quinta-feira, 10 de outubro de 2019

681.- Família vive conjugando verbos.




Quando a tardinha da vida

vem se impondo,

andamos mais lentamente

e observamos melhor

a realidade que nos envolve.



Ficamos mais sábios.

Focamos nossa atenção

ao que é mais importante,



E percebemos

que passamos a vida

conjugando verbos.





Viver 

é uma atividade constante

de conjugação de verbos,

em todos os tempos e modos,

substantivando-os,

tanto quanto possível

com recheios de amabilidade,

afinações, diálogo, doçura e carinho.



Não conjugo sozinho.

Somos incompletos.

Necessitamos

de verbos auxiliares.



Conjugamos a dois,

em família,

superando conflitos e dificuldades,

dando atenções aos elogios,

incentivos,

sacrificando egoísmos,

gerando clima de paz

e serena convivência.





A vida a dois é conjugável,

possibilidade de combinações

e complementos,

correções

e aperfeiçoamentos.





Jamais ofender,

fazer sofrer e chorar.





Amar é verbo ativo, dinâmico,

visando sempre o bem do cônjuge.





Sempre, sempre

achar meios de promover,

incentivar, valorizar, aconchegar,

pegar no colo, acariciar, dar apoio,

sustentar.





Conjugar, supõe concordar

para dar continuidade.





Hoje, (2023) Gianna e Eneas,

completamos quarenta e dois anos

de conjugalidade, cumplicidade,

associados num projeto iniciado

em 10/10/1981.



Dentro da visão física,

conjugados,

seríamos duas forças paralelas,

de suportes distintos,

com sentidos opostos,

e que atuam sobre um corpo.



Dentro da visão botânica,

conjugar

se refere à reprodução

no qual se opera

a fusão íntima

de duas células isoladas,

originando um corpo único.



Dentro da visão cristã,

conjugar é unir duas pessoas,

mediante compromisso de fidelidade

nos tempos alegres

e nos momentos difíceis,

sendo para toda a vida,

o verbo auxiliar do outro.





A conjugação correta dos verbos

leva à concordância

e à fácil compreensão

das frases.





Minha esposa Gianna,

formada em Biologia,

pela UFPr, foi professora

de ciências,

lecionando no SESI de Curitiba,

entre os anos 1974-2001.



Busquei formação

em filosofia e teologia,

formando-me em 1977

em Ponta Grossa,

no Convento Bom Jesus,

dos Freis Capuchinhos.



Em 1981 Gianna e Eneas,

decidimos conjugar nossas vidas.



Nasceram a Bruna e a Adriana.



Da Bruna e do Fabiano,

nasceram o Gael em 2016,

e Ana Clara em 2018.



Da Adriana e do Arthur,

nasceu o Francisco em 2011.





Uma família que conjuga,

certamente valorizará

muito mais os verbos:

acolher,

compreender,

aceitar,

ceder,

tolerar,

perdoar,

elogiar,

ensinar,

testemunhar,

comunicar,

visitar,

partilhar,

e agradecer.





Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 10/10/2019.

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