Domingo próximo passado (10/07/2016), aqui na região de Curitiba, o sol veio expor-se abundantemente, bem visível, bem claro, bem forte.
Foi um convite para visitarmos a mãe Natureza, que nos acolhe em sua geografia, acalma e equilibra nossos vulcões interiores.
Convidamos minha irmã Regina e meu cunhado Ivo e lá fomos
nós para a Colônia Mergulhão, com traços típicos da cultura italiana e para a Colônia
Muricy, prevalecendo características da cultura polonesa, lá pelo interior de
São José dos Pinhais, peregrinando pelos Caminhos do Vinho, nas redondezas do
Aeroporto Afonso Pena.
Caminhos que lembram o país da Itália e da Polônia, traduzidas
pelas características das casas e pela comida típica, polenta, frango caipira, caipirinha,
tortas, bolos, pães, salame, queijos, vinhos e conservas... e sobremesa até
encher o resto das mesas.
Bazar, Bodegas, Armazéns,
Bancas ou Vendinhas, com produtos para degustação: salames, vinhos e queijos.
Restaurantes para todos os paladares.
Caminhos floridos, casas típicas com camas, armários,
utensílios antigos, máquinas de costura, ferramentas agrícolas que eram usados
pelos nossos avós, primeiros imigrantes.
Existem determinadas coisas que você gosta de encontrar
porque te proporcionam bons pensamentos, bons fluidos, boas recordações, e
produzem o bem-estar psíquico, emocional e espiritual.
Passeios como esse é uma volta ao passado, no tempo
presente.
E como nos faz bem.
Saindo de casa,
vamos a um encontro.
Encontro com a
natureza:
sol, céu azul,
estradinhas,
terrenos sem cercas,
pinheiros,
capão de mato,
tanques de peixes,
plantações de
verduras, animais,
passarinhos, ar puro, ... vida que respira.
E o que nos chama a
atenção:
a liberdade, a
sensação de descanso,
a calma, a
tranquilidade do ambiente.
O próprio ambiente
rural
é calmante e
tranquilizante.
E a boa companhia,
acompanhando e
acrescentando detalhes
e características dos
nossos avós.
Vida sofrida,
conquistas e frutos,
nós, filhos bem-criados,
valorizando as vitórias
deles,
reconhecendo-nos
gratos
por tudo aquilo que eles
foram
e o que eles
plantaram.
A natureza acalma
quando olhamos e
admiramos
a água dos rios,
os lagos tranquilos,
quando escutamos os
pássaros
e tentamos
interpretar
o que eles cantam.
As borboletas
multicoloridas,
leves, quase transparentes,
voando em ziguezague,
brincando de brincar.
Abaixamos
e sob nossos pés
o mundo das formigas,
diferente do nosso
mundo,
bem-organizadas,
em silêncio,
cumprindo seus
destinos
sem se importar
conosco,
gigantes distraídos,
apressados.
Ao longe, nos campos,
animais quadrupedes,
pastando
tranquilamente,
despreocupadamente,
em paz e harmonia
com o mundo
circundante.
Aqui e ali,
as árvores em
movimento,
contorcendo-se com a
força do vento,
sem opor
resistências,
aceitando alegremente
a luz do sol,
proporcionando
sombras
para aquilo ou
aqueles
que procuram a
suavidade
de um lugar
agradável,
oferecendo seus
galhos
para todo e qualquer
tipo de ave.
Acima as nossas
cabeças,
nuvens esparsas
também passeiam,
dando provas da sua
liberdade,
como se fosse sempre
domingo,
indo e vindo subindo
e abaixando,
afinando-se ou
engrossando
ao unir-se a outras
nuvens,
sem opor obstáculos
a qualquer avião
que por aqui procura
pouso.
Sem esforço,
figuras formam
e se transformam
constantemente.
E nem sempre paramos
para admirá-las,
interpretar seus
formatos
e perceber sua
importância.
