quarta-feira, 27 de julho de 2016

326.- Mundo novo, ali na frente.

 

O mais importante neste mundo não é tanto onde estamos,
mas em que direção
estamos nos movendo.
Oliver Wendel Holmes.

 

 

Olho para trás

e vejo um mundo mal feito,

e gostaria de estar

num mundo muito melhor.

 

 

Às vezes, o nosso mundo

pode ser apenas a nossa própria casa,

nosso bairro, nossa cidade, nosso Estado

ou nossa Nação.

 

 

Se viajamos,

o conceito de mundo amplia-se.

 

 

Se lemos,

o conceito de mundo

aumenta.

 

 

Se dialogamos

vemos o mundo bem maior.

 

 

Para muita gente,

o mundo é o lugar onde estamos.

 

 

A história,

vem vindo,

do jeito que veio,

explorando tudo

dissecando,

tirando encantos,

desfazendo

o que era belo,

atraente e benfazejo.

 

Velho mundo,

mundo feio.

 

Socialismo, comunismo,

democracia sem maturidade,

deixou-nos tal como estamos,

desempregados, desesperançados,

sem ideal, sem aberturas.

 

Mundo velho,

velhos horizontes.

 

Do velho mundo pouco sobrou.

Era frio. Devagar esquentou.

 

 

Experiências fracassadas,

apoiadas em promessas políticas

camufladas de ganância e ignorância,

lideranças corporativas,

desprezando os valores

da liberdade,

igualdade e fraternidade.

 

 

Mundo velho,

velhos horizontes.

 

 

O mundo foi feito para você.

O mundo foi feito para mim.

O mundo foi feito para nós.
 
 

Todos cabemos
dentro do mundo.

 

 

Tudo isso para nós.

 

 

De repente me olho e espanto-me:

Também sou um mundo.

 

 

Meu eu cabe dentro do mundo.

E o mundo cabe dentro de mim.

 

 

Sou como uma cadeira:

sentado, imóvel,

assisto o mundo passar.

 

 

Nas naves espaciais,

alguns indo, sentados de costas

para o destino, querendo retornar.

 

 

Outros, em pé,

encarando de frente,

o forte vento, opondo resistências,

desejando logo chegar.  

 

 

A nave da vida vai,

e nós não temos como parar,

nem nos convém pedir para descer.

 

 

É um alvoroço só,

a uns atordoa

a outros acorda.

 

 

 

O mundo engatinhava,

o mundo andava.

Hoje o mundo corre

preparando-se para alçar voo.

 

 

Quem é que está no comando?

Quem está gerenciando este mundo?

Quem está na direção?

 

 

Eu não estou com as mãos no comando.

Eu estou sendo conduzido, levado,

não sei para onde.

 

 

A raça humana subiu no mundo,

enquanto ele estava quase parado.

Hoje, não dá mais para descer.

 

 

A alta velocidade

não nos permite pensar,

nem mais, admirar,

escolher e decidir.

 

 

Ao invés das obras de artes,

só vemos vultos.

 

 

Nem vemos mais as letras,

só imagens em telas gigantes.  

 

 

Não existe vagão

de primeira classe.

Estamos todos misturados.

Lobos bons e ovelhas rebeldes.

 

 

Não há mais degustação,

curtição, durabilidade.

Só pressão e pedaços, esparramados.  

 

 

O velho mundo

está pedindo para ser refeito,

nem que tenha que mudar a rota,

ou trocar a bússola por GPS.  

 

 

Passando pelas estações

de todas as nações,

nos vemos todos iguais,

imagens e semelhanças.

 

 

Só muda a língua

e os costumes.

 

 

Olhamos para frente

e vemos túneis e portas abertas.

 

 

Promessas renascendo.

 

 

Esperanças brotando.

 

 

A justiça andando

sem vendas nos olhos.

 

 

Correções de métodos

e rotas.

 

 

Lições aprendidas.

 

 

Novo mundo,

infinito,

sem limites,

sem horizontes.

 

 

Sem muros.

 

 

Milhares de pontes,

unindo todos

num só continente.

 

 

 

Liberdade.

Vida nova.

Sem leis e

sem normas opressoras.

 

 

Direitos iguais para todos.

 

 

O amor chegando à perfeição.

 

 

Recuperamos

a fraternidade.

 

 

Somos todos irmãos

indo para a casa do Pai.

 

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 27/06/2016.

eneaspb@gmail.com

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