Este texto foi inspirado
no filme: ‘Horizonte Perdido’, um filme norte-americano de 1973.
O resumo do filme:
durante uma tempestade,
um avião cai em algum lugar do Himalaia.
Em busca de
ajuda os sobreviventes
acabam encontrando um mundo
estranho e maravilhoso
chamado Shangri-lá,
onde existe um
método de aprendizagem
baseada na música e na poesia.
Mudanças ocorrem a
todo momento,
principalmente nas ciências e na comunicação.
Mais do que em
qualquer outra área,
é no mundo da educação
que deveriam
acontecer
mudanças definitivas.
O método de ensino e
aprendizagem
que hoje nossos
filhos e netos convivem,
é o mesmo desde o
tempo da idade média.
O professor, o quadro
negro, livros, apostilas
e uma porção de
alunos,
numa mesma turma,
procurando aprender
todas as ciências
necessárias para
levar
as pessoas
a viver como humanos.
Estamos com o
conhecimento
da História da
Humanidade
acumulada em mais ou
menos
dez mil anos de
cultura.
E ainda não sabemos
viver como irmãos.
E ainda não demos
muitos passos
no conhecimento das ciências teológicas, transcendentais.
Tanta cultura e tão
pouca sensibilidade
para o bem, para o
belo, para a verdade,
para a justiça e para
o amor.
Se alguma coisa está
errada,
é o conteúdo a ser
ensinado,
numa forma mais leve,
mais agradável,
mais poética.
Se alguma coisa
não está sendo
ensinada
é a verdade
para a qual
existimos.
Se algum tipo de
ensino
deve ser modificado
é o conteúdo final e definitivo,
ainda não colocado
nas vitrines
para a assimilação,
degustação
e distribuição a toda
sociedade irmanada
pela mesma origem e
finalidade celestial.
Se fizermos a pergunta:
o que os alunos
estão aprendendo,
prepara-os para o
mundo de hoje
e o mundo de amanhã?
Por que será
que gostamos de
poesia?
Porque parece ser uma
ânsia da alma,
ainda não satisfeita.
Por ser um tipo de
comunicação
curto, meias
palavras,
pela metade,
que diz muito,
como se fosse
inteiro?
Por ser um tipo de
comunicação
agradável, bem próximo
da arte?
Lendo poesia,
sentimentos brotam,
emoções palpitam,
pensamentos voam,
ideias pululam,
a vontade acorda o
bom humor
e a unidade do meu
ser se impõe,
e tudo se harmoniza,
fica bom e bonito.
Tudo o que é
aperfeiçoado
ganha definição de
arte.
Existe arte na dança,
na poesia, nas
expressões dos artistas,
na forma de expressar
o amor.
Pessoas que alcançam
um determinado nível de
sensibilidade,
percebem vislumbres de verdades,
de visões
sobrenaturais,
definitivas, a serem
ensinadas.
Como disse a
dançarina americana,
Martha Graham:
“Se nos esforçarmos para imitar os deuses,
faremos danças divinas”.
De tudo o que até
hoje aprendemos,
ainda não estamos
contentes;
queremos mais do que
já sabemos;
queremos mais do que
já gostamos,
e desejamos mais do
que já admiramos.
Se muito do que
sabemos é mentira,
porque não nos
satisfaz,
estamos atrás das
verdades definitivas, escondidas,
camufladas pelos
meios de comunicação
ou organizações
corporativas
que existem com
finalidades
exclusivamente econômicas,
sem arte, sem
poesias,
sem finalidades
superiores.
Nossos valores são
outros,
definitivos,
permanentes, poéticos.
Tem muita gente
desviando o foco.
Tem muita gente
querendo manter
o conteúdo da
educação
e os métodos educativos,
sem atualização.
E quem tem a verdade
definitiva
para liberar,
não tem ou não usa os
métodos ideais
de divulgação e
ensino,
ou não se atualiza,
ou não se questiona
se precisa melhorar e
evoluir.
É possível ter
pérolas para distribuir,
e não as considerar
como valores,
mas é possível que
quem precise receber
não vejam as pérolas
como valores
atualizados.
Podem acontecer falhas
em comunicar,
e nos comunicadores.
Podem acontecer
falhas
em receber
e nos receptores.
Se a sensibilidade de
ambos
estiver embotada
tudo fica na esfera
virtual
e não chega no chão,
real.
Se o antigo
não alcançou o
coração e a mente
de quem está vivendo
hoje, hoje,
o moderno, atualizado,
se não está
respondendo,
ainda está desatualizado.
O coração humano está
necessitado,
precisa ser
alimentado.
Se a poesia for
alimento,
este nutriente
seja usado.
Dois sabores iremos
então degustar:
a verdade e a alegria
compartilhada.
A poesia, por ser
quase divina,
está ali, perto da
alma
ou sendo o pulsar da
própria alma.
A poesia é uma forma
de comunicar
aquilo que é comum, a
nós humanos,
numa linguagem
atraente,
provocadora,
despertando forças,
emoções e sentimentos.
A poesia faz a nossa mente
levantar voos
pelos espaços
infinitos
e aterrissar em
jardins floridos.
Então, a poesia
possui a finalidade
de fazer a gente
transcender, elevar-se
acima do comum, do
ordinário, da rotina.
Não, não devemos
nem queremos fugir
deste mundo.
Queremos sim, viver neste
mundo,
pacificamente,
fraternalmente,
simplesmente sendo
o que somos.
A poesia é como uma
ponte mística
que liga o Céu à
Terra,
que traz o jeito de
ser do céu,
para aqui, na Terra,
para todos nós.
Se vivêssemos na
Terra, recitando poesias
e dançando,
tudo seria bem feito,
com perfeição, com
arte e alegria.
E o que expressamos,
na poesia,
na dança e nas artes,
é a arte que existe dentro
de nós.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 22/09/2016.
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