terça-feira, 13 de setembro de 2016

343.- Perguntas. Interrogações que exigem respostas.



       Tenho conversado com muitos jovens e pessoas de todas as idades.


Após cada conversa, fico decepcionado pela dificuldade que encontro em levar adiante um diálogo que logo é interrompido por falta de assunto que seja comum a nós dois.  


Aí eu me pergunto, por quê o diálogo não deslancha?


Sou de uma geração diferente. Nasci em 1950 e a história destes anos encarnou em mim de tal forma que sou identificado pelos outros como alguém que nasceu na década de 50.


Avalio-me e vejo que eu estou numa órbita totalmente diferente daquela do meu interlocutor.


Como é difícil conversar com alguém que nasceu na década de 80 em diante.



Gosto de fazer perguntas.

Perguntas levam ao diálogo.



Neste texto

optei por fazer

um caminhão de perguntas.

Perguntas incomodam.

Perguntas desinstalam.



E me pergunto:

estou certo ou estou errado?

Se estou errado, onde errei?



E fui procurar as respostas.

As respostas me mostraram

o foco dos meus interesses

e a minha filosofia de vida.



Avaliei-me

após ter respondido

as perguntas abaixo.



E agora passo o problema para você.



Vamos fazer um teste.



Pergunte-se:



O passado me marcou negativa

ou positivamente?

Estou arrastando algum fardo pesado,

que deveria ter esquecido e deixado lá,

há muito tempo?



Estou vivendo sabiamente

o momento presente?

É este o valor que tenho neste momento,

em minhas mãos, em minha vida:

um presente.



Estou preocupado com meu futuro?

É para lá que vou.

Sei para onde estou indo?

Quem são os meus guias,

meus professores, meus mestres?

Pessoas equilibradas, vencedoras?





Você gosta de ler livros?

Por curiosidade, passatempo

ou método para abrir perspectivas

e portas para o futuro?



Meu senso crítico da vida

e das pessoas

foi construído sobre que bases

ou critério educativos?



Sou educado?



Eu estou certo?



As outras pessoas estão erradas?



Sou uma pessoa original

ou as crenças e ‘modus vivendi’

das pessoas

é que formataram

minha maneira de ver e viver?



Vivo realmente minha vida

ou vivo reagindo

ao que acontece à minha volta?



Vivo consciente

ou inconscientemente?



Como tenho certeza de que sou eu,

minha consciência verdadeira,

que está no comando

ou é o ‘meu’ ego?



Sou original ou deformado?



Quem quer originalidade

e verdade?



Quem quer saber a verdade

sobre si mesmo?



Quem possuía e transmitia

a Verdade e a Justiça?



Alguém escondeu a verdade

e ensinou mentiras?

Qual escola frequentei?



Por que damos demasiada importância

a coisas supérfluas

e não levamos a sério

as questões importantes da vida?



Já me interessei pelas questões

que a religião trabalha?



Deus existe?

Se existe,

que influência comportamental

exerce em minha vida?



Que valor dou à paz?



Estou acostumado

e conformado

com as situações de violência

que acontecem ao meu redor

e no mundo?



Até que ponto

sou apegado às minhas ideias,

opiniões e pensamentos?



Quais as razões

que me levam a irritar-me

com tanta facilidade?



Quais são as bases

que dão apoio e sustento à sua vida?



O que te mantém em pé?



Você prefere viver sozinho?

Por quê?





Você se acha uma pessoa egoísta?

Ou solidária?



Você gosta de viver junto com outros?

Por quê?



Quando é que você se sente mais feliz,

de verdade?



Você sabe viver na natureza?

Sem som?

Sem levar os problemas

e as coisas da cidade

para lá?



Você gosta do silêncio?

Sabe por quê?



Você se conhece, profundamente?



Você acha certo

discutir para defender uma ideia

ou uma pessoa,

ou um político ou partido político?



Você sabe respeitar,

acolher e conversar amigavelmente

com alguém que pensa diferente

de você?



E você, tem vergonha

de fazer perguntas?



Tem coragem

de fazer perguntas?



Pergunte.





Concluindo o teste:

Quantas destas questões você já se empenhou para respondê-las, por iniciativa própria?



Você já se olhou por dentro da imagem que aparece no teu espelho?



Quando você se olha no espelho, quem aparece na tua frente não é você, é tua imagem. É uma imagem virtual. É pensamento. É a imagem mental que você tem de si mesmo.



A verdadeira pessoa que não aparece no espelho é aquela que respondeu com sinceridade às perguntas acima.



Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 13/09/2016




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