domingo, 24 de julho de 2016

323.- Céu. Conversando sobre o céu, nossa futura Pátria. 323



Não é só lá em cima que existe céu.

Tem um pedacinho no seu coração.

Sonia Barrios

 

 

Se você não olha e não pensa no céu,

corres o risco de ficar terráqueo,

para sempre.

 

Talvez o ser humano seja como o Heipo, "um poço infinito que só o infinito pode saciar". (Frei Ignácio Larrañaga). 

 

Se o espírito é uma entidade celestial, mas está em cada um de nós, na terra, no nosso corpo, esta sede e insatisfação ou sentimento de incompletude, diz algo sobre “não estamos em casa”?

 

 

Dentre tantos valores, dentro de tantas enciclopédias e bibliotecas que as civilizações possuem, ainda estamos em falta de literatura sobre nossa futura Pátria. 

 

 

Parece-nos e deixa-nos uma sensação de que não é do nosso interesse, como pessoas deste mundo, preocupar-nos com uma Pátria que não é esta na qual estamos. 

 


       Mas há um sentimento estranho e esquisito que diz que não somos daqui.

 

 

Talvez porque já estamos por demais acostumados com esta paisagem da terra.

 


          Neste Universo infinito, fincamos nossa tenda na terra e nos acostumamos com esta paisagem.

 

 

          De pé, no chão da vida, pisamos a terra e olhamos um espaço vazio em cima das nossas cabeças e dizemos que lá está o céu. 

 


           Aqui em baixo vemos os mares, as montanhas, os países, fronteiras e limites.

 

 

Mas lá em cima, não vemos e nem sabemos se há fronteiras.

 

 

          É natural que procuremos conhecer e administrar tudo o que está sob o alcance das nossas mãos e dos nossos olhos. 

 


         Não é tão natural ainda, ocupar nossa intuição e imaginação em realidades que não caem sobre o domínio dos nossos cinco sentidos.

 

 

          Não vamos desistir só porque nos faltam elementos materiais, medíveis e pesáveis.

 


         Pode ser que existam outras ferramentas disponíveis que ainda não descobrimos. 

 


      Por isso, vamos em frente, despertando e motivando a curiosidade a aventurar-nos, aceitando e enfrentando as dúvidas.

 

 

          Os mistérios da vida materializada já estão quase todos decifrados. 

 


       A nossa corporalidade ou materialidade terrena já está saciada e satisfeita, mas não ainda, plenamente, pois que a corporalidade está inserida, mesclada ou fundida com a espiritualidade, celestial.

 

 

Quase todas as doenças do nosso corpo estão curadas. 

 


       A própria morte já está nos deixando caminhar mais tempo e mais longe. 

 

          Mas ainda continuamos com sede. 

 


          Ainda estamos insatisfeitos. 

 


          Porque será que esta sede permanece e não se sacia nunca?

 

 

          Até parece que a sede e a fome estão a nos indicar que estamos fora do lar definitivo. 

 


                O que significa esta ânsia e este vazio que permanecem mesmo quando temos tudo o que podemos?

 

 

          Talvez seja hora de perceber e ler que há uma natureza infinita escondida atrás das aparências das pessoas humanas e além das fronteiras da nossa terra. 

 

         

Sendo curioso e procurando nos Evangelhos, encontrarás as dicas bem claras, e muitas palavras que o Jesus Cristo disse sobre o céu e a casa do Pai.

 


“O que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, e o coração do homem não percebeu, isso o Deus e Pai preparou para aqueles que o amam”. 

 


          E o que é mais importante: os Evangelhos estão repletos de promessas. 

 


         Ali está o manual de procedimento, o Caminho, a Verdade e a verdadeira Vida.

 


   Convém perceber e criar convicções que realmente somos seres espirituais.

 

 

       Transcendência (Céu) é o campo de energia espiritual que ajuda-nos a ultrapassar as leis da imanência (Terra).

 

 

Somente cresceremos e adquiriremos as informações necessárias para o aperfeiçoamento das capacidades espirituais, na fonte principal originária que são o Evangelho e os Livros do Novo Testamento.

