quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

286.- Divina natureza. A natureza divina que há em nós é que admira as estrelas. Inquietos estamos e queremos ir até lá.


Se aqui já é grande,

imaginem um lugar,

sem fronteiras.





Já ouvimos falar


do infinito.





Atrai.










O que não conhecemos


exerce atração.









O que conhecemos,


dissecamos

e o encanto falece.









Lá em cima,


ainda longe,


desconhecidas,

as estrelas,


piscam para nós.









Se piscam, estão vivas.






Tão longe


e tão visíveis.










Porquê estrelas,


estais tão longe?

Desafiando-nos


a percorrer distâncias

que nossas pernas

não possuem potências

para percorrer?










Resistiremos


a tal fascínio?

  






Para além das estrelas

 teimaremos caminhar.











Ousaremos trilhar


o imenso,

o infinito, o eterno,

nas Estrelas,

no espaço

sem fim.











O Criador das estrelas

nos espera lá.

Acena, pisca e chama.







Se ele fez estrelas,

para nós as fez.







Aqui não é mais


o nosso lugar,

nem nunca foi.







Esgotaram-se


nossas expectativas.







Nos caminhos


que aqui andamos

não nos contentaram.







E percebemos

que não é aqui


o nosso lugar.







Nos caminhos que percorremos

fomos usando um oxigênio

que nos preparava


para um lugar

que não é aqui.







Temos saudades


de um lugar além,

além das fronteiras


que já conhecemos.







Tem algo mais.


Tem sim.







Tem que ter.







Quase que por aqui ficamos.







O medo e a segurança

tentaram a fé sufocar.







Não somos mesmo daqui.







Se fosse,

esperanças não curtiríamos,

saudades não sentiríamos.







Despertamos dos nossos sonhos,

colocamos no coração

e nas entranhas,

a esperança

do além fronteiras.







Além das fronteiras vamos

teimando contra o que dizem,

falam e tentam provar.







Além das fronteiras

existem espaços,

terras e astros nos quais

ninguém ainda pisou.







É para lá que vamos.







Já vamos indo.







Vamos verificar...







E lá vamos ficar.










Uma fina


e sutil atração,

ativa a profundidade estrutural


da qual fomos feitos:

somos  humanos e divinos.







O que há de humano


em nossa natureza,

conhecemos e esgotamos


quase todo o conhecimento.







Aquilo que há de divino em nós,

a 'imagem e semelhança'


com nosso Criador,

está fazendo cócegas.







Eneas Paulo Budel Bogucheski


Atualizado em 12/11/2016







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