sábado, 23 de julho de 2016

322.- Evolução. Marcha lenta, evolução ou estagnação?


 

Por que falar sobre evolução?

 

 

Porque existe um lugar

onde devemos chegar:

na perfeição.

 

 

Cabe sim as perguntas:

onde estamos?

Como nos comportamos?

 

 

Estranho seria,

não questionar-se.

 

 

Em que altura estamos?

Não importa o estágio alcançado.

Importa estar no caminho.

 

 

A pessoa humana

que não possui

uma visão evolucionária da vida,

acostuma-se com a monotonia

e acha natural a rotina.

 

 

A pessoa acomodada

faz apenas o que aparece para fazer,

e vive apenas reagindo.

 

 

Não toma decisões

para que lado ir

nem para procurar

algo que lhe falta.

 

 

A pessoa humana

que não tem uma filosofia de vida

fundada na constante conquista

de níveis ainda não alcançados,

apenas vive.

 

 

Não festeja conquistas.

 

 

Vive contente com empates.

 

 

Aceita as derrotas

como parte natural da vida.

 

 

E vive lamentando,

achando que os azares da vida

o perseguem.

 

 

Quanta ilusão,

quanto sofrimento inútil

não ter descoberto ainda

a lei da vida

como contínua evolução.

 

 

Fazer o bem,

colher bondade,

procurando mais

compreender que ser compreendido,

amar que ser amado.

 

 

Olhar para fora do próprio umbigo,

perceber a ânsia da procura

nos outros, seus irmãos,

revela muito da nobreza existente,

a maturidade latente.

 

 

Algumas pessoas

acham que estão prontas

para a vida porque concluíram

os três, quatro ou cinco anos necessários

para tirar o diploma deste ou daquele curso,

desta ou daquela profissão.

 

 

O dia em que se recebe o diploma

não é o dia que termina a fase do estudo.

 

 

A vida continua.

 

 

O aprendizado

ainda não acabou.

 

 

Não termina nunca.

 

 

O dia do casamento

não é o dia da conquista

de um grande sonho,

mas o começo

de uma interminável vida

de superação de obstáculos

e conquistas

de objetivos a serem

continuamente revistos

e replanejados.

 

 

Os dias da vida

fazem parte do tempo

que temos à disposição

para colocar

a vida em movimento,

para aperfeiçoar o que é natural

elevando o comportamento até à arte,

o sobrenatural a ser alcançado.

 

 

Não existiria a perfeição

se não fosse um modelo

a ser teimosamente buscado.

 

 

A perfeição

é o espelho onde comparamos

o estágio onde estamos.

 

 

A perfeição é a medida

do que nos falta alcançar.

 

 

Se não temos paz,

a paz existe como perfeição

que desacomoda e incomoda.

 

 

Se não temos a suavidade

em nosso relacionamento,

ela é o convite a ser aceito

para aperfeiçoar a arte do bem viver.

 

 

A perfeição vai na frente

convidando-nos a segui-la.

 

 

Lá vamos nós, lentamente,

com a ajuda do tempo.

 

 

Ao invés do mal feito

a perfeição leva ao bem feito.

 

 

A perfeição já existe em nós,

como convite, como talento,

na perfeição do nosso corpo

da nossa mente e do nosso espírito.

 

 

Não perceber este potencial

é o maior dos defeitos,

é aceitar caminhar,

a passos lentos.

 

 

Separando, fica "tá lento."

É o lento, aceito como alimento.

 

 

Exercitar os talentos

que levem à perfeição:

Conhecimento de si mesmo, humildade,

dedicação, perseverança, autenticidade, coerência, bondade, diálogo, compreensão, companheirismo, motivação, complementação,

tolerância, suavidade, doçura, carinho, ternura,

praticidade, busca da verdade, busca da justiça,

misericórdia, discernimento,

atenção  e disponibilidade,  

aceitar as dificuldades como testes,

enfrentar os obstáculos

como barreiras a serem vencidas.

 

 

Não há mérito maior no ser humano

do que trabalhar pela perfeição própria

e ajudar os outros na sua conquista.

 

 

Se o homem ou a mulher fosse perfeita,

seria Deus, disse o filósofo Voltaire.

 

 

Só Deus é perfeito.

 

 

Como Deus é nosso Pai

e nós somos seus filhos,

temos chances em chegar lá,

pois que somos

imagem e semelhança Dele.  

 

 

Estaremos já de mãos dadas com a perfeição

quando, todo dia, eliminamos um vício

ou substituímos um mau hábito

por boas atitudes.  

 

 

Um vício

é uma algema fechada

com sete chaves.

As setes chaves são

sete decisões de perseverança

na substituição pela virtude contrária ao vício.

 

 

Pequenas conquistas

levam a grandes vitórias.

 

 

Comece ou recomece logo.

 

 

E lembre-se:

aquilo que de melhor há em ti,

chama-se perfeição.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 23/07/2016.

eneaspb@gmail.com

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