quarta-feira, 14 de setembro de 2016

344.- Ponto final, não. Interrogações e exclamações, sim.





O sinal de pontuação
que menos gostamos é o ponto,
o ponto final,
aquele que finaliza uma frase,
um diálogo, um intercâmbio.


Este dito cujo, o ponto final,
deve ser muito antipático
e separador de ideias,
tanto na linguagem falada
como na escrita.



Veja que até na entonação,
quando estamos
quase terminando a frase,
sua voz parece que vai ficando cansada,
quase parando ...
e de repente para.
Para mesmo.
E já quer mudar de assunto.


Que antipático é o ponto final.

Mas a família dos sinais de pontuação
não é pequena.

Os sinais de pontuação
que mais se destacam são:
ponto-final, ponto e vírgula,
ponto de exclamação, interrogação,
dois-pontos, travessão, reticências,
aspas, parênteses,
vírgula e colchetes.

O ponto-final
não é o melhor de todos.


Veja que ele quer levar para o final
do que está sendo dito ou escrito.


        O ponto final é tão preguiçoso
a ponto de querer reduzir as palavras,
abreviando-as.
E ainda por cima,
quer aparecer
em todas as abreviaturas.


     Danado ponto, apressado em alcançar
sua finalidade.

Deixemos o ponto final
dentro do seu campo.
Respeitemos as suas funções.


Se o ponto final sinaliza um fim,
o ponto de interrogação
aciona sentimentos,
surpresa,
e demonstra algo inacabado,
não dito, ainda escondido,
não revelado, não conhecido,
não degustado.


Agora, aqui, neste contexto,
desejamos fazer analogias, comparações,
viajar na maionese
e clarear nossa visão e perspectivas
sobre o diálogo
que não deveria ser interrompido
com a colocação de pontos finais.


São as perguntas
que levam o diálogo para frente.


Se perguntamos, a vida reage.
Se perguntamos, aprendemos mais,
vamos mais longe, descobrimos  
e conhecemos mais.


Se perguntamos,
intercambiamos valores,
despertamos sentimentos e ideais.


Perguntar,
esparramar
pontos de interrogação pelo caminho
vai motivando os outros,
a caminhar.


Este sinal de comunicação
utilizado nas conversas e nos escritos
é muito mais importante
que o ponto final.


O ponto de interrogação
quer mais.
Demonstra interesse,
insatisfação, incompletude.


Quem é você que me lê?

Quem sou eu, para você?

O que você pensa ou conclui
ao terminar de ler meus textos?

Você não fica com algumas dúvidas?

Não te despertam curiosidades?


Não acredito
que você não sinta nada.


É melhor o diálogo
do que o monólogo.


Perceba
que em todos os textos
que divulgo,
finalizo com meu e-mail:
aguardando um contato seu.


Num dos textos publicados
no Blog Heipo World
deixei bem claro
que é o diálogo que busco.
Abra e releia o texto 195
publicado em 18 de janeiro 2015.


Não quero ficar apenas 
escrevendo virtualmente. Não há eco.

Não há ressonância.

Não me satisfaço só com isso.


O que devo pensar?


Venho de novo apelar
para o ponto de interrogação,
perguntando-te:
por que você resiste em entrar
em contato comigo?


Logo, logo,
gostaria de usar muito
os pontos de exclamação.

Tão logo você entre em contato comigo,
através do e-mail,
nosso diálogo poderá nascer,
crescer e se tornar exclamativo,
carregado de admiração,
surpresas
e outros sentimentos nobres
que estão dormindo
dentro de cada um de nós,
por falta de frases que os despertem.


Seu comodismo
fez amizade com o ponto final.


Se você continuar na dele,
fará falta os pontos de interrogação
e exclamação em sua vida.


Venha, venha dialogar comigo.


Que tal
encher o tempo das nossas vidas
com os (???) pontos de interrogações,
que respiram, dão vida,
beliscam, acariciam
e pedem respostas vivas?


Que legal
será preencher
nossos silêncios
com os (!!!) pontos de exclamações,
que dão prazer e alegria
às nossas interações,
nossos diálogos e vibrações?


Quantos pontos de interrogações
anseiam viver!


Quantos pontos de exclamação
desejam ligar a luz
dos teus olhos
e alargar
o sorriso na tua face!


Oh céus !!!

Oh vida !!!

Oh ecos de ressonância !!!


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 14/09/2016




Leia outros textos:




Nenhum comentário:

Postar um comentário