Quando
a tardinha da vida
vem
se impondo,
andamos
mais lentamente
e
observamos melhor
a
realidade que nos envolve.
Ficamos
mais sábios.
Focamos
nossa atenção
ao
que é mais importante,
E
percebemos
que
passamos a vida
conjugando
verbos.
Viver
é uma atividade
constante
de conjugação de verbos,
em todos os tempos e modos,
substantivando-os,
tanto quanto possível
com recheios de amabilidade,
afinações, diálogo,
doçura e carinho.
Não
conjugo sozinho.
Somos
incompletos.
Necessitamos
de
verbos auxiliares.
Conjugamos
a dois,
em
família,
superando
conflitos e dificuldades,
dando
atenções aos elogios,
incentivos,
sacrificando
egoísmos,
gerando
clima de paz
e
serena convivência.
A vida a dois é
conjugável,
possibilidade de combinações
e complementos,
correções
e aperfeiçoamentos.
Jamais ofender,
fazer sofrer e
chorar.
Amar é verbo ativo,
dinâmico,
visando sempre o bem
do cônjuge.
Sempre, sempre
achar meios de
promover,
incentivar, valorizar,
aconchegar,
pegar no colo,
acariciar, dar apoio,
sustentar.
Conjugar, supõe concordar
para dar continuidade.
Hoje, (2023) Gianna e Eneas,
completamos quarenta e dois anos
de
conjugalidade, cumplicidade,
associados
num projeto iniciado
em
10/10/1981.
Dentro
da visão física,
conjugados,
seríamos
duas forças paralelas,
de
suportes distintos,
com
sentidos opostos,
e
que atuam sobre um corpo.
Dentro
da visão botânica,
conjugar
se
refere à reprodução
no
qual se opera
a
fusão íntima
de
duas células isoladas,
originando
um corpo único.
Dentro
da visão cristã,
conjugar
é unir duas pessoas,
mediante
compromisso de fidelidade
nos
tempos alegres
e
nos momentos difíceis,
sendo
para toda a vida,
o
verbo auxiliar do outro.
A conjugação correta
dos verbos
leva à concordância
e à fácil compreensão
das frases.
Minha
esposa Gianna,
formada
em Biologia,
pela
UFPr, foi professora
de
ciências,
lecionando
no SESI de Curitiba,
entre
os anos 1974-2001.
Busquei
formação
em
filosofia e teologia,
formando-me
em 1977
em
Ponta Grossa,
no
Convento Bom Jesus,
dos
Freis Capuchinhos.
Em
1981 Gianna e Eneas,
decidimos
conjugar nossas vidas.
Nasceram
a Bruna e a Adriana.
Da
Bruna e do Fabiano,
nasceram
o Gael em 2016,
e
Ana Clara em 2018.
Da
Adriana e do Arthur,
nasceu
o Francisco em 2011.
Uma família que conjuga,
certamente valorizará
muito mais os verbos:
acolher,
compreender,
aceitar,
ceder,
tolerar,
perdoar,
elogiar,
ensinar,
testemunhar,
comunicar,
visitar,
partilhar,
e agradecer.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 10/10/2019.

Nenhum comentário:
Postar um comentário