Por que falar sobre evolução?
Porque existe um
lugar
onde devemos chegar:
na perfeição.
Cabe sim as perguntas:
onde estamos?
Como nos comportamos?
Estranho seria,
não questionar-se.
Em que altura
estamos?
Não importa o estágio
alcançado.
Importa estar no
caminho.
A pessoa humana
que não possui
uma visão
evolucionária da vida,
acostuma-se com a
monotonia
e acha natural a
rotina.
A pessoa acomodada
faz apenas o que
aparece para fazer,
e vive apenas reagindo.
Não toma decisões
para que lado ir
nem para procurar
algo que lhe falta.
A pessoa humana
que não tem uma
filosofia de vida
fundada na constante
conquista
de níveis ainda não
alcançados,
apenas vive.
Não festeja
conquistas.
Vive contente com
empates.
Aceita as derrotas
como parte natural da
vida.
E vive lamentando,
achando que os azares
da vida
o perseguem.
Quanta ilusão,
quanto sofrimento inútil
não ter descoberto
ainda
a lei da vida
como contínua
evolução.
Fazer o bem,
colher bondade,
procurando mais
compreender que ser
compreendido,
amar que ser amado.
Olhar para fora do
próprio umbigo,
perceber a ânsia da
procura
nos outros, seus
irmãos,
revela muito da nobreza
existente,
a maturidade latente.
Algumas pessoas
acham que estão
prontas
para a vida porque
concluíram
os três, quatro ou
cinco anos necessários
para tirar o diploma
deste ou daquele curso,
desta ou daquela
profissão.
O dia em que se
recebe o diploma
não é o dia que
termina a fase do estudo.
A vida continua.
O aprendizado
ainda não acabou.
Não termina nunca.
O dia do casamento
não é o dia da
conquista
de um grande sonho,
mas o começo
de uma interminável
vida
de superação de
obstáculos
e conquistas
de objetivos a serem
continuamente
revistos
e replanejados.
Os dias da vida
fazem parte do tempo
que temos à
disposição
para colocar
a vida em movimento,
para aperfeiçoar o
que é natural
elevando o
comportamento até à arte,
o sobrenatural a ser
alcançado.
Não existiria a
perfeição
se não fosse um
modelo
a ser teimosamente
buscado.
A perfeição
é o espelho onde
comparamos
o estágio onde
estamos.
A perfeição é a
medida
do que nos falta
alcançar.
Se não temos paz,
a paz existe como
perfeição
que desacomoda e
incomoda.
Se não temos a suavidade
em nosso
relacionamento,
ela é o convite a ser
aceito
para aperfeiçoar a
arte do bem viver.
A perfeição vai na
frente
convidando-nos a
segui-la.
Lá vamos nós, lentamente,
com a ajuda do tempo.
Ao invés do mal feito
a perfeição leva ao
bem feito.
A perfeição já existe
em nós,
como convite, como
talento,
na perfeição do nosso
corpo
da nossa mente e do
nosso espírito.
Não perceber este
potencial
é o maior dos
defeitos,
é aceitar caminhar,
a passos lentos.
Separando, fica "tá
lento."
É o lento, aceito
como alimento.
Exercitar os talentos
que levem à
perfeição:
Conhecimento de si
mesmo, humildade,
dedicação,
perseverança, autenticidade, coerência, bondade, diálogo, compreensão,
companheirismo, motivação, complementação,
tolerância,
suavidade, doçura, carinho, ternura,
praticidade, busca da
verdade, busca da justiça,
misericórdia, discernimento,
atenção e disponibilidade,
aceitar as
dificuldades como testes,
enfrentar os
obstáculos
como barreiras a
serem vencidas.
Não há mérito maior
no ser humano
do que trabalhar pela
perfeição própria
e ajudar os outros na
sua conquista.
Se o homem ou a
mulher fosse perfeita,
seria Deus, disse o
filósofo Voltaire.
Só Deus é perfeito.
Como Deus é nosso Pai
e nós somos seus
filhos,
temos chances em
chegar lá,
pois que somos
imagem e semelhança
Dele.
Estaremos já de mãos
dadas com a perfeição
quando, todo dia,
eliminamos um vício
ou substituímos um
mau hábito
por boas atitudes.
Um vício
é uma algema fechada
com sete chaves.
As setes chaves são
sete decisões de
perseverança
na substituição pela
virtude contrária ao vício.
Pequenas conquistas
levam a grandes
vitórias.
Comece ou recomece
logo.
E lembre-se:
aquilo que de melhor
há em ti,
chama-se perfeição.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 23/07/2016.
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