quarta-feira, 28 de setembro de 2016

351.- Emoções. Juntando emoções e sentimentos às razões da vida.





Naquilo que fazemos,

se pouco ou nada sentimos,

algo falta.




Falta satisfação

na vida.




Falta sentimento.




Veja como é gostoso,

sentimental, esquentante,

inebriante, escrever, ler,

viajar ouvindo músicas,

músicas escolhidas,

selecionadas

que falam,

gritam,

despertam

as células e fibras,

que por ventura,

ainda estejam dormindo.




Perceba,

atentamente

o que sentes

e veja como é importante

incorporar elementos

à capacidade racional.




Parece que a razão,

a mente, se ocupa mais

com as coisas externas.




Veja como a mente,

a razão não sente nada.

Parece que não tem sensibilidade.

É fria,  apática, julga, critica.




Parece que o sentimento

é mais nosso, é coisa interna.

É o sentimento que mexe comigo.

Tem mais nobreza nos sentimentos.
É envolvente, contagiante.





Só pensar é atitude seca,

 sem atrativos.




É o sentir, o sentimento, as emoções

que tornam a vida colorida,

gostosa de viver,

exuberante,

vibrante,

viva,

palpitante.






Só ler, é pouco,

se não acionar

a imaginação,

que acende desejos,

que despertam ideias,

e colocam os ideais

bem claros,

próximo das realizações.  





Eficiência,

aprendizado,

sucesso

só vem,

se

além do pensamento,

sentimentos e emoções

sejam incorporados.




O que de bom

e compensador se faz,

é fruto de prazer.




Prazer

é o corpo todo que sente.




O que de bem produzimos,

vem de duas

ou três potências diferentes,

juntas, unificadas.




Assim como a gravidez

só vem depois da união íntima

entre um homem e uma mulher,

assim também acontece a inspiração

de uma poesia, de um discurso,

de uma obra de arte.




O ambiente ajuda,

o silêncio é necessário,

a vontade ligada,

a decisão tomada,

um fundo musical agradável,

harmonioso,

são elementos estratégicos

para a criatividade,

a explosão de algo novo,

enriquecedor,

gasolina aditivada

no veículo

da vida entusiasmada.




Depois destas revelações

olhamos para nós mesmos

e percebemos o quanto opaca,

nebulosa,

apática

é a nossa vida,

acostumada com a falta de arte,

de poesia, de emoções.




Por isso nosso agir é assim

sem brilho,

sem luzes,

desligado

da tomada vital

dos sentimentos.





Pucha vida!!!





Que graça tem,

viver assim,

sem sangue na cabeça,

sem energias no corpo,

sem brilho no olhar,

sem gostosos sorrisos

e gargalhadas?




Pouca coisa

é como nada!




Abra a boca, grite:

Viva a vida.




Fique longe do lixo,

saia à cata de perfumes.




Seu nariz

pode despertar sentimentos.






Teus olhos estão sãos?

Não há nada bonito por aí?

Não vês nada que esteja brilhando?




Seu olhar,

pode despertar sentimentos







Tuas antenas estão esticadas?




Tua sensibilidade é o botão

que faz os sentimentos acordarem.





Se não despertas os sentimentos,

se não acorda emoções,

é o pouco com que vives

e te mantém pobre.




Não aprendestes ainda

a curtir a vida,

meu caro, minha cara.




Ficastes na definição:

“O homem é um animal racional”.




Faltaste nas aulas de artes

onde foi ensinado

a importância dos sentimentos

e das emoções

para viver a vida

com vibração.




Estamos no mundo dos vivos.




Viva!




Tudo está dentro de você

como energia, alegria.





Cada um de nós é uma usina.



Conheça-te

e aprenda a pressionar

o botão certo,

que liga

o que está desligado.





Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 28/09/2016




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