O
sinal de pontuação
que
menos gostamos é o ponto,
o
ponto final,
aquele
que finaliza uma frase,
um
diálogo, um intercâmbio.
Este
dito cujo, o ponto final,
deve
ser muito antipático
e
separador de ideias,
tanto
na linguagem falada
como
na escrita.
Veja
que até na entonação,
quando
estamos
quase
terminando a frase,
sua
voz parece que vai ficando cansada,
quase parando ...
e de
repente para.
Para
mesmo.
E já
quer mudar de assunto.
Que
antipático é o ponto final.
Mas
a família dos sinais de pontuação
não é pequena.
não é pequena.
Os
sinais de pontuação
que mais se destacam são:
que mais se destacam são:
ponto-final, ponto e vírgula,
ponto de exclamação, interrogação,
dois-pontos, travessão,
reticências,
aspas, parênteses,
vírgula e colchetes.
O ponto-final
não
é o melhor de todos.
Veja
que ele quer levar para o final
do
que está sendo dito ou escrito.
O ponto final é tão preguiçoso
a
ponto de querer reduzir as palavras,
abreviando-as.
abreviando-as.
E
ainda por cima,
quer
aparecer
em
todas as abreviaturas.
Danado ponto, apressado em alcançar
sua finalidade.
Deixemos
o ponto final
dentro do seu campo.
Respeitemos as suas funções.
dentro do seu campo.
Respeitemos as suas funções.
Se o
ponto final sinaliza um fim,
o
ponto de interrogação
aciona
sentimentos,
surpresa,
e
demonstra algo inacabado,
não
dito, ainda escondido,
não
revelado, não conhecido,
não
degustado.
Agora,
aqui, neste contexto,
desejamos
fazer analogias, comparações,
viajar
na maionese
e
clarear nossa visão e perspectivas
sobre
o diálogo
que
não deveria ser interrompido
com
a colocação de pontos finais.
São
as perguntas
que levam
o diálogo para frente.
Se
perguntamos, a vida reage.
Se
perguntamos, aprendemos mais,
vamos
mais longe, descobrimos
e conhecemos
mais.
Se
perguntamos,
intercambiamos
valores,
despertamos
sentimentos e ideais.
Perguntar,
esparramar
pontos
de interrogação pelo caminho
vai
motivando os outros,
a
caminhar.
Este
sinal de comunicação
utilizado
nas conversas e nos escritos
é
muito mais importante
que
o ponto final.
O
ponto de interrogação
quer
mais.
Demonstra
interesse,
insatisfação,
incompletude.
Quem
é você que me lê?
Quem
sou eu, para você?
O
que você pensa ou conclui
ao
terminar de ler meus textos?
Você
não fica com algumas dúvidas?
Não
te despertam curiosidades?
Não
acredito
que
você não sinta nada.
É
melhor o diálogo
do que
o monólogo.
Perceba
que em todos os
textos
que divulgo,
finalizo com meu
e-mail:
aguardando um contato
seu.
Num
dos textos publicados
no
Blog Heipo World
deixei
bem claro
que
é o diálogo que busco.
Abra
e releia o texto 195
publicado
em 18 de janeiro 2015.
Não
quero ficar apenas
escrevendo virtualmente. Não há eco.
Não
há ressonância.
Não
me satisfaço só com isso.
O
que devo pensar?
Venho
de novo apelar
para
o ponto de interrogação,
perguntando-te:
perguntando-te:
por
que você resiste em entrar
em
contato comigo?
Logo, logo,
gostaria de usar
muito
os pontos de
exclamação.
Tão logo você entre
em contato comigo,
através do e-mail,
através do e-mail,
nosso diálogo poderá
nascer,
crescer e se tornar
exclamativo,
carregado de
admiração,
surpresas
e outros sentimentos
nobres
que estão dormindo
dentro de cada um de
nós,
por falta de frases
que os despertem.
Seu
comodismo
fez
amizade com o ponto final.
Se
você continuar na dele,
fará
falta os pontos de interrogação
e
exclamação em sua vida.
Venha,
venha dialogar comigo.
Que
tal
encher
o tempo das nossas vidas
com
os (???) pontos de interrogações,
que
respiram, dão vida,
beliscam,
acariciam
e
pedem respostas vivas?
Que
legal
será
preencher
nossos
silêncios
com
os (!!!) pontos de exclamações,
que
dão prazer e alegria
às
nossas interações,
nossos
diálogos e vibrações?
Quantos
pontos de interrogações
anseiam
viver!
Quantos
pontos de exclamação
desejam
ligar a luz
dos teus
olhos
e
alargar
o
sorriso na tua face!
Oh
céus !!!
Oh
vida !!!
Oh
ecos de ressonância !!!
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 14/09/2016
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