Comunicamo-nos com os outros
através da
palavra falada, escrita,
gestos,
expressões faciais ou corporais.
Focamos a
palavra
como meio
de nos fazer comunicar
e entender
o comunicador
e os meios
usados para a comunicação
em todos
as suas ramificações.
O nosso
mundo de hoje
é a
herança de toda a História já percorrida,
conhecida
por nós através da palavra
falada ou
escrita.
A palavra
escrita
abarca a
dimensão visível,
transformada
e aperfeiçoada continuamente
pelas descobertas,
pela evolução,
e pelo intercâmbio
de povos e nações.
A palavra
falada
é de cunho
virtual, invisível,
audível, direta
ou interpretativa.
A palavra sempre
foi valorizada
porque é
dinâmica e livre.
Solta nos
ares
dos campos
das atividades humanas
ou presa
nos livros, revistas, CDs, DVDs.
A palavra
é matéria prima viva,
é força
que provoca transformações
e produzem
efeitos inimagináveis,
alargando
horizontes,
aventurando-se
a imaginar,
pesquisar
e adentrar o infinito.
Lemos,
ouvimos e avaliamos
o lado bom
das palavras,
que aproxima-nos da realidade.
Mas lemos
e vemos também
os efeitos
ou defeitos das palavras
que afastam-nos da realidade.
Parece-nos
que está acontecendo,
cada vez
mais visivelmente,
o
distanciamento do mundo real
do mundo
virtual.
A
capacidade racional e espiritual,
formam uma
das mais perfeitas expressões
de unidade
do ser humano livre,
através do
uso das palavras.
O que cada
um fala ou escreve
funciona
como semente que germina,
vive,
floresce e cresce,
e mais
cedo ou mais tarde, dá frutos.
Fruto da
evolução,
criou-se
no mundo moderno,
um outro
mundo: o mundo virtual.
Junto ao mundo real,
convive o mundo virtual.
Nesse
mundo virtual
a palavra
está constantemente agindo,
impondo-se,
fazendo propaganda,
alienando,
enganando, prometendo,
e manipulando mentes e espíritos.
O mundo
virtual conhece o mundo real,
suas fraquezas
e limitações.
E aí o
mundo virtual
sugere a
fuga do mundo real,
com suas criações
ilusórias e mentirosas.
O mapa do
mundo real,
sofreu e
sofre com as modificações
que
ocorreram nos últimos anos.
Nos dias
de hoje
todas as
cabeças estão cheias,
saturadas
de sons, imagens, palavras,
com as
avalanches, enxurradas e tempestades
de
ideologias, propagandas
e processos
midiáticos
que
provocam alienações
do mundo
real.
Nosso
corpo funciona como balde,
recipiente
ou depósito
de tudo
que é divulgado
nos meios
de comunicação.
Convém
colocar o filtro
do senso crítico
para
separar o que é importante
e o que não é essencial.
Estamos na
era da comunicação
e na era
do tempo escasso.
Queremos,
desejamos e esperamos
comunicações
rápidas e eficazes.
Ninguém mais
têm paciência
para ficar
ouvindo palavras
que não
tenham o poder
de provocar
mudanças rápidas
e resolver
os problemas concretos.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com 41 98854 5166
Atualizado
em 18/07/2016.
Texto original publicado no blog Heipo World em 18/07/2016.
Texto desmembrado e atualizado em 11/08/2024.
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