sexta-feira, 6 de setembro de 2019

663.- Afeto. Olá, bom dia Afeto. - Bom dia, Ternurinha.




Certa vez
ao chegar perto de um lago,
um rapaz, o Afeto
deu de cara com
uma simpática senhorita,
a Ternurinha.

Que belo encontro:
um masculino
e a outra,
feminina.

Começaram uma amizade
desde aquele encontro.

Sentem que precisam
estar sempre juntos.

Eles se dão tão bem
que até parece um.

Não, não são um,
mas unificam-se
completam-se,
numa só atitude,
quase perfeita,
como arte
em exposição.

        Nem sempre é assim.

        Nós, homens,
somos frutos
de uma época
marcada pela maneira de ser
masculina,
machista,
autoritária,
lógica,
rígida,
calculista
e racionalista.

E achamos natural
o comportamento
a partir dessa cultura
imperfeita e incompleta.

E, por isso,
nos sentimos sempre,
tão impotentes
e complexados,
por não sabermos
demonstrar amor
como nossos amores
merecem.

Nós, homens,
não frequentamos
a escola do coração.

Recebemos
pouca carga afetiva,
coracional,
além daquelas
recebidas
pelos olhos e mãos
das nossas mães.

Nós, homens,
recebemos sim,
um tipo de formação cultural
que teve falhas,
lacunas
em muitos aspectos
da nossa personalidade.

A mulher
é muito mais educada,
sensível,
acolhedora,
afetiva,
melhorada.

Nós, homens
somos secos,
áridos,
duros de engolir,
difíceis para conviver,
destituídos
quase que totalmente
das qualidades internas,
na sensibilidade.

Sentimos dificuldades
para demonstrar
carinho e afeto,
tão necessários
para o diálogo feminino.

E, com isso,
as mulheres
quase nunca
ficam satisfeitas conosco.

Não completamos nelas
as lacunas
que nós deveríamos
preencher.

Por quê?
Não é porque não queremos.
É que não estamos preparados
para a prática dessa arte
tão especial.

Não fomos suficientemente
formados ou educados
para demonstrar ternura,
carinho e afeto.

Poucos homens
perceberam essa falta de ligação
e compreendem a necessidade
de penetrar na conquista
desta ciência afetiva.

Mulher,
abra os olhos
e o coração do seu companheiro
do seu marido, dos seus filhos.

Faça-os compreender,
ao observar sua maneira de ser,
como existe a possibilidade
de complementar,
ajustar,
aperfeiçoar
o relacionamento afetivo.

Seja mulher,
feminina,
meiga,
suave,
carinhosa,
afetiva.

Solte-se.
Deixe a sua feminilidade,
expressar-se,
cativar,
beliscar meu coração,
mexer comigo.

Quando eu passar por você,
olhe nos meus olhos,
sorria, levemente,
e
olhe para trás.

Você sabe
que estarei esperando,
esse olhar,
curioso,
feminino,
de pescoço torto,
num corpo perfeito.

Sorria com alegria.

Assim você vai mostrar,
sem falar,
o que está faltando
em nossa natureza
masculina.

Não deixe de ser mulher.

Salve a humanidade.


Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 06/09/2019



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