Se aqui já é grande,
imaginem
um lugar,
sem fronteiras.
Já ouvimos falar
do infinito.
Atrai.
O que não conhecemos
exerce atração.
O que conhecemos,
dissecamos
e o encanto falece.
Lá em cima,
ainda longe,
desconhecidas,
as estrelas,
piscam para nós.
Se piscam, estão vivas.
Tão longe
e tão visíveis.
Porquê estrelas,
estais tão longe?
Desafiando-nos
a percorrer distâncias
que nossas pernas
não possuem potências
para percorrer?
Resistiremos
a tal fascínio?
Para além das estrelas
teimaremos caminhar.
Ousaremos trilhar
o imenso,
o
infinito, o eterno,
nas Estrelas,
no espaço
sem fim.
O Criador das estrelas
nos espera lá.
Acena, pisca e chama.
Se ele fez estrelas,
para nós as fez.
Aqui não é mais
o nosso lugar,
nem nunca foi.
Esgotaram-se
nossas expectativas.
Nos caminhos
que aqui andamos
não nos contentaram.
E percebemos
que não é aqui
o nosso lugar.
Nos caminhos que percorremos
fomos usando um oxigênio
que nos preparava
para um lugar
que
não é aqui.
Temos saudades
de um lugar além,
além das fronteiras
que já conhecemos.
Tem algo mais.
Tem sim.
Tem que ter.
Quase que por aqui ficamos.
O medo e a segurança
tentaram
a fé sufocar.
Não somos mesmo daqui.
Se fosse,
esperanças não curtiríamos,
saudades
não sentiríamos.
Despertamos dos nossos sonhos,
colocamos no coração
e nas entranhas,
a
esperança
do além fronteiras.
Além das fronteiras vamos
teimando contra o que dizem,
falam e tentam provar.
Além das fronteiras
existem
espaços,
terras
e astros nos quais
ninguém ainda pisou.
É para lá que vamos.
Já vamos indo.
Vamos verificar...
E lá vamos ficar.
Uma fina
e sutil atração,
ativa a profundidade
estrutural
da qual fomos feitos:
somos humanos e divinos.
O que há de humano
em nossa natureza,
conhecemos e esgotamos
quase todo o conhecimento.
Aquilo que há de divino em nós,
a 'imagem e semelhança'
com nosso Criador,
está fazendo cócegas.
Eneas Paulo Budel Bogucheski
Atualizado em 12/11/2016
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