O mundo atual, rápido, não te dá tempo para você perceber que
está totalmente nas mãos dos exploradores das energias das pessoas e do mundo.
Mais
ainda, você nem percebe, mas esta sendo devorado, engolido e usado pelos meios
de comunicação.
Quer que te prove?
Primeiro: você não sabe mais ficar sozinho, em silêncio, sem
fazer nada.
Enquanto
você está acordado, você está constantemente ligado a algum meio de comunicação.
Ou é
o jornal escrito ou tv ligada em qualquer programa, ou é o som do rádio no
carro ou na casa, ou é o celular.
Você só não está ligado a algum som se você está trabalhando,
e, se no trabalho existem normas a serem obedecidas com relação aos meios de
comunicação.
E você não tem mais forças para resistir.
E
você já se entregou.
Não
tem mais senso crítico.
Não
sabe mais escolher o que te faz bem e recusar o que te faz mal ou não agrega
valores que te auxiliem a continuar evoluindo.
Parou.
Estacou ...
se
antenou ...
perdeu-se
...
morreu.
Você
está sendo usado(a). E você se permite, aviso-te, és um sujeito passivo. Só reage. Não
toma mais decisões pessoais.
Os
meios de comunicação social, constantemente ligados, provocam, a curto, médio
ou longo prazo, como efeito colateral, a passividade nas pessoas.
A
conversa ou monólogo virtual, entre dois desconhecidos, um que fala ou comunica
e o outro que escuta, gera também, o descomprometimento do leitor ou escutador.
É
senso comum dos detentores do poder, lidarem engenhosamente com as palavras,
considerando a fragilidade crítica dos expectadores. Demonstram segurança no
que afirmam e negam todo o contrário.
Nós,
ou alguns, com certa demonstração de intolerância, ainda apoiados em conceitos
como honestidade, coerência, responsabilidade, sem forças, apenas comentamos.
E
eles, acostumados com a corrupção, nem sequer raciocinam com a consciência
sobre certo ou errado.
O
que importa é satisfazer a insaciável ganância.
Se
der problemas, as leis, os advogados, as palavras nos defenderão e a impunidade
ficará velha, sem forças, não verá a justiça feita. Por isso, o símbolo da
Justiça é uma estátua com os olhos vendados.
O
leitor, logo de manhã, curioso, quer saber das notícias.
Sem
ter esforço nenhum, liga a TV ou compra um jornal e ali estão, todas as
notícias prontinhas, preparadas pelos jornalistas que trabalharam a noite toda.
Eis
aí, onde está o fruto do trabalho e onde está a passividade. O leitor é
passivo. Ativos são os manipuladores.
Algumas
notícias são encomendadas, outras fabricadas. Investe-se no que está dando mais
audiência.
Deixa-se
de divulgar o que não traz resultados financeiros.
O
bem não dá lucro para os meios de comunicação social.
A
fonte de renda está na tragédia, na violência, na corrupção.
Vejam
como são feitos os filmes, novelas, séries de TV, de hoje em dia: são
violentos, com tiros, sequestros e mortes, intrigas, traições, roubos,
tragédias, acidentes, e aí vai uma coleção de coisas ruins que não aperfeiçoam
a humanidade mas nos mantém estacionados num estilo de vida que não é o ideal.
Notícias
sobre os acontecimentos que envolvem todo tipo de violência causam em nós
sentimentos de fraqueza, de vulnerabilidade e insegurança.
Filmes de terror,
programas que satirizam e deformam o comportamento humano, não nos faz bem.
Tiram
de nós o brilho da vida, as boas vibrações.
Mostram o lado ruim, desajustado da
nossa personalidade; esvaziam-nos dos bons costumes e dos valores permanentes. Enterram nossos ideais, antes mesmo de nascerem.
Tudo
o que é comunicado, é vendido, ou é patrocinado, por empresas comerciais ou grupos
partidários, até contrários publicamente, mas sócios, escondidamente.
Salvam-se
os documentário, vídeos musicais, vídeos de palestras de cientistas, e as
comédias quando possuem historias edificantes.
Perceba
como é necessário estar com o senso crítico ativado para não bebermos ou
ingerirmos o que divulgam e esperam que engulamos, sem filtro, goela abaixo.
Perceba
como é necessária a formação da nossa consciência.
Como
se forma a consciência? Com a aquisição dos valores permanentes.
Quais
valores? Verdade, honestidade, coerência, clareza de visão, força de vontade,
determinação, escolha ou opção por uma filosofia de vida livre, suave, sem
estresses, sem pressões, buscando sempre o que é bom, o que é justo, o que é de
direito de todos, isto é, o bem comum.
Isto também se chama maturidade ou
sabedoria de vida.
Este padrão de vida produzem em nós o bom humor e alegrias,
que nos proporcionam sentido para a vida.
Jamais
numa consciência madura e equilibrada tomam parte o egoísmo, o individualismo, orgulho,
prepotência, apegos, ganância, suposições, inveja, ciúme, concorrência,
atitudes de violência, ataques, defesas, complexos de vítima, de superioridade.
Este padrão de vida leva ao pessimismo, às lamentações, tristezas e vazio
existencial.
Sim,
deveríamos pesquisar muito mais o que nos leva a ser cada vez mais sábios, mais
prudentes, mais amáveis, mais leves em nosso relacionamento com nossos
semelhantes.
É neste foco que convém sintonizar nossas buscas nos meios de
comunicação.
Notícias
sobre descobertas de novas fórmulas de remédios, de atos de solidariedade, de
superação de problemas, de ações em prol de pessoas ou famílias com
dificuldades, campanhas de fraternidade, campanhas de solidariedade, isto sim é
que deveria ser mais divulgado, motivando e entusiasmando-nos a aderir nestes
necessários eventos que tanto nos promovem como promovem e libertam as outras
pessoas.
Tudo
está aí, no ar, à disposição, para ser escolhido
Alguns
sabem o que é que faz bem e é isto que escolhem.
Outros,
não sabem escolher a aceitam qualquer coisa como se fôssemos uma caixa onde é
permitido colocar tudo quanto é quinquilharia, boa ou menos boa.
No
final do dia estamos chateados e não sabemos o porquê.
Porque,
durante o dia, só entrou em nosso guarda-comida, guarda-coisas, uma porção de
coisas menos valiosas, sem nutrientes para a vida.
Quando estamos conscientemente ativos,
chega a noite e avaliamos o dia e vemos que o resultado foi superávit, lucro, bom
humor, alegria, risadas e gargalhadas com nossos amigos e familiares.
E a cabeça reclina-se no travesseiro.
E o aconchego da cama acolhe.
E o sono é sereno.
E os sonhos brotam.
E o dia cumpriu sua função,
entregando à noite
a responsabilidade
de recompor as forças.
Atualizado em 19/07/2016
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