 

 

Pergunto a ti e espero sua resposta sincera: se existir o céu, prometido pelo Jesus Cristo, você estaria interessado em morar lá?

 

 

Você já se inscreveu ou deu seu nome para participar nesta aventura?

 

 

Será que existirá uma chamada?

 

 

Você sabe quais são as condições, qual o aprendizado, que aulas teóricas e práticas devemos assistir e praticar?

 

 

Há tão poucas fontes a pesquisar.

 

 

Poucos falam e poucos convencem sobre esta nova realidade, nova maneira de existir para sempre. É na imortalidade que estou interessado.

 

 

Onde há fumaça há fogo.

 

 

Se o céu existe, o contrário dele, o inferno também existe.

 

 

Se não existe céu, não existe tampouco o inferno.

 

 

Como estas duas realidades ou ficções não fazem parte das coisas do nosso dia a dia, deixamos para lá, para o tempo oportuno.

 

 

Qual é o tempo oportuno?

 

 

Não é o agora, o momento presente, disponibilizado para todos os terráqueos?

 

 

Se vivermos apenas para esta terra, nossas expectativas sobre o céu e sobre a vida eterna são sim, ficções.

 

 

Existem dois valores amostra-grátis, aqui na terra que provam a existência dos céus: a prática da justiça e a injustiça ainda reinante; a prática do amor como solução, e a do ódio como prática infernal.

 

 

Há uma história de mais de quatro mil anos enxertada com promessas e biografias de pessoas que se envolveram com as sementes e esperanças do céu e da vida eterna. Foram pessoas desapegadas das coisas aqui da Terra.

 

 

O próprio Jesus Cristo, histórico, viveu e fortaleceu as promessas e as esperanças. Dois mil anos atrás esteve aqui, em carne e osso, falando e ensinando sobre o Pai nosso que está nos céus.

 

 

Não temos aqui morada permanente, disse o Apóstolo São Paulo. Somos cidadãos dos céus.

 

 

Temos tão pouca terra, sob nossos pés,

e tanto céu sobre nossas cabeças.

 

 

Quando lançamos nosso olhar lá para cima,

os céus fazem discursos do Deus dos céus,

nos admiramos pela grandiosidade,

ordem, unidade,

harmonia e perfeição das suas criações.

 

 

Se conhecesses

uma única estrela,

uma única Galáxia

em toda sua extensão e perfeição

compreenderia e amaria o Criador.

 

 

Quando colocamos nosso olhar

cá para baixo, para a terra,

vemos nossas obras,

algumas imperfeitas,

outras perfeitas,

obras dos filhos e herdeiros

do Criador do Céu e da Terra.

 

 

Se considerarmos nossa imagem e semelhança com nosso Criador, nossa condição de filhos e herdeiros, nossa adesão aos ensinamentos do nosso Técnico Jesus Cristo, certamente iremos todos juntos morar lá em cima, junto com nosso Pai.

 

 

Não é estranho,

este sentimento de forasteiros

dentro da nossa própria pátria?

 

 

Não é questionante

este sentimento de que algo está faltando

mesmo em meio a toda fartura?

 

 

Não te interessa a fala dos teólogos

sobre imortalidade, vida eterna?

 

 

Não me mostres o céu,

se não for verdade.

 

Se tudo o que há na terra

seja tudo mentira,

não me importo, contanto

que o céu seja a única verdade.

 

 

Céus, se existes,

existo eu para ti.

 

 

Se andas a voar por lá,

leve-me contigo.

 

 

Já não olho onde ponho meus pés.

Piso levemente por onde ando.

 

 

Procuro estradas que sobem,

levam-me para as montanhas.

 

 

Onde gostaria de estar,

se lá já não estivesse,

minha alma?

 

 

À noite, vendo estrelas,

viajo para lá.

 

 

De lá espero, Pai eterno,

seu olhar a me atrair.

 

 

Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 24/07/2016.

eneaspb@gmail.com

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