Certa vez
ao chegar perto de um lago,
um rapaz, o Afeto
deu de cara com
uma simpática senhorita,
a Ternurinha.
Que belo encontro:
um masculino
e a outra,
feminina.
Começaram uma amizade
desde aquele
encontro.
Sentem que precisam
estar sempre juntos.
Eles se dão tão bem
que até parece um.
Não, não são um,
mas unificam-se
completam-se,
numa só atitude,
quase perfeita,
como arte
em exposição.
Nem sempre é assim.
Nós, homens,
somos
frutos
de
uma época
marcada
pela maneira de ser
masculina,
machista,
autoritária,
lógica,
rígida,
calculista
e
racionalista.
E
achamos natural
o
comportamento
a
partir dessa cultura
imperfeita
e incompleta.
E,
por isso,
nos
sentimos sempre,
tão
impotentes
e
complexados,
por
não sabermos
demonstrar
amor
como
nossos amores
merecem.
Nós,
homens,
não
frequentamos
a
escola do coração.
Recebemos
pouca
carga afetiva,
coracional,
além
daquelas
recebidas
pelos
olhos e mãos
das
nossas mães.
Nós,
homens,
recebemos
sim,
um
tipo de formação cultural
que
teve falhas,
lacunas
em
muitos aspectos
da
nossa personalidade.
A
mulher
é
muito mais educada,
sensível,
acolhedora,
afetiva,
melhorada.
Nós,
homens
somos
secos,
áridos,
duros
de engolir,
difíceis
para conviver,
destituídos
quase
que totalmente
das
qualidades internas,
na
sensibilidade.
Sentimos
dificuldades
para
demonstrar
carinho
e afeto,
tão
necessários
para
o diálogo feminino.
E,
com isso,
as
mulheres
quase
nunca
ficam
satisfeitas conosco.
Não
completamos nelas
as
lacunas
que
nós deveríamos
preencher.
Por
quê?
Não
é porque não queremos.
É
que não estamos preparados
para
a prática dessa arte
tão
especial.
Não
fomos suficientemente
formados
ou educados
para
demonstrar ternura,
carinho
e afeto.
Poucos
homens
perceberam
essa falta de ligação
e
compreendem a necessidade
de
penetrar na conquista
desta
ciência afetiva.
Mulher,
abra os olhos
e o coração do seu
companheiro
do seu marido, dos
seus filhos.
Faça-os compreender,
ao observar sua
maneira de ser,
como existe a
possibilidade
de complementar,
ajustar,
aperfeiçoar
o relacionamento
afetivo.
Seja mulher,
feminina,
meiga,
suave,
carinhosa,
afetiva.
Solte-se.
Deixe a sua feminilidade,
expressar-se,
cativar,
beliscar meu coração,
mexer comigo.
Quando eu passar por
você,
olhe nos meus olhos,
sorria, levemente,
e
olhe para trás.
Você sabe
que estarei
esperando,
esse olhar,
curioso,
feminino,
de pescoço torto,
num corpo perfeito.
Sorria com alegria.
Assim você vai
mostrar,
sem falar,
o que está faltando
em nossa natureza
masculina.
Não deixe de ser mulher.
Salve a humanidade.
Eneas
Paulo Budel Bogucheski
Atualizado
em 06/09/2019

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