O
mais importante neste mundo não é tanto onde estamos,
mas
em que direção
estamos
nos movendo.
Oliver Wendel
Holmes.
Olho para trás
e vejo um mundo mal
feito,
e gostaria de estar
num mundo muito
melhor.
Às vezes, o nosso
mundo
pode ser apenas a
nossa própria casa,
nosso bairro, nossa
cidade, nosso Estado
ou nossa Nação.
Se viajamos,
o conceito de mundo
amplia-se.
Se lemos,
o conceito de mundo
aumenta.
Se dialogamos
vemos o mundo bem
maior.
Para muita gente,
o mundo é o lugar
onde estamos.
A história,
vem vindo,
do jeito que veio,
explorando tudo
dissecando,
tirando encantos,
desfazendo
o que era belo,
atraente e benfazejo.
Velho mundo,
mundo feio.
Socialismo,
comunismo,
democracia sem
maturidade,
deixou-nos tal como
estamos,
desempregados,
desesperançados,
sem ideal, sem
aberturas.
Mundo velho,
velhos horizontes.
Do velho mundo pouco
sobrou.
Era frio. Devagar
esquentou.
Experiências
fracassadas,
apoiadas em promessas
políticas
camufladas de
ganância e ignorância,
lideranças
corporativas,
desprezando os
valores
da liberdade,
igualdade e
fraternidade.
Mundo velho,
velhos horizontes.
O mundo foi feito para
você.
O mundo foi feito para
mim.
O mundo foi feito para
nós.
Todos cabemos
dentro
do mundo.
Tudo isso para nós.
De repente me olho e
espanto-me:
Também sou um mundo.
Meu eu cabe dentro do
mundo.
E o mundo cabe dentro
de mim.
Sou como uma cadeira:
sentado, imóvel,
assisto o mundo
passar.
Nas naves espaciais,
alguns indo, sentados
de costas
para o destino,
querendo retornar.
Outros, em pé,
encarando de frente,
o forte vento, opondo
resistências,
desejando logo
chegar.
A nave da vida vai,
e nós não temos como
parar,
nem nos convém pedir
para descer.
É um alvoroço só,
a uns atordoa
a outros acorda.
O mundo engatinhava,
o mundo andava.
Hoje o mundo corre
preparando-se para
alçar voo.
Quem é que está no
comando?
Quem está gerenciando
este mundo?
Quem está na direção?
Eu não estou com as
mãos no comando.
Eu estou sendo
conduzido, levado,
não sei para onde.
A raça humana subiu
no mundo,
enquanto ele estava
quase parado.
Hoje, não dá mais
para descer.
A alta velocidade
não nos permite
pensar,
nem mais, admirar,
escolher e decidir.
Ao invés das obras de
artes,
só vemos vultos.
Nem vemos mais as
letras,
só imagens em telas
gigantes.
Não existe vagão
de primeira classe.
Estamos todos
misturados.
Lobos bons e ovelhas
rebeldes.
Não há mais
degustação,
curtição,
durabilidade.
Só pressão e pedaços,
esparramados.
O velho mundo
está pedindo para ser
refeito,
nem que tenha que
mudar a rota,
ou trocar a bússola
por GPS.
Passando pelas
estações
de todas as nações,
nos vemos todos
iguais,
imagens e
semelhanças.
Só muda a língua
e os costumes.
Olhamos para frente
e vemos túneis e
portas abertas.
Promessas renascendo.
Esperanças brotando.
A justiça andando
sem vendas nos olhos.
Correções de métodos
e rotas.
Lições aprendidas.
Novo mundo,
infinito,
sem limites,
sem horizontes.
Sem muros.
Milhares de pontes,
unindo todos
num só continente.
Liberdade.
Vida nova.
Sem leis e
sem normas opressoras.
Direitos iguais para
todos.
O amor chegando à
perfeição.
Recuperamos
a fraternidade.
Somos todos irmãos
indo para a casa do
Pai.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 27/06/2016.
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