Sempre
foi assim,
a
vida acontece,
dando
passinhos,
um
depois do outro.
Foi
assim na infância,
na
adolescência,
na
juventude,
na
idade adulta,
e
será assim,
na
velhice.
As
conversas
que
acontecem
em
nossos encontros de hoje em dia
giram
em torno das aventuras
vividas
no passado,
lembranças
atualizadas
emoções
ressuscitadas,
e
raramente conversamos
sobre
a próxima etapa
do
campeonato.
I
Vivemos
a vida,
correndo,
esbanjando
saúde,
desperdiçando
energias.
Tudo
que aparece
é
novidade,
que
com o tempo,
vai
deixando de ser.
A
velha idade
vem
se apresentando,
nos
estádios
e
no estágio da vida.
Os
veteranos
vão
jogar
o
último jogo.
Sai
de cena a pressa,
a
correria,
compromissos,
pressões
por resultados,
as
belas jogadas,
os
golaços inesquecíveis.
Entra
em campo,
o
time da lentidão,
da
paciência
e
da sabedoria.
É
hora de correr,
devagar,
parar
de driblar,
de
ser referência,
soltar
a bola,
não
reclamar mais
das
jogadas malfeitas,
dos
impedimentos,
dos
gols anulados,
das
faltas não marcadas
que
não foram levadas em consideração
pelos
juízes que apitaram os jogos.
É
hora de relembrar,
reviver,
atualizar
e
comemorar as boas jogadas
que
resultaram em gols e vitórias.
Como
bons jogadores,
aprendemos
a correr menos,
e
viver mais sábia
e
intensamente.
Um
conjunto
de
transformações
e
limitações físicas
exigem
agora
a
presença
de
novos técnicos.
Sai
o preparador físico,
entra
o médico,
o
nutricionista,
e
o fisioterapeuta.
Sai
de campo a ação
e
entra ações de graças.
As maiores
reclamações
que os jogadores
fazem
é a pouca preparação
dada,
para o jogo decisivo,
da velhice.
É um jogo.
A vida continua.
Queremos continuar
jogando
com o mesmo
entusiasmo.
Aceitando sim,
as limitações,
as novas regras,
remédios amargos,
expectativas
mais intensamente
transpiradas.
O clima
de mais um jogo importante
continua provocando
o frio na barriga,
e as pernas tremendo.
O time
do lado de lá
é desconhecido.
Jogar
nas manhãs da vida,
é
gostoso.
Jogar
depois do meio dia,
é
quente e suportável,
mais
desgastante.
Os
jogos nas tardinhas
são
mais agradáveis.
Jogar
de noite,
num
país desconhecido,
sem
luz,
é
muito difícil,
sem
preparação
e
treinamento.
II
Essa
preparação
e
esse treinamento
é
o que vai acontecer,
daqui
para frente.
Sempre
tive a impressão
de
que havia na arquibancada
um
Técnico famoso
assistindo
nossos jogos,
todas
as nossas jogadas,
quando
estivéssemos com a bola
ou
sem ela, bem posicionados
ou
perdidos dentro do campo.
Numa
das suas entrevistas
Ele
dizia que quando terminasse
o
campeonato aqui na Terra,
iria
levar-nos para jogar na Seleção dele,
lá
para bandas do exterior
e
pagaria o preço que fosse para
comprar
nosso passe.
III
Não
gostamos
de
ficar na reserva,
na
arquibancada,
assistindo
a vida passar.
Seremos
substituídos.
Aprendamos,
nessa
nova posição,
fora
de campo,
aceitar
a
realidade.
Compensará
o
vazio das arquibancadas
as
demonstrações de ternura,
pedidos
de autógrafos,
fotografias,
as
homenagens,
certidão
de cidadão honorário.
Deixar
as quatro linhas dos campos,
desapegar-se
dos aplausos
pendurar
as chuteiras
é
triste, se não houver
preparação
para o ingresso
numa
outra divisão especial
de
sobrevida.
Esperamos
a promoção,
entrar
na seleção,
no
outro time,
na
eternidade.
IV
A
aventura da fé
vai
se impondo
quando
nossos passos
começam
a ficar mais lentos.
O
fim de um campeonato
de
um ano apenas,
rápido
e cansativo,
é
suportado pela esperança
num
novo campeonato,
mais
longo,
valendo
um troféu eterno.
Todos
os jogos
serão
de confraternização,
com
o time dos Anjos
e
dos milhares de seres
que
compõem os exércitos celestes.
Acreditar
nestas promessas,
é a senha, o teste de seleção.
Poucos
técnicos
deste
campeonato terráqueo
conhecem
as instruções
que
estão no Manual do Atleta
liberado
para os interessados,
nas
Escolas de Teologia.
Além
das qualidades físicas,
serão
agregadas
a
esperança e a confiança
condicionando
os treinamentos
dos
valores espirituais.
A
esperança vive da confiança no Técnico
que
tem o poder de cumprir o que promete.
O
novo condicionamento físico-espiritual
sugere
agora, descartar a dúvida,
o
medo, a insegurança,
e
a covardia.
O
Técnico Abraão,
saiu
sem saber para onde ia ... e foi.
O
Técnico dos técnicos escreveu:
“Vou
infundir-vos um espírito
para
que revivais”.
“Por
você, permuto Nações”.
Se
neste campeonato, meio caduco,
saímos
vencedores, Aquele que criou
outro
tipo de campeonato, tem poder
para
coroar-nos de êxito, também.
Em
qual outro Técnico
iremos
colocar nossa confiança
se
Nele já somos vencedores?
Nosso
passe foi comprado
a
preço de sangue.
V
Este
último jogo
exige
muita paciência,
suportada
pela esperança
e fortalecida
com a confiança.
Enquanto
esperamos,
procuremos
alimentá-las,
e
fortalecê-las,
partilhando
com os amigos,
lendo
livros que fortalecem
nossas
convicções e
os
textos publicados em meu blog:
Este
texto merece melhoramentos.
Aceito
sugestões, correções, aprofundamentos.
Entre
em contato comigo através do e-mail abaixo.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 17/10/2019

Nenhum comentário:
Postar um comentário