De repente o
silêncio.
O silêncio faz parte
desta paisagem,
por isso, parece
completo o cenário
e o fundo musical
apropriado.
Tanto silêncio
que até conseguimos
escutar
as batidas do próprio
coração,
batidas alteradas
pela curtição de
estar envolvido
pela Natureza toda,
libertadora, equilibrante.
Aqui, na Natureza,
consigo tirar meus
sapatos,
andar descalço,
experimentando a
suavidade da grama,
a maciez das folhas
caídas.
Relaxamos,
voltamos ao normal
ou como gostaríamos
que sempre fosse.
Que sensação
agradável,
andar de descalço na
grama,
na terra e na areia
macia.
Nas mãos, agora,
um punhado de folhas
secas.
Amasso-as,
esfregando uma mão na
outra,
sentindo carícias de
folhas secas
em minhas mãos
úmidas.
Um galho cheio de
folhas verdes,
recém-nascidas,
se derrama quase até o
chão.
Pego uma porção de
folhas verdes,
esfrego-as nas mãos
até se tornarem uma
pasta.
Em vez de revolta,
as folhas soltam
perfumes.
Na cidade,
sinto-me quase morto,
insensível.
Nas redondezas,
onde a Natureza ainda
palpita,
ainda se mexe,
ainda me chama a
conviver,
afino de novo meus
sentidos
e percebo onde
deveria mais viver.
Aqui, no verde da
floresta,
no silêncio acontece,
tantas mensagens
e quantas
transformações.
Associo tudo o que
vejo e sinto,
com as coisas boas
que me tem acontecido
nesta Terra,
nosso jardim.
Nos encontros
dentro da Natureza
ainda estou vivo
porque convivo
com as coisas vivas,
nascidas
na nossa Terra.
Os encontros com a
Natureza
funcionam como
terapia
por onde se esvai
nossas tensões
nervosas,
acumuladas
no agito do vai e vem,
onde vivemos,
quase a contragosto,
esperando
ansiosamente
nova oportunidade
para entrar em
contato
não só com a
natureza,
mas mais ainda,
conosco mesmos.
Aqui nos sentimos tão
bem,
porque há variedade
de reinos,
unidos,
em homenagem a nós,
filhos do Dono da
Senhora Natureza,
herdeiros dos seus
bens.
Sob nossos pés
o Reino Mineral,
na base,
nas profundezas,
invisível,
proporcionando a vida
para o Reino Vegetal,
já visível,
o qual, por sua vez,
vai crescendo e
disponibilizando-se
para que o Reino
Animal
também se exiba
e se disponibilize
para nós,
humanos,
ajudando-nos a
entender
a complexidade dos
Reinos Vivos.
Evoluindo, tudo
existe
para a curtição das
pessoas conscientes
de participarem do
Reino Humano,
abertos, maduros,
direcionando-nos ao
último Reino,
ainda pendente de
realização,
o Reino Divino,
no qual somos apenas,
os filhos e filhas do
Criador.
Fazemos a feliz
experiência
de pisar nesta Terra,
este imenso Jardim,
como filhos
perfeitos,
felizes e gratos
ao nosso Pai dos
Céus.
Já ouvimos falar dos
céus.
Mas até parece,
de vez em quando,
que o céu é aqui
e que já o
experimentamos.
Será isso saudades?
Ou esperanças?
Só sei que as imagens
e os sons gravados,
nos encontros
com a senhorita
Natureza,
vão comigo, no dia a
dia,
contagiar as pessoas
com quem convivo.
No silêncio da
Natureza,
conseguimos ler e
ouvir
mensagens e convites
para permitir
que a paz e a
serenidade
entre dentro de nós.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
eneaspb@gmail.com
Publicado noBlog Heipo World em 13/07/2016
Leia outros textos:
http://heiposworld.blogspot.com.br
http://poesiashumasedivinasblog.blogspot.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário