Aqui não temos suficiente sabedoria.
Podemos alcançar certo grau
de inteligência, de esperteza,
de clareza de visão,
do conhecimento de si
mesmo
e do mundo em que
vivemos.
A partir daqui,
do que acontece na
Terra,
necessitamos de algo
mais,
necessitamos da sabedoria celestial.
Na Terra,
não somos sábios,
suficientemente,
a não ser que,
escolhamos
a loucura,
de pensar,
diferente,
acionar,
ativar
a fé.
Aqui na Terra,
região das
aparências,
podemos dar aos ares,
a impressão de
inteligência,
porém, nas raízes,
nas profundidades,
nossa inteligência
humana
carrega as marcas
de artificialidade.
Nossa inteligência é parcial,
nunca ou quase nunca
é global ou
globalizante,
quase sempre
acompanhada
de defeitos
colaterais.
A sabedoria celestial
está sempre carregada
de elementos
valorativos,
globalizante, envolvente,
dignificante, permanente.
Aqui toda sabedoria está mesclada
com apegos, orgulhos,
referenciados ao ego,
ao egoísmo, ao umbigo,
ao supérfluo,
às ninharias.
A inteligência humana,
incompleta,
imperfeita,
busca equivocadamente
aquilo que não
preenche,
não responde à essência.
Nossa inteligência
humana
nos mantém em
constante
insatisfação,
curiosidades,
buscando novidades.
A sabedoria celestial,
por sua vez,
vai em busca dos
meios e dos caminhos
que ensinam como
abrir-se
ao mundo invisível.
Existe uma sabedoria
desinteressada, desapegada,
livre, disponível.
Disponível
aos que perceberam,
que o que nasce da
terra,
vem carregado com os efeitos
e defeitos da Terra.
Mas há uma sabedoria,
Celestial, já disponível,
a quem dela se
interessar.
Não se exalta,
não julga,
não condena.
Não cria conflitos.
Não se deixa contaminar.
É pura transparente, simples,
solta e alegre, como uma criança.
A sabedoria
celestial,
se pratica, brincando, louvando, agradecendo,
cantando, saltitando, exprimindo sentimentos
e atitudes celestiais, em roupagens simples,
e humilde por aqueles que são
puros de coração.
A sabedoria celestial é derramada
nos corações de quem se abre
para a esfera divina.
É da sabedoria
celestial
que se obtém o
discernimento
para avaliar e
escolher
o que é essencial.
É da sabedoria
celestial
que vem as esperanças.
É da sabedoria
celestial
que nascem as inspirações
para criar coisas
preciosas,
em nosso meio comum.
É da sabedoria
celestial
que aprendemos
que a prática do amor
supera todos as
regras,
normas, rituais
e mandamentos.
A sabedoria celestial está disponível
para quem aprendeu a contemplar,
isto é, olhar para além das aparências,
para a origem e para a finalidade
de todas as coisas, olhar por trás
e por dentro de tudo.
A sabedoria celestial
nasce do ato de contemplar.
Contemplar é olhar
acolhendo, admirando,
aceitando fazer parte
de tudo,
como alguém que quer
ajudar,
servir, elevar tudo
para cima,
para o altar do
mundo.
Basta abrir os olhos
observar o
comportamento
daqueles que escolheram
os valores da
sabedoria celestial
para conviver nesta
Terra,
e para perceber onde
está
a diferença.
E ir atrás do que vale,
do que perdura para sempre.
Esta sim,
é a eterna sabedoria,
que se eleva da Terra,
para o céu.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 06/07/2020

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