos que só existem
estes dois canais
de entrada
do mundo externo
dentro de nós.
Os olhos e os ouvidos.
Só que a inspiração,
a intuição e a fé,
são ferramentas superiores,
que dispensam o uso racional.
Aceitar essa proposta
é o primeiro passo.
A fé
é um poder oculto
dentro de nós,
desconhecido, inativo,
nos mantendo em prejuízo,
num nível inferior.
Ao ativá-la, reconheceremos,
as pegadas, os traços, os sinais,
a linguagem espiritual.
Começaremos a decifrar e a ler
uma linguagem sem fronteiras,
o amor sem barreiras,
o viver ideal.
Não vamos ter fé,
logo de cara,
como por milagre,
chegar ao alto da montanha,
sem dar os passos
entre as pedras,
e tomar os cuidados
para não cair
nos desfiladeiros.
Como desejamos ter fé,
se não nos familiarizarmos,
desde já,
com as realidades
que estejam ligadas ou religadas
com o conteúdo da fé?
Resistimos racionalmente.
desejando,
inconscientemente,
permanecer,
só com as faculdades humanas.
Admita,
aceite
ser filho do Deus Eterno.
Ponha em ação
as potencialidades
de filho(a) do Papai Eterno.
Seduza o seu coração
para que ele se deixe atrair
pela beleza da natureza,
pela bondade e pelo amor
das pessoas,
pela sabedoria divina,
pelas promessas
que o teu Pai-Criador te fez.
“Ensinamos
a sabedoria misteriosa
e oculta,
que o Deus Criador,
antes dos tempos,
predestinou para nós ...
o que os olhos não viram,
os ouvidos não ouviram
e o coração do homem
não percebeu ainda,
isso, o Deus Papai preparou
para aqueles que o procuram
como filhos, carentes de amor,
e de vida eterna”.
São Paulo escreveu estas palavras
para as pessoas que residiam em Corinto,
uma cidade na Grécia antiga,
há mais de dois mil anos,
e atualiza hoje,
para nós.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 30/07/2020

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