segunda-feira, 25 de julho de 2016

324.- Alma. Se estamos vivos é porque temos alma.


 
Pensando, escrevendo, reescrevendo,

repetindo, insistindo, martelando,

o tema da alma.

 

 

Se temos alma,

se a alma nos tem,

se a alma existe

e se nós existimos,

amém, assim seja.

 

Dentro da alma

e na alma, amadurece,

cresce e evolui todos os seres.

 

 

Alma do céu,

ilumina nossa alma,

aqui na Terra.

 

 

Somos uma potência

pela capacidade espiritual

e pela alma que nos habita.

 


Temos consciência

de que somos um eu,

 espírito ou alma.

 


Eu estou neste mundo.

 


Eu tenho o poder de afirmar:

Eu sou. Eu sou eu.

 


       Esta minha capacidade

de me reconhecer como um ente, um ser,

me diz que tenho alma. 

Sou consciente da vida que há em mim.

Sou um ser vivo, por isso ouso dizer:

tenho uma alma. Sou uma alma.

 

 

Ocupo-me e invisto nesta realidade.

 

 

É diferente dizer: não sou uma alma.

Não sei o que é alma.

Não sei dizer se tenho alma.

Não sei o que é isso.

Não sei experimentar

nem perceber o que seja.

 

 

O mundo no qual estamos vivendo

está sendo construído,

está sempre em evolução.

 


Não deixamos de perceber

que este mundo

também está sendo explorado

e deformado, poluído

e talvez até mesmo, destruído.

 

 

Será que o mundo tem alma?

Sente que está sendo explorado?

Perde árvores, ganha lixo,

o ar já está cheio de veneno.

Rios ficam rasos.

Peixes morrem.

 

 

O mundo tem alma

e está em situação de risco.

 

 

A pessoa humana que o habita,

da mesma forma está com a sua alma

em processo de contaminação

e de extinção.

 


Tanto com a natureza externa,

quanto com a nossa própria vida,

estamos cometendo crime coletivo,

estamos cometendo assassinato,

pois que o mundo tem movimento

e está vivo.

 

 

As pessoas, dentro do mundo,

também estão sendo exploradas,

poluídas com tudo aquilo que lhes sufoca, martiriza, 

não deixando sua alma viver

de nutrientes puros.

 


Se o mundo,

a natureza toda

é um ser vivo,

pois está cheio de vegetais vivos,

animais vivos, também está repleto de gente,

que recebe de tudo para bem viver

ou viver de qualquer jeito.





Mas, a água está ficando suja.

A água que tomamos.

A água com a qual tomamos banho.

 


O mar e o espaço

já estão com muito lixo.

 


O ar está contaminado.

 


O ar que respiramos

e nos mantém vivos

está nos envenenando.

 


A terra

está perdendo seus nutrientes.

 


Muitas aves e animais

estão desaparecendo.

 


Sentimos nas catástrofes,

sinais e avisos deste desequilíbrio.

 


Mas é a pessoa humana

a responsável por estes desequilíbrios.

 

 

Se a natureza perde sua alma e sofre,
as pessoas humanas,
se ficam sem alma para cultivar,
também entram em risco de extinção.

 


É o mundo

que deixou sua alma esfriar

ou morrer?

Ou é a pessoa humana, que já sem alma,

ou vivendo como se não a tem,

está se suicidando?

 

 

Se o mundo tem alma,

onde está a alma do mundo?


Não tem lógica nenhuma

dizer que o mundo tem alma.

 

 

 

A primeira impressão que temos

nos faz dizer: o mundo tem alma sim,

mas não está se manifestando.

 


Se o mundo não tem alma,

não é mundo.

 


Se não tem alma,

não vive.

 


Sem alma

o mundo é uma coisa bruta.

 


Se o mundo não tem alma,

nós, que vivemos dentro dele,

acabamos por extensão,

nos comportando

como se não tivéssemos alma.

 

 

Este mundo,

este planeta Terra

tem que ter alma.

 

 

O mundo é um ser vivo.

 


Se for vivo, tem alma.

 

 

Nada vive sem alma.

 


Se este mundo tem alma,

onde está a palpitar?

 


Não vemos a alma.

 


Ela é de natureza invisível.

 


Mas, se é invisível,

vemos as manifestações.

 

 


Será que este mundo,

no qual vivemos, tinha alma?

 


Se teve perdeu-a.

Se a perdeu,

onde, como,

por que e quando

foi perdida?

 

 

Como o ar que faz falta provoca a morte,

a alma é o ar que falta na vida do mundo.

 


 Nem que tenhamos que morrer,

empenhemo-nos

para devolver a alma

ao mundo.

 


Sonhemos fazer reviver

o coração deste mundo

que já teve grandes momentos

porque tinha grande alma.

 

 

Este mundo

precisa de novo

erguer os braços para os céus.

 


É de lá

que podem vir germens

e as sementes

de almas novas.

 


É do céu que virá esta qualidade,

esta marca da misericórdia,

da sensibilidade diante dos problemas

desta humanidade acampada na terra,

sedenta de pureza, de pão,

carente da justiça dos irmãos.

 


Mais do que uma alma histórica

é de uma alma proativa,

ousada, que se exponha

gritando pela busca dos problemas

que tem solução.

 

 

Uma nova alma revigorada,

para o mundo de hoje,

tem que nascer

ou teremos que recriá-la.

 


A frieza, a apatia,

a indiferença é tanta

que já nos acostumamos

com as estatísticas dos mortos

provocados pela fome, pela guerra,

pelo suicídio, assaltos, violências,

descaso com a saúde,

com a educação

e pelo ideal

da fraternidade universal.

 

 

Alegro-me

quando na alma me atenho.

 

 

Sinto-me vivo, vibrante,

quando com alma me sinto.

 

 

Dou vida à minha alma

quando dos céus me ocupo.

 

 

A alma ativa

ilumina os passos,

na noite enxerga com clareza,

escolhe as trilhas floridas.

 

 

A alma viva

encontra forças até na fraqueza.

 

 

Segue sempre adiante

no rastro da pureza.

 

 

O teu sopro divino

sobre o barro fraco que cada um é,

criou em nós,

o sonho do céu.  

 

 

Na fragilidade da alma,

dentro do vaso quebrado,

cabe muita graça e doçura,

mais arte e beleza resplandece.  

 


Eneas Paulo Budel Bogucheski

Atualizado em 25/07/2016.

eneaspb@gmail.com

Leia outros textos:

http://heiposworld.blogspot.com.br

http://poesiashumasedivinasblog.blogspot.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário