segunda-feira, 14 de outubro de 2019

683.- Fraternidade. Uma nova maneira de viver a existência.




“Para os poetas,
os filósofos,
os santos,
tudo é fraterno
e sagrado.
Todos os acontecimentos
são úteis,
todos os dias
são santos,
todos os homens
são divinos”.
Ralph Waldo Emerson


Vivemos a nossa vida,
em total liberdade,
tranquilidade
e confiança?

Em que momentos
fazemos essa benfazeja experiência
de suavidade,
bom humor,
simplicidade
e bem-estar?

- Quando nos encontramos e revivemos
as boas lembranças e aventuras
dos anos vividos na infância,
adolescência e juventude.

A sociedade moderna
parece girar ao redor de dois polos.

Por um lado,
cresce o desejo intenso
por um futuro
que deveria ser mais humano,
mais sadio, mais justo
e venturoso para todos.

Por outro lado,
percebe-se cada vez mais
um medo difuso
num porvir incerto
e nada claro.
Padre Jose Antonio Pagola 1937.
É sacerdote e escritor espanhol.
Nasceu em Anorca, Guipúzcoa, Espanha.


No final de semana
11,12 e 13 de outubro 2019
estivemos reunidos em Butiatuba,
região metropolitana de Curitiba Pr,
em torno de duzentas pessoas,
entre familiares, sacerdotes e religiosos,
ex-seminaristas, ex-religiosos e ex-sacerdotes,
membros da fraternidade “Sempre Capuchinhos”.

Foram três dias e duas noites
de reencontro,
revivendo, atualizando o passado,
atualizando biografias e amizades,
fotografias e troca de receitas médicas.

Reencontro anual,
de uma grande família,
iniciada no Seminário Santa Maria,
em Engenheiro Gutierrez, bairro de Irati, PR.

Muitos de nós,
passaram por outros Seminários,
em Urai, Ponta Grossa, Curitiba,
Florianópolis,
Laurentino, Londrina ...

Poucos permaneceram
na vida consagrada religiosa
e sacerdotal, porém,
todos permaneceram na família
Sempre Capuchinhos.

E na festa do reencontro
revitalizam-se as emoções adormecidas.

Somos uma família esparramada
pelo Brasil inteiro.

E vivemos antenados,
partilhando
nossas alegrias e tristezas,
sucessos e fracassos,
saúde e enfermidades.

Estes encontros proporcionam
momentos para reconhecer e agradecer
os dons recebidos e treinados nos Seminários,
depois desenvolvidos
e aplicados
nos cenários
das nossas responsabilidades
e ambientes de testemunho e trabalho.

Aprendemos ser família,
manter família,
cultivar os valores
da família.

E nestes dias de festa,
o que mais transparece em cada um de nós?
- a saudade, a satisfação,
de ter experimentado viver
como irmãos,
com origens,
e sobrenomes diferentes.

É, tínhamos um modelo,
o chiquinho, Francisco de Assis.

Que ensinou a respeitar e admirar,
expressando com alegria,
os sentimentos de irmandade
com a irmã água,
irmão vento, irmão sol, irmã lua,
irmão lobo, irmão fogo, irmã rosa,
irmão mato, irmã urtiga
e irmão pernilongo.

Obrigado irmãos e irmãs,
e louvemos juntos, nosso Pai Criador,
nossos professores e benfeitores.
 Amém, Aleluias.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 13/10/2019
eneaspb@gmail.com

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